Sexta-feira, 24 Maio 2013  13:32:36
Quinta, 10 Novembro 2011 20:14

Estudantes aprovam paralisação dia 17 e 18

Cerca de mil alunos, segundo o Caaso (Centro Acadêmico Armando Salles de Oliveira) participaram no final da tarde de quinta-feira (10) de uma assembleia para discutir a invasão, pelos alunos, da reitoria da universidade em São Paulo, a ação da Polícia Militar, e a forma de conduta política e administrativa da atual reitoria. Durante mais de cinco horas estudantes de diversos cursos de graduação e pós-graduação debateram diversos assuntos. Os alunos decidiram realizar paralisações dias 17 e 18 de novembro, com debates e assembleia.

Além da paralisação os estudantes se colocaram contra a presença da PM no campus, uma vez que a reitoria, segundo os alunos firmou com convênio com a policia sem consultar professores e alunos. Em nota os estudantes afirmaram que a “polícia vem campus para uma milícia armada para desarticular o movimento estudantil e coloca em xeque a autonomia universitária”.

Durante a assembleia o reitor da USP João Grandino Rodas e a política administrativa da atual reitoria foi duramente atacado pelos estudantes que o classificaram como ditador. “Suas ações proíbem as manifestação dos estudantes”, afirmaram alunos durante o evento.

A imprensa foi alvo de críticas. Em muitas manifestações os estudantes afirmaram que a imprensa faz o papel do poder e “vende uma imagem que estudantes são baderneiros”. Em outras falas alguns alunos da USP São Carlos afirmaram serem a favor ao uso e a descriminalização da maconha.

Polêmica - Durante o evento o que chamou a atenção foi o consumo de bebida alcoólica por parte de grupos de alunos. De acordo com nota do Caaso a venda de bebidas alcoólicas não é proibida dentro do campus. Alguns alunos que utilizaram da palavra durante o ato fizeram menção a descriminalização da maconha. Porém o tema não foi colocado em pauta pela direção do Caaso, mas em quatro falas o tema foi abordado dando apoio a descriminalização.

Internet – A notícia veicula ontem pelo portal do Jornal Primeira Página (www.jornalpp.com.br ) foi recorde de comentários e acessos. Foram mais de  60 comentários contra ou a favor dos estudantes, além da notícia receber mais de 5 mil acessos durante todo o dia.

 

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Alunos das faculdades de Comunicação e Artes (ECA) e Arquitetura de Urbanismo (FAU) da USP decidiram aderir à greve em reposta à prisão de 72 manifestantes que ocupavam a reitoria desde o último dia 2. A decisão foi tomada após assembleia realizada pelos cursos na noite desta quarta-feira.

Segundo Pedro Serrano, diretor do DCE (Diretório Central dos Estudantes), 350 estudantes da ECA e outros 350 da FAU participaram da votação. Na FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), apenas o curso de geografia não aderiu à greve. Os alunos do curso de relações internacionais aprovaram uma paralisação até a sexta-feira (11).

MANIFESTAÇÃO - Os manifestantes reivindicam a saída do reitor João Grandino Rodas, a saída da Polícia Militar do campus, a implementação de um programa paralelo de segurança e a não punição dos que participaram da invasão do prédio da reitoria da universidade.

Nesta terça-feira, 72 pessoas foram presas durante a reintegração de posse da reitoria. Segundo o delegado seccional Dejair Rodrigues, outros três alunos foram levados e liberados em seguida porque não estavam envolvidos na invasão do prédio da universidade.

Os presos pagaram a fiança de R$ 545 cada um, e foram liberados. Eles foram indiciados sob suspeita de desobediência a ordem judicial (não cumpriram o prazo de desocupar a reitoria até as 23h de ontem) e dano ao patrimônio público (o prédio foi danificado).

PROFESSORES - A Adusp (sindicato dos professores da USP) votou contra a participação na greve dos alunos, em assembleia realizada na noite desta quarta-feira. Foi aprovada, no entanto, a participação no protesto marcado para esta quinta-feira, às 14h, que vai acontecer no Largo do São Francisco, na Faculdade de Direito (região central de São Paulo). Os professores apoiam o fim do convênio com a PM e a não-punição dos estudantes, de acordo com a presidente da Adusp, Heloísa Borsari. "Queremos uma discussão democrática sobre a questão da segurança", afirmou ela.O Sintusp (sindicato dos funcionários da USP) avalia ser "pouco provável" aderir à greve, segundo o diretor Aníbal Cavalli. Ele ressalta, no entanto, apoio às pautas dos estudantes ao protesto.

