Quarta-feira, 22 Maio 2013  12:50:51

A empresa Rigor Alimentos Ltda. assinou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Trabalho se comprometendo a pagar, em 3 parcelas, as rescisões de 510 trabalhadores que foram demitidos no início de2012. Aprimeira parcela vence em 15 de março, a segunda em 13 de abril e a terceira em 15 de maio. A dívida ultrapassa o montante de R$ 200 mil.

O número de trabalhadores demitidos  na da Rigor chega a 510, sendo 390 na cidade e outros 120 nas unidades de Descalvado e Rio Claro. A empresa foi acusada de ludibriar os funcionários, levando-os a assinar documentos em branco.

O gerente regional do Ministério do Trabalho e Emprego da Região de São Carlos, Antonio Valério Morillas Júnior, afirma que caso a empresa promova mais demissões terá que pagar 10 dias após a demissão em caso de não haver o cumprimento de aviso prévio e em 31 dias caso os trabalhadores tenha que cumprir o aviso prévio. “A empresa terá que arcar com seus compromissos trabalhistas conforme prevê a CLT”, ressalta ele.

Ao mesmo tempo em que tenta honrar seus débitos trabalhistas, a Rigor tenta a recuperação judicial na Justiça Estadual de Jarinu (SP). No último despacho do juiz que cuida do caso ele pediu uma série de documentos.

 

OUTRO LADO - O gerente de recursos humanos da Rigor, Luiz Henrique Carelli Leite, afirmou, em entrevista à EPTV Central, que a empresa viveu um ano ruim em 2011  por conta do preço do frango baixo e o do milho alto. Leite disse que em dezembro foi feito o pedido de concordata, que é uma forma de regularizar a situação ecônomica da empresa evitando a falência. O gerente afirmou que a Rigor não vai fechar e confirma as 510 demissões.

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A Santa Casa de São Carlos está devendo mais de R$ 14 milhões em água e esgoto para Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto). O hospital, desde 1998, não efetua os pagamentos. Parte desta dívida esta já foi executada e esta sendo cobrada judicialmente. Segundo informações a provedoria estaria tentando um acordo com a Autarquia e a Prefeitura.

Dados obtidos com exclusividade pelo Jornal Primeira Página mostra que o hospital deixou de pagar as contas de água em 1998, quando a lei 11.257/96 foi revogada pela Câmara Municipal. A lei, na época, concedeu anistia ao hospital das dívidas com o Saae e ainda isentou a Santa Casa de qualquer pagamento por dois anos.

O acumulado da dívida somente da Santa Casa é de R$ 13.940.569,93. A Maternidade Dona Maria Jacinta – órgão ligado ao hospital – tem uma dívida acumulada de R$852.358,98. A soma exata dos valores é de R$ 14.792.928,91. 

Leia a reportagem completa no Jornal Primeira Página desta terça-feira (13) que você encontra nas bancas de São Carlos, Ibaté e Itirapina

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Sábado, 25 Fevereiro 2012 09:02

Demissões na Rigor chegam a 510

O número de trabalhadores demitidos da unidade de São Carlos da Rigor Alimentos Ltda, no interior de São Paulo chega a 510, sendo 390 na cidade e outros 120em Descalvado. Parapiorar a situação, a empresa está sendo acusada de ludibriar os funcionários, levando-os a assinar documentos em branco.

A dívida com os trabalhadores supera R$ 200 mil. A Rigor tem que pagar pelo menos 33% deste valor até o dia 29 de fevereiro para fechar um acordo. O Ministério Público do Trabalho propôs um acordo com o pagamento dos débitos trabalhistas em três vezes. Caso a empresa não aceite, o MPT irá mover uma ação civil pública contra a companhia, o que pode inviabilizar o seu pedido de recuperação fiscal.

A ex-funcionária Zilda da Silva ressalta que foi obrigada a assinar um papel em branco. “Não tinha nada, eu olhei na folha e ela estavaem branco. Elesfalaram que eu tinha que assinar o papel para liberar a folha para dar entrada no fundo de garantia (FGTS)" contou. 

