São Carlos tem 24 advogados aprovados na OAB

  • Escrito por  Paola Mastrofrancisco

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou na semana passada a lista dos candidatos aprovados no V Exame de Ordem. A prova, avaliada como um funil que permite o ingresso no mercado de apenas advogados que são considerados aptos pela Ordem, teve índice de aprovação de 24%. No exame anterior, apenas 15,02% do total de candidatos foram aprovados. Em São Carlos, 24 candidatos agora possuem registro na OAB.

O advogado e professor de direito civil, Luiz Carlos Campos, afirma que o exame é trabalhoso, no entanto, não é nenhum bicho de sete cabeças. “Nós analisamos o que eles costumam pedir nos exames. Em mais de 60% das questões da primeira fase, por exemplo, o aluno consegue acertar devido ao contexto literal apresentado. E mesmo na segunda fase, boa parte das respostas está na própria legislação apresentada. Isso mostra o quanto é importante fazer a leitura correta do que se pede. Porém, os candidatos perdem a concentração, deixam o nervosismo tomar conta e não aprovam. Ficam três, quatro anos tentando”, explica.

Segundo ele, o candidato pode até se inscrever num curso preparatório, no entanto, se não estabelecer uma rotina de estudos, nada vai adiantar. “O cursinho te dará uma linha, uma orientação, mas o sucesso do resultado depende de cada um. Geralmente, eu recomendo eleger uma bibliografia numa linha mais tradicional, um manual mais focado para concursos. O exame tem um perfil de selecionar advogados e por isso há essa ênfase mais técnica e objetiva.”, ressalta Campos.

Para o advogado, o aumento no índice de aprovação retrata um maior compromisso e esforço das universidades e estudantes, no entanto, ele ainda considera difícil alterar os significativos índices de reprovação, já que a qualidade do ensino jurídico ainda é aquém do que deveria ser. “Depois de cinco anos, a pessoa ainda precisar buscar um curso suplementar para suprir a deficiência das faculdades, explica o panorama que enfrentamos, ou seja, o ensino oferecido pelas inúmeras instituições acadêmicas está carente de qualidade”, opina.

É com o que concorda Gabriela Fortes, 25, que foi reprovada pela segunda vez no exame e retornou à sala de aula após a graduação na esperança de que o cursinho preparatório em que está inscrita encurte seu caminho até o registro na OAB. “A faculdade de direito te dá uma base muito superficial e o cursinho te mostra o que seria mesmo um advogado atuando na área”, declara.

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* CAMPOS OBRIGATÓRIOS

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