Pré-candidato à prefeitura de Jandira é morto a tiros
O pré-candidato à prefeitura de Jandira, na Grande São Paulo, o comerciante Luiz de Carli Filho, 62 anos, foi assassinado a tiros no fim da tarde desta terça-feira. Ele levou cinco tiros: no abdômen, um no tórax, um no braço, uma nas costas e um na cabeça.
De Carli Filho, conhecido como Goiaba, foi morto, próximo ao bar do qual é dono.
No dia 10 de dezembro do ano passado, o então prefeito Bráz Pasqualin (PSDB), 62, morreu depois de ser alvejado a tiros em frente a uma emissora de rádio.
Desde então, a cidade vive um clima de instabilidade política. A prefeita Anabel Sabatine (PSDB), que assumiu no lugar de Pasqualin, chegou a ser afastada pela Câmara Municipal, mas voltou à prefeitura graças a uma decisão judicial.
Segundo a Guarda CIvil, os disparos foram feitos por um homem que estava em uma moto. O corpo de Carli Filho está sendo velado nesta quarta-feira no Ginásio de Esportes dele.
Contra Haddad, PSDB reforça cerco ao PSD em São Paulo
Ao abrir mão da candidatura à prefeitura de São Paulo , a senadora Marta Suplicy (PT) obrigará o PSDB a reforçar as alianças em torno do candidato tucano que disputará a sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD). A direção do PSDB avaliava nesta sexta-feira a necessidade de agrupar forças na corrida contra o ministro Fernando Haddad, da Educação, provável candidato do PT.
Haddad é temido pelos tucanos por estar à sombra da popularidade - e do apoio irrestrito - do ex-presidente Lula. Os tucanos preferiam o confronto com Marta por duas razões: o isolamento parcial da senadora dentro do partido e as duas derrotas consecutivas que ela sofreu em São Paulo - perdeu para o ex-governador José Serra em 2004 e para Kassab quatro anos depois.
- Com Fernando Haddad ganhando força, ou fazemos uma frente ampla ou teremos problemas para enfrentar alguém carimbado pela popularidade do Lula - avaliou um tucano com assento na direção partidária, para quem as negociações com o PSD de Kassab devem ser intensificadas de agora em diante.
Os tucanos têm pressa em relação ao eventual apoio do PSD. Tudo porque o partido do prefeito não descarta candidatura própria. Recém-filiado à legenda criada por Kassab, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles é um nome que surge na bolsa de aposta dos pré-candidatos. Meirelles teria ingressado no PSD com a benção de Lula.
Para tentar minar o campo adversário, no caso, o PT, a cúpula tucana vai negociar com o prefeito Kassab uma antecipação de apoio a um nome tucano, mesmo que ainda não haja alguém definido. A ideia é mostrar que os dois partidos que governam São Paulo há sete anos estarão juntos também na disputa contra o PT, independentemente das escolhas.
Resistência de Serra à disputa deve aumentar - Ainda numa análise prévia dos tucanos, a saída de Marta reforçaria a resistência de Serra a disputar o cargo. O tucano, que estaria atento à movimentação petista, principalmente à cisão provocada pela possibilidade de prévias no PT, poderia recuar de lançar a sua candidatura diante da possibilidade de enfrentar um nome ligado ao ex-presidente.
- Enfrentar a Marta seria um cenário já conhecido pelo Serra. Agora, com o Haddad, é um tiro no escuro - observou um interlocutor tucano.
Além de contar com o isolamento de Marta no partido, Serra vinha ganhando pontos em popularidade, segundo pesquisas. Embora atrás da petista, o tucano despontava com as maiores chances de enfrentá-la. Em simulação com Serra, Marta teve a menor diferença. A ex-prefeita chegou a 29%, contra 18% do tucano, segundo Datafolha divulgado em setembro passado.
Uma eventual candidatura de Serra seria fortalecida com o apoio do governador Geraldo Alckmin, que, nos bastidores, trabalha por isso. Serra, por sua vez, evita qualquer desdobramento.