Patrícia Carin, outra ex-funcionária da Rigor, disse que na hora de dar entrada no seguro desemprego, descobriu que não tinha o direito porque a empresa não estava depositando o FGTS. O advogado pretende entrar na Justiça e provar as irregularidades da Rigor por meio de testemunhas, mas lembra que o processo pode demorar até dois anos

O gerente regional do Ministério do Trabalho, Antônio Valério Morillas Jr., explica que os trabalhadores estão sendo prejudicados. “Eles (da empresa) pedem para as pessoas assinarem um termo de rescisão para liberação do fundo, mas quando a pessoa assina, ela está dando quitação do valor. Não existe nenhuma declaração no verso da folha especificando que as verbas rescisórias não foram pagas, então esses trabalhadores estão sendo prejudicados" explicou.

 

OUTRO LADO – O gerente de recursos humanos da Rigor, Luiz Henrique Carelli Leite, afirmou, em entrevista à EPTV Central, que a empresa viveu um ano ruim em 2011  por conta do preço do frango baixo e o do milho, alto. Leite disse que em dezembro foi feito o pedido de concordata, que é uma forma de regularizar a situação econômica da empresa evitando a falência. O gerente afirmou que a Rigor não vai fechar e confirma as 510 demissões.

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A Alemanha e a França estão tomando medidas concretas para estabelecer uma união fiscal com maior supervisão dos orçamentos individuais dos países europeus, afirmou a chanceler alemã, Angela Merkel, em um discurso ao Parlamento do país. "Nós já não estamos simplesmente falando de uma união fiscal, mas estamos tomando medidas concretas para chegar a uma", disse.

O discurso de Merkel foi feito um dia depois de o presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmar que seu país está disposto a ficar ao lado da Alemanha e sacrificar um grau de soberania nacional para que seja possível um melhor alinhamento das políticas econômicas. Merkel deu continuidade a esse tema e disse que o objetivo da cúpula da União Europeia marcada para o próximo dia 9 é mudar o tratado do bloco e permitir uma maior coordenação da política fiscal.

Merkel vai se reunir com Sarkozy, em Paris, na segunda-feira para finalizar um plano que eles apresentarão aos líderes da União Europeia no encontro do dia 9. "Nós vamos para Bruxelas com a intenção de mudar o tratado da União Europeia", afirmou Merkel. "A meta é uma união fiscal que aplique a disciplina fiscal nos membros e tenha os instrumentos necessários para efetivamente lidar com a crise", acrescentou.

Em seu discurso Merkel insistiu que a integridade do Banco Central Europeu (BCE) precisa ser protegida. Durante a crise, disse a chanceler, as únicas instituições europeias que não perderam credibilidade foram o BCE e os tribunais. "A credibilidade dessas duas instituições tem um valor precioso na nossa democracia e é nossa tarefa proteger e preservá-las", declarou.

A França tem demonstrado que aceita sanções automáticas para países que violarem o tratado europeu, diretrizes mais rígidas e uma maior supervisão dos orçamentos dos membros da zona do euro. Com isso, espera-se que a Alemanha se torne mais tolerante quanto a uma ação do BCE para dar suporte aos mercados de bônus da zona do euro. As informações são da Dow Jones. 

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Para evitar disputas internas entre petistas e não melindrar a relação da sigla com a presidente Dilma Rousseff, o PT já informou ao Planalto de que vai trabalhar para manter no governo, a partir da reforma ministerial do início de 2012, o mesmo espaço ocupado hoje pelas tendências da legenda. Oficialmente, Dilma ainda não chamou o PT para discutir o tema. Porém, já intrigam os petistas as informações de que ela pretende reduzir o número de secretarias temáticas com status de ministérios - todas ocupadas por petistas.

As tendências devem manter seus espaços no governo

Ao tomar conhecimento dessa movimentação, Dilma expressou sua resistência à lógica petista de fazer um loteamento de ministérios como se fossem feudos de correntes partidárias. Ciente de que esse debate é delicado, o presidente do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), trata de esvaziar a discussão, afirmando que jamais conversou com Dilma sobre o tema.

Nos bastidores, porém, a perda de espaço de correntes do PT tem sido a maior preocupação dos petistas.

- As tendências devem manter seus espaços no governo. Isso é importante para preservar o equilíbrio partidário - disse nesta quinta-feira o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

A corrente Democracia Socialista (DS), por exemplo, tem feito forte mobilização para manter o Desenvolvimento Agrário. O atual ministro, Afonso Florence, é citado nas listas de cotados para sair na reforma.

