Consumo de marmitex auxilia na redução de gastos

  • Escrito por  Paola Mastrofrancisco

Dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que comer fora de casa ficou, em média, 10,49%, mais caro no Brasil no ano de 2011. As quentinhas, portanto, se tornaram uma opção de almoço de muitos trabalhadores, que decidiram investir nesse tipo de refeição não somente pela praticidade, mas também pelo preço. Pensando nisso, donos de restaurantes, supermercados e rotisserie apostam no ramo, cada vez mais crescente na cidade.

De acordo com André Pasqualine, dono de uma rotisserie de São Carlos, o mercado de marmitex está cada vez mais aquecido. Quando o empresário abriu o estabelecimento há mais de um ano, ele vendia cerca de 15 marmitex por dia. Hoje, são mais de 50 e dependendo do dia da semana, as encomendas ultrapassam 100 unidades. “Nós oferecemos comida caseira de qualidade e com um cardápio variado. Como realizamos entrega, é uma maneira de atender quem está na correria diária ou não tem como voltar do trabalho na hora do almoço”, afirma.

A funcionária de um restaurante que oferece comida por quilo, Simara Cerezuela, afirma que a procura pelo marmitex é muito grande. “O perfil do nosso público consumidor é composto por trabalhadores, mas também vendemos para pessoas que já não querem mais cozinhar em casa. O valor do marmitex é de R$11,00 e como nele vem bastante comida, muitos conservam o que sobrou na geladeira e depois esquentam para o jantar”, ressalta.

A secretária Marlene de Freitas, 34, quando questionada se o fogão a esperava em casa, achou engraçado. Isso porque, desde que trabalha fora, nem pensa em cozinhar. “Meu negócio é computador, trabalhar. Essa história de dona de casa não é comigo. Por isso há um bom tempo eu compro marmitex, porque além de ser uma opção prática, ele facilita meu dia-a-dia. Eu não tenho doméstica fixa, então se cozinhasse teria que lavar panelas, o que tomaria meu tempo. Com a marmita, só tenho que lavar o meu prato e o do meu marido. Sem falar que eu também reduzo meu orçamento em torno de 30%”, explica.

O mesmo acontece com o vendedor Rodrigo Figueiredo, que deixou de comer em restaurantes no horário de seu almoço no trabalho e passou a levar a marmita. "O vale refeição que recebo é inferior ao custo de uma refeição nos restaurantes que ficam próximos ao meu local de trabalho, então eu precisava sempre complementar com certa quantia de dinheiro. Como eu comprei uma casa, meu orçamento ficou apertado e por isso optei por levar a marmita para o trabalho. Estou economizando cerca de R$150 por mês”, relata.

 

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