Secretaria da Justiça investiga denúncia de racismo em escola
A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania abriu processo administrativo para investigar denúncia de racismo na escola Internacional Anhembi Morumbi, no Brooklin (zona sul). A estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, 19, afirma que a diretora do colégio pediu para ela que alisasse os cabelos para trabalhar.
Segundo a secretária Eloisa de Sousa Arruda, a lei prevê para casos como esse multa, suspensão da licença de funcionamento e até mesmo a cassação.
O caso de Ester ocorreu poucos dias após a jovem começar a trabalhar como estagiária de marketing na escola. Ester é negra, tem cabelo crespo e costuma usá-lo solto, na altura dos ombros.
"Isso apenas demonstra que o racismo ainda existe na nossa sociedade, por mais que se negue", afirma a secretaria. Segundo ela, o processo administrativo foi aberto assim que o órgão tomou conhecimento do caso por meio de redes sociais.
A jovem afirma que, em seu primeiro dia no local, a diretora reclamou de uma flor presa em seu cabelo e pediu que ela o prendesse.
Dias depois, Ester teve a atenção chamada novamente. Dessa vez, conta a estagiária, a mulher foi além: disse que compraria camisas mais longas para que Ester escondesse seus quadris.
Porém, foi apenas quando a diretora lhe pediu para alisar o cabelo que a estagiária decidiu registrar um boletim de ocorrência na na Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância).
A multa prevista pela legislação estadual é de até R$ 17.450 mil e até R$ 52.350, em caso de reincidência.
Desde julho de 2010, quando a lei foi que prevê punições administrativas para casos de racismo foi promulgada, 90 denúncias foram encaminhadas para a secretaria.
A escola afirma que ainda não foi notificada sobre a investigação da secretaria e nega "veementemente que tenha havido qualquer ato de racismo envolvendo sua equipe administrativa".
Em nota, o colégio lamenta "profundamente que as instruções sobre vestuário passadas à estagiária de marketing --as quais foram elaboradas com base em critérios puramente utilitários-- tenham sido interpretadas de forma equivocada."
Secretaria divulga imagens de assassinato de PM
A Secretaria de Segurança Pública (SSP), de São Paulo divulgou nesta quinta-feira, 28 imagens de oito suspeitos de assassinar policiais militares em todo o estado. De acordo com a secretaria, a medida foi tomada para que a população possa ajudar na localização dos criminosos - apenas três deles foram presos.
A Polícia Militar registrou a morte de quase 40 homens da corporação fora do horário de trabalho neste ano. De acordo com o comandante-geral da PM, Roberval Ferreira França, nenhum deles foi morto em serviço este ano. Na última semana, a capital paulista registrou o assassinato de três policiais e o ataque contra duas bases da PM. As execuções dos PMs ocorreram entre quarta-feira (20) e a madrugada de sexta-feira (22).
No domingo (24), um policial militar foi morto em uma pizzariaem Praia Grande, no Litoral Sul do estado. Segundo testemunhas, o cabo reagiu a um assalto ao estabelecimento e acabou sendo baleado no queixo e no tórax. Na noite desta quarta-feira (28), dois veículos e uma base da Polícia Militar foram atingidos por tiros. Os ataques ocorreram nas zonas Norte e Sul da capital paulista. Segundo a PM, ninguém ficou ferido.
A polícia pede para que, aqueles que tiverem informações sobre os suspeitos, liguem para o Disque Denúncia, no 181, para a Polícia Militar, no 190, ou para o Disque-PM, no 0800-0555-190. Aligação garante sigilo absoluto do denunciante.
São Paulo segue 100% no Paulistão
Defendendo a liderança, o São Paulo recebeu o São Caetano na tarde deste sábado, 28, no Morumbi, pela terceira rodada do Paulistão e venceu por 2 a 1.
A vitória manteve o São Paulo na liderança da competição, com nove pontos em três jogos, já o Azulão é o oitavo, com quatro.
O São Caetano começou a partida assustando o time da casa. Logo aos dois minutos de jogo, Anselmo acertou belo arremate de fora da área, mas a bola passou raspando a trave direita do goleiro Dênis.
