Sábado, 25 Maio 2013  21:28:57

Cientistas brasileiros que trabalham nos EUA descobriram uma nova classe de remédios para emagrecimento. Em vez de inibir o apetite ou diminuir a absorção de gorduras, a nova droga elimina vasos sanguíneos que alimentam o tecido adiposo. O estudo, divulgado na última edição da Science Translational Medicine, apresentou resultados promissores em testes com primatas.

Há mais de uma década, o casal brasileiro Renata Pasqualini e Wadih Arap coordena um laboratório no MD Anderson Cancer Center, ligado à Universidade do Texas em Houston (EUA). Os dois pesquisadores observaram que o sistema circulatório é mais complexo que uma rede uniforme de “encanamentos” para o sangue. A superfície dos vasos sanguíneos é diferente em cada órgão ou tecido.

“Na prática, identificamos um sistema de endereços moleculares no corpo”, explica Renata, comparando o organismo humano a uma cidade. Segundo a analogia, bastaria descobrir o “CEP” correto do tecido que necessita de tratamento para desenvolver uma droga capaz de “endereçá-lo” com precisão.

No tecido adiposo, o “CEP” chama-se proibitina, uma proteína presente de forma abundante na membrana das células dos vasos sanguíneos que alimentam as células de gordura. A equipe coordenada pelos brasileiros desenvolveu uma molécula que se liga à proibitina e, ao mesmo tempo, inibe o suprimento de sangue para o tecido adiposo. Estratégia parecida já é usada no tratamento de certos tipos de câncer.

A droga - batizada de adipotídio - foi testada em camundongos em 2004 e mereceu um artigo na revista Nature Medicine. Os animais perderam cerca de 30% do seu peso com a droga. Agora, os pesquisadores decidiram testar em modelos mais próximos aos seres humanos.

Macacos também sofrem naturalmente de obesidade e, como humanos, desenvolvem diabete tipo 2 e doenças cardiovasculares. Por isso, são um ótimo modelo para testar a nova droga.

“A maioria dos remédios contra obesidade que funcionam em roedores é abandonada nos testes em primatas”, explica Renata. “Os experimentos com camundongos são limitados, pois seu metabolismo e sistema de controle de apetite e saciedade são diferentes dos de primatas, mesmo os humanos.”

Os pesquisadores usaram macacos reso no experimento. A veterinária Kirstin Barnhart, coautora do artigo, explica que os animais obesos eram “espontaneamente” gordos. Ou seja, não receberam dieta especial. Simplesmente, como muitos humanos, evitaram exercícios físicos.

Durante quatro semanas, eles receberam injeções de adipotídio. Os animais tiveram uma redução de 10% da massa corporal em um tratamento de quatro semanas. A gordura abdominal diminuiu 27%. No grupo controle, os níveis de gordura cresceram um pouco no período.

Um estudo realizado com macacos magros que também receberam a droga mostrou que eles não sofreram diminuição de peso. Ou seja, a droga age de forma seletiva no tecido adiposo, especialmente na gordura visceral.

Um dos principais problemas das drogas disponíveis no mercado são os efeitos adversos, que incluem aumento no risco de enfarte ou de depressão. O adipotídio provocou um aumento no volume de urina eliminada e uma leve desidratação, sintomas de um impacto na droga nos rins. “Mas o efeito (adverso) renal é dependente da dose, previsível e reversível”, afirma Kirstin.

“O medicamento já foi licenciado pela Universidade do Texas para uma empresa californiana chamada Ablaris Therapeutics”, conta Arap. Mas ele não arrisca uma previsão de quantos anos serão necessários para a droga chegar ao mercado.

O endocrinologista Walmir Coutinho, da PUC do Rio, comemora o resultado. “Mais de 60% das pessoas que tentam deixar de ser obesas precisam da ajuda de medicamentos”, recorda Coutinho. “Será mais uma ótima opção de tratamento.”

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A comédia "Anjos da Lei", baseada na série televisiva de sucesso dos anos 1980, ficou em primeiro lugar nas bilheterias norte-americanas no fim de semana, superando as previsões e derrubando o vencedor por dois fins de semana seguidos, "O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida ", para o segundo lugar.

 

"Anjos da Lei" arrecadou estimados 35 milhões de dólares em vendas de ingressos nos EUA e Canadá, de sexta-feira a domingo, de acordo com estimativas do estúdio reunidas pela Reuters. O desempenho do filme fez com que a distribuidora, a Sony, encomendasse uma sequência.

