Quem estudou ou trabalhou na escola da Fazenda do Pinhal?

Fotografia da turma da professora Lourdes da Guia Rosa, 1958.

A Fazenda do Pinhal, patrimônio nacional, recebe cerca de 400 pessoas por mês. Hoje, é um núcleo pertencente ao Instituto Acaia (www.institutoacaia.org.br) e está passando por uma grande renovação sob o Plano Diretor de Gestão Patrimonial, de autoria do Prof. Paulo Garcez Marins (Museu Paulista/USP), com a coordenação da Profª. Lucília S. Siqueira (Depto. História/Unifesp) e do Instituto Pedra.

As diretrizes desse Plano Diretor nos levaram a incorporar outros agentes e grupos sociais ao passado dessa propriedade rural. Para isso, o Centro de Estudos, Pesquisa e Educação – CEPE da Fazenda do Pinhal tem se dedicado a temas que têm como finalidade primeira subsidiar as atividades realizadas com os visitantes:

  • fazendas cafeeiras do interior paulista e de outros lugares do país e do mundo; principalmente suas relações de trabalho, com ênfase na escravidão;
  • experiências e memórias dos diferentes grupos e pessoas que trabalharam e viveram na Fazenda;
  • a família Arruda Botelho: suas memórias e acervos.

Os resultados de pesquisa podem contribuir também com pesquisadores de outras instituições, sejam acadêmicos ou não.

Nesse sentido, as pesquisadoras do CEPE, Bruna Cristina Bevilaqua, Maria Fernanda Alves Rangel e Nathalia Paganin Santos, sob coordenação da Profª. Lucília S. Siqueira, estão desenvolvendo um trabalho investigativo sobre a escola primária que funcionou na Fazenda do Pinhal por mais de 60 anos.

Essa escola, que ao longo do tempo teve vários nomes, mas quase sempre manteve “Conde do Pinhal” em sua denominação, empregou mais de 30 professores e contribuiu para a educação de mais de 270 crianças, residentes na fazenda ou em propriedades do entorno.

Conhecer a história das escolas nos espaços rurais é refletir sobre a dinâmica do ensino primário, do cotidiano das crianças e professores que, apesar das dificuldades, se esforçaram para aprender e ensinar; é também compreender o funcionamento, muitas vezes precário, dessas instituições distantes do mundo urbano.

Caso você reconheça algum desses nomes ou saiba de pessoas que tenham estudado ou lecionado nessa escola, entre em contato conosco. Memórias, fotografias, documentos e outras informações são valiosos para reconstruir a trajetória da escola e das pessoas que fizeram parte dela.

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