Já a corrente majoritária Construindo um Novo Brasil deseja manter a influência na Educação, com a saída de Fernando Haddad para disputar a prefeitura de São Paulo. Um grupo da corrente já defende a senadora Marta Suplicy para o posto.

Mas, como o Planalto sinaliza para uma solução técnica para a Educação, o PT tenta outra pasta para Marta, como a Cultura.

Outra tendência que deseja manter espaço é a Articulação de Esquerda. No governo, é representada pela ministra Iriny Lopes (Mulheres), que deve disputar a prefeitura de Vitória.

- A Articulação de Esquerda aceita substituir Iriny, desde que indique o substituto para o mesmo cargo - diz o vice-presidente do PT, deputado José Guimarães (CE).

Nas demais tendências, não deve haver disputa, já que a Mensagem deve manter o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a Movimento PT está contemplada com Maria do Rosário (Direitos Humanos).

O Campo Majoritário é representado por vários ministros, como Alexandre Padilha (Saúde), Paulo Bernardo (Comunicações), Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e o próprio Haddad.

- A mesma coisa que serve para os partidos tem de servir para as tendências. Seria saudável fazer um rodízio de pastas, inclusive entre as tendências - disse o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR).

O Planalto já identificou na movimentação das tendências do PT resistência à proposta de fundir secretárias temáticas - Igualdade Racial e Mulheres - numa única pasta de Direitos Humanos. Após as reações, Dilma pode desistir da ideia, para não complicar a relação com o PT e movimentos sociais.

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 Depois de desautorizar a Comissão de Ética da Presidência da República e bancar a permanência do ministro Carlos Lupi, a presidente Dilma Rousseff desdenhou na sexta-feira, 2, em Caracas, da declaração de amor feita pelo titular do Trabalho e disse que fará uma análise objetiva para decidir, "a partir de segunda", o destino do presidente licenciado do PDT.

A decisão iminente da presidente desencadeou no PDT uma operação de afastamento "suave" de Lupi e a tentativa de se manter na pasta ou em outro posto na Esplanada. Questionada se o "Dilma, eu te amo" de Lupi, pronunciado durante depoimento na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, pesou na sua decisão de mantê-lo no cargo, a presidente respondeu: "Eu tenho 63 anos de idade, uma filha com 34 anos, um neto de um ano e dois meses. Não sou propriamente uma adolescente e eu diria também uma romântica. Faço análises muito objetivas".

"Qualquer situação referente ao Brasil vocês podem ter certeza de que eu resolvo a partir de segunda-feira", acrescentou.

Se Dilma optar por uma transição mais branda e negociada, o destino de Lupi pode ser selado na reunião de avaliação política convocada pela cúpula do PDT para segunda-feira ou terça de manhã. Na reunião estarão membros da Executiva e das bancadas do partido no Congresso.

Demissão já -  O presidente interino da sigla, deputado André Figueiredo (CE), aliado de primeira hora do ministro, embora ressalte que ainda acredita na inocência de Lupi, defenderá que ele deixe o cargo já, "para conter o desgaste político ao partido, ao governo federal e a ele próprio".

Figueiredo defende a tese de que o partido não indique substituto agora e aguarde a reforma ministerial em janeiro. "Vamos continuar no governo, mas independe se no mesmo ministério ou em outro. Vamos aguardar o convite da presidente e então discutir internamente nomes."

A reunião, segundo explicou o deputado, é de análise de conjuntura e não haverá uma deliberação para impor a saída de Lupi.

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Domingo, 04 Dezembro 2011 14:16

Natal: Comércio aposta em crescimento de 10%

O comércio varejista de São Carlos está apostando em um dezembro com vendas 10% maiores do que no mesmo período de 2011. Para facilitar a vida do consumidor, a partir de amanhã, 5 de dezembro, entra em vigor o horário especial do comércio: as lojas começam a funcionar das 9h às 22h de segunda a sexta e aos sábados das 9h às 17h.

Para o presidente da ACISC (Associação Comercial e Industrial de São Carlos),  Alfredo Maffei Neto, apesar da crise europeia o mercado interno no Brasil comprando muito. “O próprio governo brasileiro está lançando meios para alavancar o consumo e acreditamos num salto de 10% nas vendas com relação ao ano passado. E acredito que poderemos ter surpresas positivas”.