Críticos gostaram da adaptação, que teve 87 por cento de resenhas positivas para o filme no site Rotten Tomatoes. O público deu em média nota "B" em uma enquete realizada pela empresa de pesquisa CinemaScore.

No fim de semana a Sony havia projetado vendas de em torno de 25 milhões de dólares nos cinemas dos EUA e Canadá para "Anjos da Lei". A Columbia Pictures e MGM, da Sony, gastaram 42 milhões de dólares para produzir o filme.

"O Lorax" caiu para segundo lugar no fim de semana com 22,8 milhões de dólares nas bilheterias norte-americanas. O filme sobre uma criatura peluda e laranja que defende as árvores faturou 172,5 milhões de dólares em todo o mundo desde seu lançamento.

Em terceiro lugar, o custoso épico de ficção científica da Disney, "John Carter: Entre Dois Mundos", arrecadou 13,5 milhões de dólares nos EUA e Canadá, caindo 55 por cento desde a sua decepcionante estreia na semana anterior. O filme adicionou 40,7 milhões de dólares de cinemas internacionais durante o fim de semana.

Em quarto e quinto lugar ficaram a comédia "Projeto X - Uma Festa Fora do Controle", sobre uma festa de colégio que sai do controle, que arrecadou 4 milhões de dólares nos EUA e Canadá, enquanto,"A Thousand Words", estrelado Eddie Murphy, faturou 3,8 milhões de dólares.

A comédia em língua espanhola "Casa de Mi Padre", com Will Ferrell, ficou em nono lugar em seu lançamento limitado. O filme arrecadou 2,2 milhões de dólares em 382 cinemas.

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São 18h10 de uma quinta-feira de outubro, poucos dias antes das eleições norte-americanas. Antes de o relógio bater 18h29, 11 propagandas políticas terão sido exibidas no canal NBC local, em Columbus, Ohio.

 

Uma delas diz aos eleitores que o presidente democrata, Barack Obama, não propôs um plano econômico legítimo para o país. Outra sugere que as políticas do candidato republicano Mitt Romney prejudicariam o futuro para as crianças da América.

Já outra afirma que Romney efetivamente negaria a muitas mulheres exames de câncer cruciais, propondo cortes no programa Paternidade Planejada. A propaganda seguinte chama Obama de um extremista do aborto, que apoia deixar bebês "para morrer".

Ohio está sendo inundado com propagandas deste tipo nos últimos dias antes da eleição presidencial de 6 de novembro, uma vez que Obama e Romney olham para os 18 votos eleitorais do Estado como um passo crucial para os 270 votos eleitorais necessários para ganhar a Casa Branca.

A corrida presidencial agora se tornou uma luta em oito ou mais Estados politicamente divididos, mas em nenhum lugar a disputa está maior que em Ohio. Em meio ao caos dos dias finais de campanha, o Estado tornou-se uma arena para ironias envolvendo credibilidade, e um centro de testes para a ciência crescente da propaganda política.

A campanha mais cara da história dos EUA (cerca de 2 bilhões de dólares) e os grupos de independentes livres para gastar que despejaram mais de 200 milhões de dólares em anúncios políticos - muitos deles dirigidos a Ohio - deram aos analistas uma alta chance de examinar algumas questões fervilhantes sobre tais propagandas.

Entre elas: quantos anúncios são considerados excessivos, antes de os telespectadores mudarem de canal? E o que os anúncios levam os eleitores a fazer, exatamente?

As propagandas políticas em ano eleitoral são um assunto meticulosamente estudado, e cada vez mais são usadas para atingir grupos específicos e incentivar resultados específicos.

Algumas pesquisas, por exemplo, sugerem que os anúncios pró-democratas são particularmente eficazes em equilibrar as opiniões dos eleitores, enquanto os pró-republicanos são tipicamente mais eficazes em levar os partidários às urnas.

Para todas as análises feitas em anúncios da campanha, a pesquisa acadêmica e comercial rendeu poucas respostas sobre o impacto preciso que os anúncios têm na determinação de quem ganha uma eleição.

Isso é especialmente verdadeiro, dizem os analistas, no tipo de publicidade livre para todos que os moradores de Ohio estão vendo em seus televisores agora - onda após onda de anúncios com mensagens sobrepostas e similarmente obscuras, assustadoras.

