As cuícas se silenciaram, não há mais os toques dos bumbos ou atabaques, a bateria já não tem mais seu mestre. O estandarte não será mais levado à avenida. O carnaval de São Carlos está mais triste e pobre. Duas escolas tradicionais e campeãs da folia de Momo na cidade decidiram não mais desfilar. A Rosas de Prata e Pe. Faustino estão fora do carnaval 2012.
Problemas de saúde da comandante da Rosa de Prata e de membros de sua família impediram dar continuidade ao trabalho desenvolvido há anos. Maria Angélica Enéas, vice-presidente da agremiação, afirmou que a saúde os tirou da festa mais tradicional do Brasil. “Estou triste, dediquei a minha vida à escola de samba, mas a saúde pede para ser cuidada. Eu preciso parar um pouco, descansar. Meu marido também está doente. Não há como continuar o trabalho da Rosas de Prata este ano”, contou.
Porém não é só tristeza, Maria Angélica pretende retornar com força total em 2013. “Quando tudo passar, vamos nos preparar e fortalecer para a volta da Rosas de Prata no próximo ano. Vamos fazer uma preparação para brilhar e estar no lugar que nossa escola merece”, finaliza.
Depois de quase 28 anos de existência, uma das integrantes da diretoria da Padre Faustino, Vanda Romão, alega que a falta de um local para guardar fantasias, instrumentos e equipamentos da escola inviabilizaram a continuidade dos trabalhos da escola. "Era necessário gastar com aluguel de um local e infelizmente não temos condições. Além disso, tem gente jovem chegando, com fôlego novo, para trabalhar pelo Carnaval de São Carlos", disse a uma rádio local.
No ano passado, a Padre Faustino ficou em segundo lugar. Ela trouxe à avenida o tema "A mocidade no mundo dos sonhos e magia: onde eu e você somos os personagens". A Rosas de Prata homenagearia um residencial de São Carlos, mas apresentou problemas que atrasaram o desfile. A escola havia sido rebaixada para o Grupo de Acesso.