O clima de otimismo também chegou ao Shopping Iguatemi. O gerente geral  Ronaldo Constantino Bastos, destaca que a expectativa para o final do ano é de um crescimento em vendas da ordem de 9% sobre o ano de 2010. "Em novembro realizamos a tão aguardada inauguração da decoração de Natal, que este ano traz um cenário totalmente novo e ainda mais interativo”, explica ele. 

O superintendente de arrecadação tributária, Rafael Taboada, enfatiza que o consumidor deve ir às compras de forma responsável. “É importante sempre que a economia local tenha suas vendas no comércio para fazer girar a máquina da economia. Por outro lado também é importante que as pessoas façam suas compras com prudência e cautela, medindo sua capacidade de consumo. É necessário pesquisar preços e gastar com qualidade”, comentou ele. 

Formado em Economia pela Unesp de Araraquara e mestre pela Unicamp, Wlamir Paschoalino afirma que somente o “espírito natalino” poderá garantir um bom volume de vendas neste dezembro. “O consumidor mais consciente está desanimado e existe um endividamento excessivo da família brasileira nos últimos 3 anos devido à ampliação de crédito. Mas o espírito natalino está à flor da pele. O consumo nesta época do ano é cultural”.

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A presidente Dilma Rousseff disse neste sábado, 14, que os países latino-americanos têm de encontrar mecanismos para se defender - e não se proteger - das políticas monetárias expansionistas das nações ricas.

 

Durante a Cúpula das Américas, realizada em Cartagena, na Colômbia, Dilma voltou a afirmar que a forma com que os países desenvolvidos reagiram à crise econômica provocou um "verdadeiro tsunami monetário", citando um aumento de 9 trilhões de massa monetária desde 2008.

"Isso está nos atingindo na medida em que valoriza nossas moedas, tornam nossas moedas um obstáculo para o comércio de bens e serviços e transformam nossas economias numa presa fácil", afirmou ela em discurso.

"Temos que tomar medidas para nos defender. Defender é diferente de proteger. A defesa significa que nós vamos ter de perceber que não podemos deixar que nossos setores manufatureiros sejam canibalizados."

A presidente disse que os países latino-americanos, embora estejam menos vulneráveis do que no passado, não estão imunes à crise econômica.

Ela defendeu que "países superavitários" utilizem, além de políticas monetárias, políticas de expansão de investimentos, o que, segundo ela, diminuiria o desemprego nessas regiões e levaria a uma maior prosperidade do mercado internacional.

Durante seu discurso na Cúpula das Américas, que conta com a presença do presidente norte-americano, Barack Obama, Dilma destacou a importância da economia dos Estados Unidos para a região e disse esperar que "a nossa relação seja de parceria".

A presidente defendeu ainda uma integração maior entre os países latino-americanos como uma forma de articulação contra a crise.

"O modelo que eu acredito, que é o adequado, é de parceria e de diálogo entre iguais. No passado, as relações assimétricas entre o Norte e o Sul foram responsáveis por processos negativos em nosso país. Durante 20 anos, a América Latina viveu em recessão, desemprego, ampliação da desigualdade e ausência da perspectiva de crescimento. Esse processo recente é de afirmação da importância da população da América Latina", afirmou Dilma ao lado de Obama e do presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

 

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Passadas três semanas do início da crise no Ministério do Trabalho, crescem as chances de o PDT perder a pasta na reforma ministerial programada pela presidente Dilma Rousseff para o primeiro bimestre de 2012. O partido não recebeu nenhuma garantia do Palácio do Planalto de que manterá a pasta sob sua jurisdição, mesmo que vingue a ideia do presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), de afastamento do ministro Carlos Lupi, e sua substituição por um outro pedetista.

A estratégia montada por Paulinho e seu grupo de dar um "aviso prévio" para saída de Lupi e pôr em seu lugar um aliado contraria o Palácio do Planalto. Não foi à toa que o ministro-chefe da Casa Civil, Gilberto Carvalho, mandou nesta quarta-feira, 23, um recado claro ao PDT ao afirmar que o regime é presidencialista e "Lupi continua ministro e a vida segue para nós". "Primeiro, não estamos num parlamentarismo. Segundo, não há manifestação formal do PDT de se retirar da base aliada. Pelo contrário, há uma reafirmação e a atitude deles é muito nobre de reafirmar o apoio ao governo."