EDIÇÃO: JEFERSON VIEIRA

 

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Quinta, 17 Novembro 2011 10:43

Poucos alunos da USP aderem a paralisação

Marcada para hoje e amanhã a paralisação proposta pelos alunos do Centro Acadêmico Armando Sales de Oliveira (Caaso) teve pouca adesão na manhã de hoje. Por volta das 8h45 apenas 30 alunos estavam concentrados no “palcinho” defronte a sede do Caaso.

Alguns alunos procuraram a reportagem para afirmar que são contrários a paralisação, outros disseram ser a favor.

Segundo Guilherme Baggio, estudante da USP e membro da Comissão de Mobilização, não se trata de uma greve, e sim uma paralisação temporária onde serão discutidas e decididas ações futuras, que pode até virar de fato, uma greve

Ainda de acordo com o membro da mobilização estudantil, as reivindicações dos estudantes têm o enfoque principal na democracia da universidade. “Os temas abordados são os de segurança pública, a retirada da PM do campus, reclamações contra os procedimentos políticos da universidade, toda a parte democrática. Além é claro do descontentamento e pedindo eleições para um novo reitor da USP,”. Na faculdade, há diversos cartazes espalhados pelo campus contra o atual reitor da instituição, com os dizeres “Fora Rodas”.

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Os bancários das agências privadas de São Carlos retornaram ao trabalho. Estão parados apenas os funcionários do Banco do Brasil e Caixa Economica Federal (CEF). De acordo com o sindicato da categoria, nesta quinta-feira (13) uma rodada de negociação acontece com a Fenabran e a greve poder ser suspensa amanhã ou no início da próxima semana. A greve entrou no seu 17º dia.
Os bancários reivindicam 12,8% de reajuste, sendo 5% de ganho real, e aumento do piso para R$ 2.297,51 (segundo os trabalhadores, pela proposta da Fenaban, o piso subiria para R$ 1.350,00). O PLR pedido é de três salários acrescidos de R$ 4,5 mil.

PROBLEMAS – Os clientes da Caixa Econômica Federal (CEF) da agência Carlos Botelho, ficaram revoltados na manhã  do último dia 10. Todos os caixas de auto-atendimento estavam apresentando algum tipo de problemas. Nenhum havia dinheiro para saque, e quem tentava fazer depósitos ficava com o envelope retido, com a comprovação da operação financeira.

Na manhã do dia 11 os problemas continuaram e só foram solucionados depois das 12 horas.

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Quinta, 01 Dezembro 2011 11:12

Justiça Federal continua em greve

Há um pouco mais de dois meses em greve, funcionários da Justiça Federal de São Carlos continuam paralisados por tempo indeterminado ou até que o Governo inicie as negociações concretas sobre as reivindicações propostas. Os servidores do Judiciário Federal reivindicam o fim do congelamento salarial e exigem que o governo Dilma, inclua no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2012 (PLOA), o orçamento do Poder Judiciário, que contempla os valores necessários à reposição salarial da categoria. Segundo os servidores, que preferiram não se identificar, as negociações começaram a caminhar em Brasília, porém, a passos lentos. “Está prevista a votação do orçamento para dezembro. Temos expectativas para que saia investimentos para atender as reivindicações”, comenta um dos funcionários. Enquanto isso, o atendimento a população continua sendo realizado parcialmente. Os servidores mantêm o atendimento somente de casos urgentes e trabalha com a equipe reduzida. Justiça do Trabalho – Os servidores da Justiça do Trabalho de São Carlos, em outubro, também aderiram a uma paralisação que durou quase um mês. Porém, já voltaram a rotina e o funcionamento esta normal. Os servidores também aguardam por um Relatório Setorial que trata dos servidores públicos que poderá aprovar, ou não, um orçamento que atenderá as reivindicações, inclusive dos juízes do trabalho que ontem (30), realizaram uma paralisação, por um dia, de suas atividades. Em São Carlos, os juízes não aderiram a paralisação que teve o intuito de defender os direitos básicos, o cumprimento da Constituição Federal e o fortalecimento e independência do Judiciário. Estima-se que cerca de 20 mil audiências em todo o país foram remarcadas. É bom lembrar que, a paralisação dos juízes do trabalho, servidores da Justiça Federal e do Trabalho acontecem a nível nacional.
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Quarta, 07 Março 2012 21:13

Falta gasolina em todos postos de SP

Todos os postos de São Paulo e da região metropolitana da capital paulista estão sem gasolina e somente alguns poucos tem estoque de etanol para vender aos consumidores, disse nesta quarta-feira, 7, o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Alisio Vaz.

"Cem por cento dos postos de São Paulo estão sem gasolina", disse Vaz em entrevista coletiva. "Um ou outro ainda tem um pouquinho de etanol", acrescentou.

