Discussões e brigas entre vereadores, sindicalistas e servidores públicos municipais marcaram a sessão desta terça-feira (6). Descumprindo um acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindispam), a Prefeitura de São Carlos enviou os três projetos de leis que regulamentam a carreira do servidor da educação, guarda municipal e demais trabalhadores da prefeitura. Segundo o sindicato o projeto, ainda em discussão com a categoria, estava programado para ser encaminhado à Câmara apenas em fevereiro.
Em uma das suas falas o vereador Equimarcilias de Souza Freire (PMDB) disse que os servidores municipais e sindicalistas nunca compareceram à Câmara para discutir o plano de carreira e “agora aparecem aqui para pressionar os vereadores”, logo em seguida sugeriu que os servidores municipais estariam brigando por migalhas. Neste momento Dante José Donato, vice-presidente do Sindispam começou a discutir com o parlamentar. “O servidor aqui é um trabalhador honesto e não veio pedir esmola não, viemos lutar pelo o que é de direito”, disse o sindicalista.
Depois de algum tempo de discussão e quando tudo parecia estar calmo, o vereador Júlio César (DEM) voltou a exaltar os ânimos quando colocando na mesa os projetos de leis afirmou que eles vieram na calada da noite. O vereador José Alvim Filho (PT) não gostou da colocação do vereador e cortou a fala de Júlio. Em seguida o presidente da Câmara Edson Fermiano (PR) também criticou Julio César.
Nos corredores da Câmara as discussões entre vereadores, sindicalistas e parlamentares continuavam. O vereador petista Dé Alvim começou a bater boca com o servidor municipal, conhecido como Ruy. O servidor chamou o vereador de traidor do Paraná (Dé Alvim foi assessor parlamentar do ex-vereador Idelso Marques de Souza – o Paraná).
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Tomando as dores do companheiro parlamentar, Freire começou a atacar o servidor chamando para uma briga fora do parlamento. “Vamos ver se lá fora você é tudo isso. Vamos lá fora resolver então”, gritava Freire com o dedo em riste. O parlamentar só foi contido com a presença de outros vereadores.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Municipal, Adail Alves de Toledo, os funcionários públicos não foram na Câmara criar nenhum atrito, foram apenas pedir o apoio dos vereadores para que o projeto não fosse votado. “Infelizmente o vereador Freire não soube usar as palavras e criou toda esta situação”, disse.
Na próxima sexta-feira (9) está marcada uma reunião com setoriais (grupos de discussão do estatuto dos servidores), às 14 horas. Na reunião deverão ser avaliados os incidentes ocorridos na tarde de ontem na Câmara Municipal.
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