O temor do PDT é que na reforma ministerial perca o Trabalho para o PT, que reivindica a pasta que ocupou até 2007. Na dança das cadeiras que será promovida por Dilma, a tendência é os pedetistas ficarem com outra pasta. Diante dessa constatação, o líder do partido na Câmara, Giovanni Queiróz (PA), começou a defender que o PDT ganhe um Ministério com maior "capilaridade", como Cidades ou Desenvolvimento Social.

Os planos da presidente Dilma seriam, no entanto, bem diferentes das pretensões da bancada da Câmara. O escolhido para representar o PDT no novo Ministério seria o ex-senador Osmar Dias (PDT-PR). É a forma em estudo para compensá-lo pelo abandono de sua candidatura à reeleição ao Senado, no ano passado, só para dar palanque para a campanha presidencial de Dilma no Paraná, nas eleições de 2010.

Reunião. Diante do enquadramento do Palácio do Planalto, a cúpula do PDT tentou minimizar a tentativa de aviso prévio à Lupi engendrada em reunião da legenda na noite de terça-feira, 22. "Pelo partido, esse assunto todo está encerrado. Cabe a presidente Dilma avaliar a permanência dele. Ele (Lupi) permanece enquanto a presidente confiar nele", afirmou o secretário-geral do PDT, Manoel Dias. "Somos solidários ao Lupi e o entendimento que ele deve sair não é verdade", emendou.

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O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) divulgou o nível de emprego industrial na Diretoria Regional em São Carlos que inclui 13 municípios da região. Segundo o levantamento, realizado com os dados do mês de outubro, o nível na região teve resultado negativo.

O diretor regional do Ciesp, Ubiraci Corrêa, explica que a principal causa para a redução do emprego se deve à indústria sucroalcoleira e de bebidas da região ter iniciado suas demissões, devido a entresafra da cana-de-açúcar. Ubiraci destaca, “a demissão no setor de cana continuará no mês de novembro. Além disso, as indústrias começam a sentir o desaquecimento da economia e provavelmente farão dispensas neste fim de ano. Este quadro somente não ocorrerá se os problemas mundiais (Europa e Estados Unidos) forem resolvidos, o que acredito serem muito remotas as chances. Este quadro deve se manter até março, quando a indústria sucroalcoleira retorna suas atividades e inicia suas contratações”, explica.

A variação do nível de emprego na indústria na região ficou em -1,65%, o que significou uma redução de aproximadamente 650 postos de trabalho. Porém, é necessário destacar, que os dados incluem outros municípios e não somente São Carlos.

O secretário municipal de trabalho, emprego e renda, Emerson Domingues, destaca os dados do Caged levantados no mesmo período, mas que leva em consideração apenas o município. “A indústria tem vários segmentos e inclui a agroindústria que nesta época é ruim. Na indústria de construção civil, por exemplo, tem queda devido as paralisações das obras pelo fim de ano onde na maioria das vezes, os funcionários são desligados e recontratados em janeiro”, explica. “O Caged foi totalmente positivo no que diz respeito a geração de empregos, foram geradas 874 vagas no mercado inteiro de São Carlos. Na indústria, mostrou um saldo positivo de 25 vagas e o saldo do ano tem sido bom até agora com um crescimento de 2.5%, ou seja, 504 postos de emprego gerados”, comenta Emerson destacando que muitas cidades da região analisadas pelo Ciesp são influenciadas pela agroindústria, que nesta época não é um período de safra e que tem muitos desligamentos.

Para Ubiraci, a região de São Carlos continua sendo um pólo procurado para a instalação de novas empresas por diversos motivos, como a farta mão de obra qualificada, oriunda das universidades e de determinadas instituições, como o Senai e pela localização geográfica da cidade, entre outros. “Nossa cidade é servida por rodovias de ótima qualidade e temos aeroportos que servem o país inteiro a pouca distância. Nossos imóveis ainda possuem preços razoáveis, bem diferentes dos das cidades grandes, permitindo que as empresas se instalem, sem comprometer seus custos”, acrescenta o diretor.

Edição Jeferson Vieira

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