Esta semana, a Prohab (Progresso e Habitação de São Carlos), finalizou o trabalho de acompanhamento com as famílias do bairro São Carlos VIII, que desde outubro residem nas casas construídas através do Programa Pró-Moradia realizado pelo governo federal, em parceria com a Prefeitura Municipal. O trabalho faz parte das ações sociais desenvolvidas pela equipe de assistência social da própria Prohab.
O presidente da Prohab, João Muller, explica que o projeto vem sendo desenvolvido antes e depois da entrega das casas com cerca de 1.516 famílias. “São famílias beneficiadas pelo Pró-Moradia e os que residem no Jardim Zavaglia. É um trabalho que começa antes como oportunidade de mostrar para os futuros moradores a região para qual estão indo, a infra-estrutura do local, os serviços públicos oferecidos, o tamanho da unidade que estão adquirindo, começam a conhecer seus futuros vizinhos, entre outros”, comenta. “A equipe vai conhecendo as demandas das famílias, boa parte vinda de áreas de risco e de habitações em situações vulneráveis”, acrescenta.
Segundo Fernanda Soares Aguiar, chefe de Divisão de Ação Social, o trabalho social é realizado 8 meses antes e 6 meses após a entrega das moradias. “Trabalhamos os eixos de saúde, educação ambiental, geração de trabalho e renda e mobilização e organização comunitária. A proposta também é de capacitá-los para que ganhem autonomia depois”, explica.
Além dos encontros com as famílias, são oferecidos cursos e oficinas, como um curso de informática e auxiliar administrativo realizado com famílias do bairro Presidente Collor recentemente.
Só no São Carlos VIII, mais de 50 pessoas compareceram no último encontro que reforçou as questões trabalhadas, as demandas do grupo e finalizou com uma apresentação teatral para a comunidade que abordou questões ambientais como descarte de lixo e queimadas de terrenos. Dona Maria, presente no encontro de despedida realizado dentro da casa de uma das moradoras, mostrava sua gratidão com o trabalho. “A gente aprende mais e sobre como se relacionar uns com os outros. Aqui é começar a vida do zero e com chances de não errar”, dizia.
“Além de tudo isso, durante todo o trabalho de pós-ocupação, a gente acompanha quais são os problemas da parte construtiva, analisa o que dá para corrigir, o que é responsabilidade de quem, começa a encaixar os filhos nas escolas, auxilia o contato as secretárias responsáveis sobre programas de complementos de renda, enfim, é um trabalho fundamental”, comenta Muller.