A resposta do tricolor veio aos oito minutos. Luis Fabiano recebeu dentro da área, girou e carimbou a trave de Luiz. No contra-ataque, Betinho ficou cara a cara com o arqueiro são-paulino, mas demorou para finalizar e perdeu a chance do gol.
Pouco depois, o São Paulo abriu o placar. Aos 16, Luis Fabiano tabelou com Fernandinho e bateu com categoria para fazer seu primeiro gol em 2012. Dois minutos depois, Moradei recebeu em profundidade, driblou Dênis e tocou para o gol vazio para deixar tudo igual para o Azulão.
Aos 32, Luís Fabiano sentiu a coxa e foi substituído por Willian José. No primeiro lance de Willian José na partida, ele quase fez o segundo do São Paulo, mas a finalização foi para fora. Anselmo respondeu na sequência para o time do ABC e a bola passou à esquerda de Dênis.
No final do primeiro tempo, aos 44, Geovane acertou lindo chute de fora da área, no ângulo, mas Dênis voou e salvou o Tricolor.
O São Paulo voltou para a segunda etapa com Maicon no lugar de Denílson. Aos três minutos, Fernandinho recebeu na entrada da área e encheu o pé, mas a bola passou tirando tinta da trave. Seis minutos depois, Marcelo Costa exigiu boa defesa do arqueiro tricolor.
Com o jogo truncado, Leão trocou Cícero por Casemiro. A partir daí, o São Paulo cresceu. Aos 32, Lucas soltou uma bomba de fora da área e recolocou o Tricolor do Morumbi em vantagem. Depois do gol, o São Paulo tocou a bola e esperou o apito final para comemorar a liderança.
Na próxima rodada, quinta-feira, 2, o São Paulo volta a jogar em casa, contra o Guarani, já o São Caetano recebe o XV de Piracicaba, quarta-feira, 1º. (futebolpaulista.com.br)
São Paulo 2 x 1 São Caetano
São Paulo
Denis; Piris, João Filipe, Edson Silva e Cortez; Wellington, Denilson (Maicon), Lucas e Cícero (Casemiro), Fernandinho e Luis Fabiano (Willian José).
Técnico: Émerson Leão
São Caetano
Luiz, Daniel (Thiago Silvy), Eli Sabiá e Preto Costa; Augusto Recife (Kléber), Moradei, Anselmo e Marcelo Costa; Geovane e Betinho.
Técnico: Márcio Araújo
Gols: Luis Fabiano aos 16 e Moradei aos 18 minutos do primeiro tempo; Lucas aos 32 minutos do segundo tempo.
Árbitro: Welton Orlando Wohnrath
Renda e público: não fornecidos
Local: estádio Morumbi
Ruas viram feira livre em novo reduto do crack
Quando anoitece, um acende e apaga de isqueiros e fósforos denuncia que o crack está enraizado em redutos dos principais centros urbanos do país, apesar dos esforços ainda insuficientes para conter a epidemia da droga barata que "fissura".
Imagens captadas pela Reuters durante 24h em algumas das cidades sedes da Copa do Mundo de 2014 provam que ainda é preciso fazer muito para controlar o consumo desenfreado e público da droga.
Craqueiros inquietos, em uma cena que faz lembrar o burburinho das feiras livres, se agrupam em calçadas das ruas centrais da capital paulista na tentativa desesperada de obter uma "pedrinha".
O domingo no centro paulistano mostra sua cara como um dia normal de descanso, território ideal para os usuários de crack, que aproveitam o dia e se sentam em frente às portas do comércio local à espera do traficante ou do "aviãozinho", aquele que traz a droga de bicicleta. Quem já tem a sua, se vira de costas para a rua e, desafiando o vento, tenta acender o cachimbo improvisado.
A poucos metros da avenida São João, no centro antigo da cidade, há jovens, idosos, deficientes físicos de muleta e cadeira de rodas, mulheres grávidas e algumas crianças: o crack consome indiscriminadamente os moradores de rua.
Um homem passa e canta: "O crack é muito bom, não quero largar, olha como sou chique." Minutos depois, uma moça vestindo uma blusa com capuz cor-de-rosa, com olhar alucinado, comenta: "Não olhe pra mim, eu não sou bonita."