A falta de combustível na capital paulista tem sido sentida desde a terça-feira, depois que caminhoneiros paralisaram na segunda-feira a entrega de combustíveis na cidade em protesto contra uma medida da prefeitura que restringe o trânsito de caminhões na Marginal Tietê, via que liga a cidade a importantes rodovias, como a Fernão Dias e Presidente Dutra.

Segundo Vaz, nas últimas 24 horas foram entregues 2 milhões de litros de gasolina quando o normal é entre 30 milhões a 40 milhões de litros.

Houve relatos de violência contra caminhoneiros que tentaram entregar combustível apesar da paralisação, o que levou a Polícia Militar a montar um gabinete de crise para tratar da situação e a fazer escoltas dos carregamentos.

De acordo com a PM, só nesta quarta pelo menos 37 escoltas foram realizadas. O Sindicom informou que os serviços essenciais -como hospitais, aeroportos e polícia- têm sido atendidos com ajuda da PM.

Na noite desta terça-feira, 6, o Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu liminar que determina aos sindicatos que representam os caminhoneiros que retomem a normalidade dos serviços sob pena de multa diária de 1 milhão de reais.

Procurado pela Reuters, o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam-SP) informou que a direção do movimento estava reunida desde a manhã e ainda não havia decisão sobre a continuidade ou não do movimento.

Também nesta quarta, a polícia chegou a prender pessoas ligadas a postos de gasolina que praticaram preços considerados abusivos. Segundo a PM, em um dos casos, chegou-se a cobrar 5 reais no litro da gasolina, quando o preço normal é inferior a 3 reais o litro .

Segundo Vaz, do Sindicom, a expectativa das distribuidoras é que, caso se chegue a um acordo nesta quarta, demoraria cerca de três dias para a normalização do abastecimento nos postos de São Paulo.

"Isso se houver liberação da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego)", disse Vaz, referindo-se à restrição ao tráfego de caminhões na Marginal Tietê.

De acordo com o presidente do Sindicom, caso não exista essa liberação, a normalização do abastecimento levaria mais de uma semana.

O Sindicom informou que, se houver acordo para que os caminhoneiros voltem ao trabalho, a entidade vai propor à CET e à prefeitura que a restrição seja retirada temporariamente e somente para caminhões que transportam combustíveis.

Vaz ressaltou, no entanto, que para isso, primeiro os caminhoneiros precisariam concordar em retornar ao trabalho.

A prefeitura de São Paulo, entretanto, não deu até o momento indicações de que tenha intenção de rever a medida.

 

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Sexta, 02 Dezembro 2011 06:40

Justiça Federal continua em greve

Há um pouco mais de dois meses em greve, funcionários da Justiça Federal de São Carlos continuam paralisados por tempo indeterminado ou até que o Governo inicie as negociações concretas sobre as reivindicações propostas.

Os servidores do Judiciário Federal reivindicam o fim do congelamento salarial e exigem que o governo Dilma, inclua no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2012 (PLOA), o orçamento do Poder Judiciário, que contempla os valores necessários à reposição salarial da categoria.

Segundo os servidores, que preferiram não se identificar, as negociações começaram a caminhar em Brasília, porém, a passos lentos. “Está prevista a votação do orçamento para dezembro. Temos expectativas para que saia investimentos para atender as reivindicações”, comenta um dos funcionários.

Enquanto isso, o atendimento a população continua sendo realizado parcialmente. Os servidores mantêm o atendimento somente de casos urgentes e trabalha com a equipe reduzida.

Justiça do Trabalho – Os servidores da Justiça do Trabalho de São Carlos, em outubro, também aderiram a uma paralisação que durou quase um mês. Porém, já voltaram a rotina e o funcionamento esta normal.

Os servidores também aguardam por um Relatório Setorial que trata dos servidores públicos que poderá aprovar, ou não, um orçamento que atenderá as reivindicações, inclusive dos juízes do trabalho que ontem (30), realizaram uma paralisação, por um dia, de suas atividades.

Em São Carlos, os juízes não aderiram a paralisação que teve o intuito de defender os direitos básicos, o cumprimento da Constituição Federal e o fortalecimento e independência do Judiciário.

Estima-se que cerca de 20 mil audiências em todo o país foram remarcadas. É bom lembrar que, a paralisação dos juízes do trabalho, servidores da Justiça Federal e do Trabalho acontecem a nível nacional.

 Edição Jeferson Vieira

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Segunda, 31 Outubro 2011 08:58

Justiça do Trabalho adere a greve

Parados desde o dia 20 de outubro, cerca de 80% dos funcionários aderiram ao movimento. As reivindicações dos funcionários são de que o Governo analise o Plano de Cargos e Salários dos servidores e de que a proposta de congelamento de salários por 10 anos não aconteça.