Anúncios de campanha se tornaram cansativos há muito tempo para muitos moradores de Ohio, mas alguns espectadores acham que os anúncios devem estar funcionando, ou não continuariam sendo transmitidos pelas campanhas.

"Eu não gosto desses anúncios e não acho que eles funcionem, mas existem tantos deles que eu acho que não deve ser assim", disse JoAnne Harvey, uma pequena empresária de Columbus que, por ser uma eleitora indecisa, é muito cobiçada por ambas as campanhas.

Em um reflexo de como muitos anúncios podem essencialmente anular um ao outro, Harvey e outra dúzia de moradores de Ohio entrevistados, em geral, não conseguiam se lembrar dos detalhes de uma única campanha que se destacasse das demais. Aqueles que puderam reconhecer isso, não tinham certeza de que lado o anúncio deveria beneficiar.

 

TELESPECTADORES ESPECÍFICOS

A propaganda política tornou-se um mercado multibilionário e alguns gerentes de vendas de canais de televisão preveem que logo poderia ser uma categoria de publicidade do ano todo.

Eles se tornaram cada vez mais sofisticados em atingir "micro-alvos", a arte de ir atrás de grupos específicos de telespectadores.

Por exemplo, foi descoberto que os democratas são telespectadores mais frequentes do que os republicanos, e os candidatos democratas em 2008 divulgaram o dobro de anúncios dos republicanos durante programas de ficção científica, de namoro e telenovelas, de acordo com pesquisa realizada pelo professor Travis Ridout da Washington State University e outros.

Esses programas, bem como talk shows e programas de tribunais, costumam ter audiência maior entre os democratas, enquanto os programas de crime e esportes agradam mais republicanos, mostrou o estudo de Ridout.

Mas será que a ciência da propaganda política funciona?

Um estudo concluído no mês passado descobriu que os anúncios de Obama afastavam os eleitores de Romney, enquanto os anúncios de Romney eram muito mais propensos a incentivar os republicanos a votar, em vez de mudar as preferências entre os eleitores.

Os resultados foram baseados em uma pesquisa com mais de 2.300 eleitores que disseram que eram independentes ou não profundamente comprometidos com um partido. Eles foram mostrados a um ou vários dos anúncios das campanhas pela empresa de softwares de pesquisa Qualtrics e pela empresa de pesquisa Evolving Strategies.

"Romney parece não ter muita habilidade para fazer as pessoas entrar e sair do campo neutro, mas ele tem muito espaço para mudar a equação ao determinar quem aparece para votar", disse Adam Schaeffer do Evolving Strategies.

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Domingo, 15 Abril 2012 12:08

Passagem de tornados mata 5 em Oklahoma

Dezenas de tornados devastaram regiões de Oklahoma, Kansas, Nebraska e Iowa durante a noite de sábado, 14, (horário local) e um ciclone matou pelo menos cinco na manhã deste domingo, 15, quando as sirenes de tempestades não soaram em uma cidade de Oklahoma e as pessoas foram pegas de surpresa.

 

Tempestades passaram pela região frequentemente chamada de "Tornado Alley", na parte central dos Estados Unidos, e por planícies do sul. Mas o número de vítimas parecia limitado, porque muitos dos tornados atingiram áreas pouco povoadas, e durante o dia ou ao entardecer, enquanto as pessoas ainda estavam acordadas.

Em Oklahoma, um tornado atingiu o noroeste da cidade de Woodward na manhã de domingo, depois de um raio aparentemente ter desativado seu sistema de alerta de tempestades, disse o prefeito, Roscoe Hill.

Duas crianças morreram na região oeste de Woodward, uma cidade de 12.000 habitantes, enquanto dois adultos foram mortos em uma pequena comunidade fora dos limites da cidade, afirmou Hill. Detalhes da quinta vítima não eram imediatamente conhecidos, de acordo com Keli Cain, porta-voz do Departamento de Gerenciamento de Emergências de Oklahoma.

"Essa coisa nos pegou de surpresa", acrescentou Hill, comentando que as sirenes de alerta não haviam soado.

Hill disse que ele foi informado de que o tornado atingiu os lados oeste e norte da cidade, danificando um complexo de apartamentos onde os moradores ficaram presos e aguardavam resgate.

