ITIRAPINA: Usada como transporte, bicicleta requer atenção do condutor

  • Escrito por  Audrey Fernandes

Qualquer pessoa que passa pela cidade de Itirapina, logo na entrada, percebe que o meio de transporte mais utilizado na cidade é a bicicleta. Crianças, jovens e adultos fazem uso das duas rodas para cima e para baixo.

A secretária Daniele Serafim Oliveira, de 34 anos, é uma das moradoras da cidade que usa a bicicleta para trabalhar e para as atividades pessoais até mesmo como uma questão de praticidade. “Tenho moto, mas prefiro a bicicleta, pois é mais rápido para se locomover. De moto tenho que andar no sentido certo da mão e dependendo de onde vou e o tempo que tenho para fazer as tarefas, me atrasa muito”, explica. “Já com a bicicleta posso cortar caminho e assim adiantar o serviço. Sem contar que é um bom exercício andar de bicicleta e não polui também”, conta a secretária.

Segundo Tadashi, proprietário de uma bicicletaria na região central de Itirapina, hoje é possível encontrar bicicletas para todos os gostos. “Não tenho dúvidas que a bicicleta é o principal transporte na cidade. Eu vendo e conserto bicicletas. Andando na mão certa e mantendo atenção não há risco de acidente”, comenta.

Para Daniele, a maior dificuldade em andar de bicicleta é dividir o espaço com outros veículos. “Na maioria das vezes os carros não te respeitam, mesmo você estando na mão certa, passam bem perto do ciclista e às vezes fazem a conversão sem dar seta. Sei que não podemos andar na contramão, mas os carros também têm que respeitar o ciclista que aqui na cidade são em grande quantidade”, comenta ela.

Lei – Mas o que muitos desconhecem é que existe lei específica que garante o respeito com a bicicleta e seu condutor. De acordo com o artigo 201 do Capítulo XV do Código de Trânsito Brasileiro, deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinquenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta, pode gerar multa e infração média ao condutor.

Estacionamentos – Conhecidos popularmente como bicicletários, os estacionamentos para bicicletas já começam a fazer parte da paisagem de algumas cidades, como a de São Carlos.

Daniele acredita que ajudaria bem se tivessem alguns em locais estratégicos, como no centro da cidade. “Não temos os estacionamentos. Na minha opinião, se tivesse na região do centro ajudaria bastante, já que as lojas e os bancos são todos próximos. Além disso, o número de roubos de bicicletas na cidade vem aumentando, com o estacionamento ficariam com cadeados e dificultaria”, comenta. “Apesar de tudo, ainda acho mais seguro andar de bicicleta do que com a moto”, acrescenta.

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