Reivindicações semelhantes as dos servidores da Justiça Federal, em greve desde o dia 27 de setembro.

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Os técnico-administrativos da Universidade Federal de São Carlos, (UFSCar) de São Carlos, Sorocaba e Araras farão um protesto nesta terça-feira, 31, em frente aos portões dos campi às 7h30 na tentativa de pressionar o governo nas negociações da greve com os servidores públicos.

 

Segundo Sérgio Pinheiro Nunes, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da Universidade Federal de São Carlos (Sintufscar), se nenhuma negociação for concluída pelo governo para os próximos dias, os grevistas continuarão com toda força a paralisação que já chega a 90% de adesão dos servidores públicos.

A categoria ameaça não realizar as rematrículas dos estudantes para o segundo semestre e nem as inscrições para o vestibular de 2013. Além do corte total de pagamento a fornecedores e prestadores de serviços da instituição.

Durante a manifestação haverá uma assembleia que se iniciará às 9h na qual os servidores farão um balanço sobre a greve que já dura 45 dias.

Segundo comunicado divulgado pela Sintufscar, “os trabalhadores não têm sido tratados com o devido respeito pelo governo que tem se negado a apresentar propostas que pelo menos recupere a inflação do período. A greve se dá pela falta de compromisso dos governos Lula e Dilma (PT) em tratar com seriedade a nossa pauta. O governo, no entanto, tem feito o possível para nos dividir, recebendo apenas o segmento docente, desconsiderando os trabalhadores técnico-administrativos”.

 

GOVERNO – O Ministério do Planejamento sinalizou que não apresentará hoje a proposta de reajuste aguardada pelos servidores federais. O órgão enviou ontem, 30, um ofício à Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef) suspendendo as reuniões com a categoria sobre a pauta de reivindicações geral, previstas para esta semana. Os encontros devem ser retomados somente a partir do próximo dia 13.

A data de 31 de julho havia sido acordada como prazo final para apresentação de uma proposta, a fim de que os servidores tivessem tempo suficiente para analisá-la. Isso porque após 30 de agosto já não será mais possível modificar a previsão orçamentária para 2013.

No final da tarde desta segunda-feira, 30, a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil, (Fasubra) e o Comando Nacional de Greve (CNG) fizeram uma vigília em frente ao Ministério da Educação (MEC) e depois da insistência, foram recebidos pelo ministro da Educação, Aloízio Mercadante, que solicitou uma reunião às 15h30. Em nota, a Federação relacionou o posicionamento do ministro em dialogar à repercussão da decisão e campanha “Se não negociar, não tem matrícula nem vestibular” em toda imprensa.

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A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) confirmou nesta quarta que os funcionários dos Correios irão cumprir a determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e retornarão ao trabalho nesta quinta.
Segundo o diretor da Fentect, José Gonçalves de Almeida,  a orientação passada para os sindicatos estaduais é para que todos retornem já no período da manhã. "Brasiília e Rio de Janeiro já decidiram pelo retorno. Em estados como Paraíba e Piauí, as assembleias só irão ocorrer pela manhã. Mas a orientação é para que todos retornem ainda pela manhã", afirmou.

De acordo com o diretor, a maioria dos estados já decidiu por encerrar a greve iniciada no dia 14 de setembro. Só nesta quinta, entretanto, a federação terá um balanço sobre o fim das paralisações.

Na terça-feira (11), o TST determinou a volta ao trabalho a partir de quinta-feira, sob pena de multa, e autorizou a empresa a descontar dos funcionários sete dos 28 dias não trabalhados. O tribunal fixou ainda o reajuste salarial da categoria em 6,87%, retroativo a 1º de agosto, além de aumento real de R$ 80 com validade a partir de 1º de outubro.

"Não consideramos que saímos derrotados. Não conseguimos tudo o que queríamos, mas entendemos que a luta foi válida. Conseguimos inclusive um aumento real nos salários", disse o diretor da federação.

Entregas - A previsão é que, retomado o trabalho na empresa, as entregas sejam normalizadas dentro de uma semana.

Para a federação dos trabalhadores, porém, a entrega só será totalmente normalizada dentro de três semanas. "Antes mesmo da greve já estava ocorrendo atrasos. Temos um déficit de pelo menos 12 mil carteiros no país", afirma Almeida.

Os Correios avaliam que a greve trouxe um prejuízo de cerca de R$ 20 milhões à empresa. Já os custos dos benefícios aos trabalhadores decididos pelo TST devem custar cerca de R$ 800 milhões.

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