Residentes nas áreas afetadas dos estados das planícies e em uma ampla área do centro dos Estados Unidos que se estende do Minnesota ao Texas preparam-se para mais condições de tempo drásticas. O Serviço Meteorológico Nacional disse que as piores condições eram esperadas em Oklahoma, Nebraska e Kansas, enquanto que outras áreas podem ser atingidas por forte granizo e ventos fortes.

"Condições continuarão muito favoráveis... para furacões muito fortes e de longa duração", informou o Serviço Meteorológico Nacional em um comunicado.

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Terça, 13 Março 2012 13:06

Compra de veículos puxa vendas no varejo

As vendas no varejo nos Estados Unidos registraram em fevereiro seu maior ganho em cinco meses, na medida em que os norte-americanos demandaram veículos motorizados e compraram uma gama de produtos, mesmo pagando mais pela gasolina, mostraram dados do governo divulgados nesta terça-feira, 13.

As vendas totais no varejo subiram 1,1 por cento, segundo o Departamento do Comércio, após uma revisão para cima do dado de janeiro, para 0,6 por cento.

Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas no varejo tivessem alta de 1,0 por cento, após um ganho de 0,4 por cento previamente informado para o mês de janeiro.

As vendas no varejo do mês passado foram sustentadas por um aumento de 1,6 por cento nas vendas de veículos motorizados, refletindo a demanda reprimida das famílias e o crescimento da confiança na economia com a aceleração da criação de empregos.

O devastador terremoto e tsunami no Japão causou interrupções na fabricação de automóveis no ano passado e deixou as concessionárias sem modelos que os consumidores queriam comprar.

Excluindo automóveis, as vendas no varejo avançaram 0,9 por cento no mês passado, somando-se ao ganho revisado de 1,1 por cento em janeiro.

Os consumidores compraram veículos motorizados mesmo pagando mais pela gasolina na bomba. Os preços do combustível subiram 20 centavos no mês passado, de acordo com dados do governo.

As vendas em postos de gasolina subiram 3,3 por cento, o maior ganho desde março do ano passado, após subir 1,9 por centoem janeiro. Excluindoautomóveis e gasolina, as vendas subiram 0,6 por cento em fevereiro, depois de aumentar 1,0 por cento no mês anterior. A gasolina respondeu por 11,5 por cento das vendas no varejo em fevereiro.

Fora automóveis e postos de gasolina, detalhes do relatório vieram bastante positivos, sugerindo que os recentes ganhos sólidos no mercado de trabalho estão apoiando os gastos do consumidor.

No mês passado, o faturamento das lojas de roupas aumentou 1,8 por cento, a maior alta desde novembro de 2010, enquanto as vendas de materiais de construção e equipamentos de jardinagem avançaram 1,4 por cento.

O clima ameno fora de época impulsionou o movimento nos shopping centers, mesmo com os varejistas tendo que oferecer enormes descontos para limpar as prateleiras de roupas de inverno e outros produtos.

O chamado núcleo das vendas no varejo, que exclui automóveis, gasolina e materiais de construção, subiu 0,5 por cento, após avançar 1,0 por cento em janeiro.

O núcleo das vendas corresponde com mais proximidade ao componente de gastos do consumidor do relatório do Produto Interno Bruto (PIB) do governo.

As vendas em restaurantes e bares subiram 0,8 por cento, enquanto o faturamento de lojas de produtos esportivos, lazer, livros e música subiu 1,0 por cento. Vendas de eletrônicos e eletrodomésticos subiram 1,0 por cento, enquanto as receitas de lojas de móveis caíram 1,2 por cento.

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A quantidade de trabalhadores norte-americanos vivendo na pobreza atingiu 7,2% da força de trabalho em 2010, maior índice em pelo menos duas décadas, disse o governo dos Estados Unidos na sexta-feira, 6.

 

O Departamento de Estatísticas do Trabalho disse que entre as trabalhadoras mulheres 7,6% são pobres, e entre os homens a cifra é de 6,7%. Em 2009, o índice de trabalhadores pobres era de 7%.

A educação faz uma enorme diferença. Entre os trabalhadores que não terminaram o ensino médio, 21,4 por cento vivem abaixo da linha oficial de pobreza, ao passo que isso afeta apenas 2,1% dos trabalhadores com nível universitário. O maior porcentual - 35,1% - é entre os desempregados que estavam procurando trabalho ao longo do ano.

A linha oficial de pobreza nos EUA em 2010 era uma renda anual de 10.830 dólares para uma pessoa sozinha, e de 22.050 dólares para uma família de quatro pessoas.