Impacientes, eles andam com a mão fechada para não deixar as pedras cair. Apesar do baixo valor - é possível comprar uma pedra por 2 reais - é um tesouro nas mãos de quem consome. Perambulando pela rua, às vezes escondem facas sob cobertores para se defenderem. Não mexem com quem passa, desde que não sejam incomodados na "boca de fumo".
Na mesma área, duas traficantes se misturam ao grupo -uma mulher de boné com dinheiro visível na mão e outra mais bem vestida que sai sorrateiramente com uma sacola de plástico, depois de alimentar "craqueiros" ávidos por mais uma fumada. Quem trafica geralmente não consome.
Os usuários desse subproduto da cocaína, que antes ficavam restritos a uma área da capital conhecida como Cracolândia, onde se concentravam em grande número, agora migraram para outras regiões do centro antigo, como as ruas próximas ao Largo do Arouche.
A dispersão veio depois que a Polícia Militar conduziu uma operação em janeiro para combater o tráfico de drogas, diminuir a criminalidade e recuperar áreas degradadas, com abordagens de pessoas, encaminhamentos, internações e apreensões de milhares de pedras de crack.
O problema apenas mudou de lugar. "A cracolândia não acabou", disse o dono de um hotel que fica no novo reduto dos usuários.
Para uma moradora da região, não há mais liberdade. "Dormir já não se dorme mais. Eles falam alto, brigam, gritam. A única coisa que nós não temos é liberdade de ir e vir... Eles estão numa situação que eu não sei como ainda respiram. Você olha nos olhos deles, eles estão definhando", afirmou Rose, que pediu para não ter seu nome divulgado.
O crack chega ao sistema nervoso central de8 a15 segundos, e a ação da droga não dura mais do que 10 minutos. É isso que faz o usuário ficar fissurado para querer consumir uma pedra atrás da outra - em um dia chegam a fumar até15 pedras.
Os craqueiros andam olhando para o chão em busca do farelo que o outro pode ter deixado cair. Muitos estão descalços, com os pés calejados pelo constante vaivém. Os pedestres já não se importam, passam, desviam e seguem sua caminhada.
A migração dos usuários da Cracolândia paulistana fez muitos donos de lojas e estabelecimentos contratarem seguranças privados. Eles começam o trabalho à noite e, munidos de cassetetes de madeira, afugentam os grupos das portas e calçadas, mas sem atingi-los.
"Trabalho há cinco anos como segurança noturno e a situação tem piorado muito. A gente sozinho não consegue lidar com eles", afirmou José Maria, que temendo uma represália preferiu não revelar o seu sobrenome. Havia três seguranças para uma rua.
Já passa da meia-noite, em algumas horas a semana de trabalho está por começar na maior capital do país quando uma mulher com uma criança no colo, coberta por um xale, se aproxima do grupo que a essa altura já quase fecha a rua de tão numeroso. São cerca de 300 pessoas. Um menino, que aparenta ter no máximo 10 anos, empurrando um carrinho de boneca, pergunta: "Mãe, você tem troco pra ele?", após entregar ao cliente as pedras do crack.
A maioria carrega uma sacola com objetos que estão à venda para conseguir dinheiro para a droga. A polícia passou duas vezes em 15 minutos, mas sua ação limitou-se a espantar os usuários da rua que, sem outro destino, se aglomeram nas vias paralelas para depois voltarem em uma peregrinação sem fim. Desde 2006, usuários e dependentes não podem ser presos.
Alguns carros de luxo também param e em menos de cinco minutos deixam o local. Em pouco mais de meia hora, usuários tentam vender um gorro ao preço de 1 real e um par de tênis por 5 reais, bem abaixo do que realmente valem. Um deles chegou a oferecer à Reuters um celular avaliado em 500 reais por meros 100 reais.
A manhã chega, e as lojas começam a abrir as portas. A vida volta à normalidade, e os vestígios da feira noturna do crack só estão no chão - copos, papéis, bitucas de cigarro e garrafas plásticas.
