Os números apontam para um crescimento nos atropelamentos em São Carlos. Um dos motivos é o desrespeito por parte do pedestre que não utiliza a faixa par atravessar. A reportagem do jornal Primeira Página ficou 40 minutos nos principais cruzamentos da região central na manhã de sábado e constatou, mais de 180 pessoas atravessaram a avenida São Carlos fora da faixa de pedestre.
A pressa é o principal fator para não se respeitar nem o semáforo de pedestre e muito menos a faixa. A disputa de espaço entre carros, motos e pedestres é outro perigo e se unido à falta de atenção ou do motorista ou da pessoa que está atravessando a rua temos uma grande possibilidade de acidente.
Com uma criança no colo, Maria Aparecida das Graças, desrespeitou o sinal fechado para travessia da avenida São Carlos. Correu entre os carros e por pouco não derrubou o seu filho de apenas oito meses. “Eu estou com pressa por isso atravessei correndo”, alegou. Maria Aparecida disse saber dos riscos que correu. “Mas aqui é tudo calmo, não aconteceria nada”.
Outro fator curioso é que diversas pessoas passam próximo a faixa de pedestre, sem utilizá-la. “É mais rápido atravessar assim do que ir até faixa”, disse o aposentado Celso Luis Saraceno. Quando questionado que estava a poucos metros da faixa, constrangido e cochando a cabeça disse que não havia reparado.
Costume – Para o professor de História, Ronaldo Caetano Silva, há uma cultura de “super-homem, ou super-mulher”. Silva diz que as pessoas não percebem o risco que correm quando buscam atravessar fora da faixa de pedestre, e que em geral as pessoas mais idosas são as que mais cometem esses erros. “Muitos idosos não perceberam que a cidade cresceu e que houve um aumento considerado na frota de veículos. Eles acabam caminhando pelo centro da cidade com tranquilidade, como se São Carlos fosse a cidade dos anos 50”.
Outro fator apresentado pelo professor é a falta de cultura educacional no trânsito, tanto para motoristas como para pedestres. “Os pedestres precisam ser orientados e reeducados para o trânsito. O poder público deve ser realizar campanhas visando reduzir todos os tipos de infração de trânsito”, conclui.