Em termos absolutos, os EUA tinham 46,2 milhões de pessoas vivendo na pobreza em 2010, ou 15,1% da sua população total. Os pobres trabalhadores eram 10,5 milhões.

O Departamento de Estatísticas do Trabalho conduziu uma pesquisa especial em 2011 que foi usada para calcular as cifras, com base em pessoas incluídas na população economicamente ativa - ou seja, que passaram pelo menos 27 semanas do ano trabalhando ou procurando emprego.

O índice de trabalhadores abaixo da linha de pobreza era de 5,5% em 1987, dado mais antigo incluído no relatório do Departamento de Estatísticas do Trabalho, e em 1999 havia caído para abaixo de 5%.

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A fabricante brasileira de aviões Embraer acredita que conseguir novamente um contrato com a Força Aérea dos Estados Unidos provaria que o cancelamento da licitação anterior vencida pela aeronave Super Tucano da empresa não teve motivações políticas.

 

A Embraer venceu e em seguida perdeu abruptamente um contrato que poderia chegar a 1 bilhão de dólares com a Força Aérea dos EUA para fornecer aviões de ataque leve para uso no Afeganistão.

O presidente-executivo da Embraer, Frederico Curado, disse nesta terça-feira, 10, que o contrato foi discutido pelo governo brasileiro em reuniões com a Casa Branca na segunda-feira e que a empresa espera conseguir realizar uma proposta novamente em algumas semanas.

A visita da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, ao presidente norte-americano, Barack Obama, na segunda-feira atraiu atenção para algumas divergências entre os países, com Dilma reclamando a respeito da política monetária dos EUA e das sanções promovidas pelo país ao Irã. O cancelamento do contrato da Embraer foi outro ponto das conversas.

A empresa norte-americana Sierra Nevada e a Embraer superaram a Hawker Beechcraft na disputa pelo contrato com a Força Aérea dos EUA em dezembro.

Mas a Força Aérea norte-americana cancelou em fevereiro a concessão do contrato inicial, estimado em 355 milhões de dólares, quando descobriu problemas na documentação enquanto se preparava para um processo movido pela Hawker Beechcraft contra o resultado da licitação.

O cancelamento levantou suspeitas no Brasil de que a decisão foi tomada para que Obama, que concorre a reeleição em novembro, não pudesse ser acusado de deslocar empregos dos EUA para outros países.

"Nós temos que confiar, em princípio, naquilo que nos foi dito... Se tivermos o mesmo processo de concorrência, as mesmas especificações... temos de acreditar que seremos selecionados novamente, e isso provará que não houve influência política naquela decisão", disse Curado.

O presidente-executivo da Embraer negou a possibilidade de que empregos norte-americanos seriam transferidos para o Brasil.

"É impreciso dizer isso", disse, citando o fato de que a montagem final das aeronaves seria realizada nos EUA. "Seria uma aeronave construída pelos EUA", disse Curado.

Conseguir novamente a concessão ajudaria a manter 1,2 mil empregos na Embraer, na Sierra Nevada e em fornecedores e contratados norte-americanos, segundo a fabricante brasileira.

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Sexta, 06 Abril 2012 16:06

Obama aprova dados de emprego

O presidente Barack Obama recebeu bem os últimos números mensais de emprego americano, mas disse que ainda há mais trabalho a fazer e que a economia enfrentaria "altos e baixos ao longo do caminho".

 

Falando em um fórum da Casa Branca sobre as mulheres e a economia, Obama salientou que o relatório do Departamento do Trabalho relativo a março mostrou que os empregadores criaram novos 120 mil postos de trabalho.

"É claro para todos os americanos que ainda haverá altos e baixos ao longo do caminho e que temos muito mais trabalho a fazer", disse Obama.

A criação de vagas nos EUA para o mês foi inferior ao que economistas privados haviam previsto.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que fossem criadas 203 mil vagas de emprego, excluindo o setor agrícola, e que a taxa de desemprego se mantivesse estável em 8,3 por cento.

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Sábado, 24 Março 2012 11:15

Obama polemiza morte de garoto negro

O presidente dos EUA, Barack Obama, entrou nesta sexta-feira, 23 na polêmica envolvendo a morte de um adolescente negro na Flórida, dizendo que o rapaz poderia ser o filho que ele nunca teve, e aconselhando os norte-americanos a fazerem uma reflexão sobre o caso.