Ali, a atividade que se vê na rua é ditada pelo tempo. Quando a tarde cai, tudo volta à mesma cadência, um ciclo vicioso do "acende e apaga" que ninguém tem conseguido driblar.
"É horário marcado, às 20h. O traficante vem, chega aí, fica no meio, e os 'noias' protegem. É sempre assim", disse a proprietária de um hotel, referindo-se à forma como os usuários são chamados.
VILÃO
Ainda se sabe pouco sobre o consumo do crack, queem São Pauloestá em sua segunda onda -a primeira foi nos anos 1990 e desde então o número de usuários triplicou. O Ministério da Saúde estima o número de usuários de drogas em geral no país em 600 mil, embora algumas organizações e especialistas apontem para quase 1,2 milhão.
Combater o crack foi uma das promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff, que lançou um plano de 4 bilhões de reais em dezembro que prevê a abertura de 13.518 novos leitos para usuários de drogas até 2014, com ações estruturadas em saúde, segurança pública e prevenção.
"Falta uma gestão do problema... falta direcionamento, nós não temos política nenhuma para as drogas no Brasil", disse a psiquiatra e membro do conselho consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead), Ana Cecília Roselli Marques.
No Brasil, não há dados oficiais sobre o montante de dinheiro que a indústria das drogas fatura, mas estimativas extraoficiais de diversas organizações mostram que esse número é de cerca de 1,5 bilhão de reais anualmente.
Embora o crack não renda muito para o traficante, porque é barato, ele causa uma dependência mais forte e duradoura que garante um mercado de consumo permanente.
"O traficante está ofertando a droga para o usuário recair e para os que não começaram começarem. Esse controle da oferta tem que existir... porque senão, não tem fim", disse Ana Cecília, que também é pesquisadora do Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Drogas (Inpad).
Mais importante do que abordar, reprimir e encaminhar, é preciso discutir a assistência em longo prazo e a reinserção dos ex-usuários na sociedade para que não sejam novamente atraídos pela sedução que a droga oferece, defendeu Ana Cecília.
"É possível uma remissão parcial do vício com no mínimo 12 meses de tratamento intensivo. Mas e depois? A família vai querer o ex-usuário de volta? Ele tem para onde ir? Se voltar para a rua começa tudo de novo." (reportagem adicional de Paulo Whitaker)
São Paulo tem cerca de 80 aeroportos regionais sem segurança
Ladrões entram no Campo dos Amarais, em Campinas, para roubar pilotos. Passageiro tenta pegar carona em avião já na pista do Aeroporto Leite Lopes, de Ribeirão Preto. Catadores de papelão circulam por hangares em Sorocaba. Esses são apenas alguns flagrantes da insegurança que atinge os quase 700 aeroportos regionais.
Preocupada com isso e com os grandes eventos que o Brasil receberá nos próximos anos, como a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, a Polícia Federal planeja assinar convênios com as polícias estaduais para aumentar a segurança de quem usa a aviação nacional.
“É inviável, em face das nossas atribuições, manter uma segurança nesses 700 aeroportos. Não há policiais disponíveis. Em razão disso, há um plano para que a PF fique só em grandes aeroportos internacionais ou de intensa movimentação de passageiros, como o de Congonhas”, confirma o delegado Roberto Ciciliati Troncon Filho, superintendente regional da PF em São Paulo.
Só em São Paulo são quase 80 aeródromos públicos. Incluem de pequenos aeroclubes a aeroportos com grande movimentação regional, como os de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Bauru. Mesmo pistas regulares são usadas sem qualquer restrição por traficantes de drogas e ladrões. Há suspeita, por exemplo, de que parte das joias roubadas no assalto à agência do Itaú tenha saído pelo Campo dos Amarais. E casos em que o assalto aconteceu na pista. Em setembro, um instrutor e um aluno ficaram sob ameaça de arma por cinco minutos, até que o suspeito revirasse a aeronave e fugisse, com dinheiro e pertences.
