IBATÉ: Material escolar requer pesquisa antes da compra

  • Escrito por  Audrey Fernandes

Janeiro é o mês de maior movimento para papelarias. Tudo isso devido às listas de materiais escolares que aumenta o número de consumidores em busca do melhor preço. Porém, na região, o consumidor encontra algumas diferenças nos valores.

Em Ibaté, por exemplo, uma lista contendo lápis, borracha, apontador, tesoura, cola, régua, lápis, canetas, papel sulfite, caderno e canetinha, sai em torno de R$ 25,00, considerando os modelos mais simples. Em Itirapina, outra cidade da região, a mesma lista sai por R$ 23,50. Já em São Carlos, o custo mínimo é de R$29,65.

Segundo o consultor financeiro, Luciano Aguiar, negociar é a melhor maneira. “Em cidades pequenas é mais fácil negociar com o comerciante que sempre dá um desconto para compras a vista. Se você tem filho e sabe que no começo do ano terá este gasto, a melhor coisa é deixar um recurso destinado”, comenta.

“Tenho três filhos em idade escolar. A escola manda a lista e a gente tem que pesquisar muito antes de comprar”, comenta Maria Cristina da Silva que também prefere ir sozinha as compras. “Se eu venho com eles gasto pelo menos o dobro. Cada um tem preferência por um modelo, um desenhinho da moda, não dá. Venho sozinha e compro tudo igual”, completa.

De olho – Em dezembro, o Procon-SP realizou uma pesquisa nos preços de materiais escolares e encontrou uma variação de até 258,49% nas cidades pesquisadas (que não incluiu cidades da região). Os fiscais encontraram grandes diferenças nos preços de apontadores com depósito, lápis, caneta, borracha, cola, entre outros.

“Se analisarmos, são produtos que sempre fazem parte da lista, ou seja, produtos básicos de listas escolares. Quando os pais vão comprar o valor é tão pequeno individualmente que muitos não percebem que fará diferença depois”, comenta o consultor.

Dicas – O Procon aconselha que antes de sair às compras, os pais verifiquem quais os itens que restaram do período letivo anterior e avalie a possibilidade de reaproveitá-los. Além disso, ficar atento as embalagens de materiais como colas, tintas, pincéis atômicos, fitas adesivas, entre outros, que devem conter informações claras, precisas e em língua portuguesa a respeito do fabricante, importador, composição, condições de armazenagem, prazo de validade e se apresentam algum risco ao consumidor.
A escola não pode solicitar a compra de materiais de uso coletivo, tais como material de higiene e limpeza ou taxas para suprir despesas com água, luz e telefone. Além disso, é proibido exigir a aquisição de produtos de marca específica; determinar a loja ou livraria onde o material deve ser comprado.

 

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