 

Trayvon Martin, 17 anos, foi morto há um mês em Sanford, na Flórida, por um branco de 28 anos que atuava como vigilante voluntário em um bairro hispânico, e que disse agir em legítima defesa contra o rapaz, que usava uma blusa com capuz.

"Se eu tivesse tido um filho, ele seria parecido com Trayvon", disse Obama, primeiro presidente negro na história dos EUA, admitindo haver um componente racial no caso.

"Obviamente, isso é uma tragédia", declarou Obama a jornalistas, nas suas primeiras declarações públicas sobre o incidente. "Só posso imaginar o que esses pais estão passando. E quando penso nesse menino, penso nas minhas próprias filhas."

O caso repercutiu em todo o país e motivou manifestações contra a polícia por não ter prendido o assassino George Zimmerman e, em termos mais gerais, por causa de um suposto padrão de discriminação racial em Sanford e em outras partes dos EUA.

Os pais de Martin agradeceram Obama por suas palavras, proferidas ao final de um evento na Casa Branca.

"As declarações pessoais do presidente nos tocaram profundamente e nos fizeram perguntar: se o filho dele parecesse com Trayvon e usasse um capuz, seria suspeito também?", disseram eles em nota.

Uma lei da Flórida autoriza as pessoas a usarem a força letal para se defenderem. Ativistas estão pedindo a revogação de leis desse tipo vigentes em 24 Estados dos EUA. Nesta semana, um senador estadual da Flórida anunciou um projeto para alterar drasticamente a legislação.

Na Carolina do Sul, o deputado estadual democrata Bakari Sellers - que é negro e dono de arma - também propôs a revogação de uma lei de "defesa do terreno". "Tenho 65 anos e sou negro. Sei que poderia ter sido comigo", afirmou.

Obama disse que essas leis de autodefesa deveriam ser reavaliadas. "Acho que todos nós deveríamos fazer uma reflexão para entender como algo assim acontece. E isso significa examinar as leis e o contexto do que aconteceu, e também as questões específicas do incidente."

"Todo pai na América deveria ser capaz de entender por que é absolutamente imperativo que investiguemos todos os aspectos disso, e que todos se unam - (em nível) federal, estadual e local - para entender exatamente como essa tragédia aconteceu."

Filho de uma norte-americana branca com um queniano negro, Obama geralmente evita se envolver em questões raciais, já que esse é um tema delicado nos EUA devido ao passado de escravidão e segregação no país.

Uma exceção ocorreu no começo do seu mandato, quando Obama criticou um policial que havia detido o cineasta negro Henry Louis Gates na sua própria casa, ao confundi-lo com um invasor.

Para promover as pazes entre Gates e o policial, Obama convidou ambos para tomarem uma cerveja na Casa Branca.

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Um jogador da seleção cubana de futebol que deixou a delegação durante uma viagem aos EUA para disputar o torneio pré-olímpico está solicitando asilo político no país, disse seu advogado nesta terça-feira, 10.

 

Depois de disputar uma partida em 24 de março em Nashville, Yosmel de Armas fugiu da concentração e não apareceu para o jogo seguinte, dois dias depois.

Inicialmente, o técnico cubano disse que De Armas estava doente e havia ficado no hotel, mas ele novamente não foi visto com a delegação que deixou a cidade no dia seguinte.

O advogado Alex Solomiany, de Miami, disse que De Armas, na hora da partida, na verdade já estava em um ônibus que o levou de Nashville à Flórida, onde na terça-feira procurou o advogado, recomendado por membros da comunidade cubana local.

"Eu o estou representando 'pro bono' (pelo bem público, ou seja, gratuitamente)", disse o advogado, acrescentando que De Armas deixou o hotel de Nashville apenas "com a roupa do corpo".

"Estamos preparando uma solicitação de asilo a ser apresentada ao Departamento de Segurança Interna", disse Solomiany, acrescentando que o pedido deve ser protocolado dentro de dois ou três dias.

Ele disse que De Armas está "nervoso" e "solitário" em Miami, onde supostamente tem amigos, mas não parentes.

Vários atletas já fugiram de delegações cubanas no exterior, na esperança de fazerem carreiras mais lucrativas em países capitalistas. Em 2008, sete jogadores da seleção pré-olímpica de futebol desertaram na Flórida após um jogo contra os EUA.

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