No restante do País, a situação não é diferente. Mesmo parte das pistas de pouso que recebem voos internacionais, como as de Uruguaiana (RS), Navegantes (SC), Corumbá (MS) e Boa Vista (RR), não conta com posto fixo da PF, que só é chamada quando há necessidade urgente. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), isso acontece porque a demanda por esse tipo de voo é pequena nesses locais.
A Polícia Federal tem 12 mil homens no Brasil inteiro. Só em São Paulo, a PM tem mais de 100 mil integrantes e a Polícia Civil, 36 mil. Parte desse contingente ficaria responsável pelos aeroportos. A possibilidade de parceria foi definida pelo Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil Contra Atos de Interferência Ilícita (Pnavsec), de maio de 2010. Até agora, porém, não houve acerto.
‘Carona’. Responsável pelo setor de Comunicação da PF em Ribeirão Preto, o delegado Edson Gonçalves de Souza diz que o Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant) poderá auxiliar futuramente no controle do tráfego aéreo. Mas reconhece que a parceria com Estados é fundamental para evitar problemas em terra. “Não tem jeito. É preciso contar com apoio das secretarias estaduais de segurança pública.”
Segundo ele, em Ribeirão Preto a PF já foi chamada às pressas no Aeroporto Leite Lopes para retirar invasores da pista. Em um dos casos, um homem tentava cortar caminho para chegar mais rápido em casa. Em outro, queria pegar “carona” em um avião durante uma decolagem.
Em Sorocaba, catadores de papelão também chegam à pista sem obstáculos. O aeroporto fica em área densamente habitada e tem muros baixos.
Colaboração. Comandante da PM em São Paulo, o coronel Álvaro Batista Camilo é a favor do acordo. “Oficialmente, não chegou nada, mas já ouvimos falar a respeito disso. Não há problema, podemos colaborar com a PF, mesmo porque eles têm carência de braços. Se houver necessidade, podem contar conosco”, avisa. A Secretaria de Segurança Pública também disse que a iniciativa do convênio deve partir da União. Mas, se for necessário, conta com estrutura para colaborar.
Rafinha troca descrédito por chance no Tricolor
Rafael Gomes de Oliveira. Ou apenas Rafinha. O nome ainda é desconhecido por grande parte da torcida são-paulina. Mas se depender do próprio jogador, não por muito tempo. Com 21 anos, Rafinha chegou ao São Paulo com 12. Sempre acreditando no seu potencial, ele espera brilhar com a camisa do Tricolor Paulista.
No ano passado, o meia-atacante se destacou em treinos contra a equipe profissional, no CT da Barra Funda. Atuações que chamaram atenção do técnico Emerson Leão, que o promoveu para o time principal. Em pré-temporada no CFA Laudo Natel, em Cotia, o garoto quer agarrar com unhas e dentes esta oportunidade.
"Cheguei no São Paulo muito novo após fazer um teste. Estou trabalhando sempre para ter uma oportunidade. Ela apareceu agora e espero aproveitar da melhor maneira possível", disse o são-paulino, que descreveu suas qualidades. "Sou um meia-atacante, caindo pelas beiradas com velocidade e movimentação", completou Rafinha.
Jogar ao lado de jogadores como Luis Fabiano, Rogério Ceni, Lucas será uma grande chance para o novato mostrar seu potencial. No entanto, ele mantém os pés no chão e não tem pressa. Quer aproveitar cada momento com a equipe para poder fazer sua estreia pelo Tricolor.
"O Leão está acreditando no meu trabalho, me dando esta oportunidade de treinar em uma equipe que todos sonham. Sempre busquei isso. Chegou este momento e o intuito de todo jogador é poder ajudar ao máximo o clube que defende", completou o meia-atacante. (Kaue Freitas – saopaulofc.net)
Caminhões param entregas de combustível
A greve dos caminhoneiros que paralisaram a entrega de combustíveis na cidade de São Paulo deixou postos sem o produto nesta terça-feira, 6, e levou a Polícia Militar a criar um gabinete de crise e fazer escoltas para aqueles que decidirem entregar o produto apesar da paralisação.
Os caminhoneiros protestam contra a restrição ao trânsito de caminhões na Marginal Tietê, via que liga a cidade de São Paulo a importantes rodovias, como a Presidente Dutra e a Fernão Dias.
Houve relatos de violência contra caminhoneiros que tentaram entregar combustível apesar da paralisação, o que levou o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) a pedir auxílio da polícia para garantir a entrega dos combustíveis.
"Infelizmente, essas manifestações estão ocorrendo de forma violenta, com depredações de diversos veículos e ameaças a funcionários e motoristas", disse o Sindicom em nota.
"O Sindicom deu entrada ontem (segunda-feira) na Justiça em pedidos de medidas cautelares, para assegurar proteção policial ostensiva ao trânsito dos caminhões-tanques de suas associadas. Aguardamos estas decisões para retomar as operações com segurança."
Só nesta terça a Polícia Militar realizou pelo menos seis escoltas para garantir a entrega de combustíveis, mas segundo a assessoria de imprensa da corporação, alguns motoristas estão se recusando a fazer entregas mesmo com escolta por temores de que possam sofrer represálias posteriores.
As escoltas estão sendo coordenadas pelo gabinete de crise criado pela Polícia Militar, que conta também com a participação da tropa de choque, da Polícia Rodoviária e de representantes da prefeitura. Além de escoltas, a PM também realiza policiamento preventivo para garantir segurança nas distribuidoras.
O vice-presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros Autônomos, Claudinei Pelegrini, nega participação da entidade nos episódios de violência e alerta que a paralisação já afeta outros setores além da entrega de combustíveis, como a entrega de mercadorias a supermercados e de materiais de construção.
"Toda vez que um movimento ganha força, pessoas se infiltram nele para desestabilizar. Eu não iria lá depredar o caminhão de um companheiro que amanhã poderia estar ao meu lado carregando comigo na base", disse.
"Se a gente quisesse fazer alguma coisa, a gente trancava a Marginal", acrescentou.
Pelegrini reclama que a restrição ao tráfego na Marginal Pinheiros é a quinta imposta pela prefeitura ao trânsito de caminhões na cidade. Segundo ele, em alguns casos, o trajeto feito para entrega de produtos pode subir em mais de 100 quilômetros caso os caminhões não possam passar pela Marginal Tietê.
A restrição aos caminhões na Marginal Tietê ocorre de segunda a sexta das 5h às 9h e das 17h às 22h. Após às 9h desta terça, um grande fluxo de caminhões entrou na via prejudicando o trânsito pela manhã na capital paulista. Por volta das 11h, depois do horário de pico, a cidade registrou mais de 150 quilômetros de congestionamento.
"Nós não temos outra opção que não o fim da restrição", disse Pelegrini, que disse aguardar um contato da prefeitura para negociar o término da paralisação. "Que se tire pelo menos a restrição no período da manhã", disse.
Com a ‘pausa’ na semana, Leão prepara equipe
Devido ao calendário apertado do futebol brasileiro, todo time se mostra satisfeito quando tem uma semana livre para treinar. Desde que estreou na temporada - na goleada sobre o Botafogo por4 a0, no dia 22 de janeiro -, o São Paulo só teve duas "pausas" na sequência de jogos.
A primeira foi na segunda quinzena de fevereiro. Depois de vencer o Paulista por3 a1, no dia 16, o Tricolor só voltou a campo uma semana depois, quando empatou com o Bragantino em3 a3, fora de casa. Já neste mesmo intervalo, o São Paulo bateu o Santos por3 a1 (18 de março) e o Mirassol por1 a0 (25 de março).
"É bom ter um tempo para descansar um pouco mais. Esta semana estamos treinando apenas em um período e isso dá uma folga maior. Quando tem jogo no meio de semana não dá para treinar muito, apenas recuperar para a próxima partida", ressaltou o zagueiro Rhodolfo.
Após a vitória sobre o Ituano por4 a2, em Itu, no último domingo, o técnico Emerson Leão tem a semana livre para treinamentos, já que o Tricolor Paulista voltará a campo somente no próximo sábado contra o Mogi Mirim, na Arena Barueri. Com 40 pontos, o São Paulo lidera o Campeonato Paulista. (Kaue Freitas – saopaulofc.net)