A prisão de um homem de 27 anos, conhecido pelo apelido de “Lulinha”, trouxe novas informações para a investigação do latrocínio que terminou com a morte de Wagner Willian da Silva, de 66 anos, encontrado morto em uma propriedade rural às margens da Rodovia Engenheiro Thales de Lorena Peixoto Júnior (SP-318), na região de Água Vermelha.
O suspeito foi preso pela Força Tática da Polícia Militar por volta das 18h desta segunda-feira, 24, no Recanto dos Jequitibás, e posteriormente encaminhado à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos, onde foi interrogado.
Em entrevista ao repórter Pedro Maciel, da São Carlos FM, o delegado João Fernando Baptista, da DIG, detalhou o andamento das investigações e afirmou que Lulinha é apontado como o mentor da ação criminosa.
Segundo o delegado, a investigação indica que o crime teria sido planejado com o objetivo de localizar e roubar uma arma de fogo que supostamente estaria na propriedade rural. De acordo com informações obtidas durante a apuração, o planejamento teria ocorrido cerca de 21 dias antes do crime.
Ainda conforme o relato apresentado à Polícia Civil por um adolescente que também teria participado da ação, os envolvidos foram até a propriedade, local que já seria conhecido pelo suspeito apontado como mentor. A vítima foi rendida, amarrada e agredida.
Os criminosos, entretanto, não encontraram a suposta arma de fogo. Depois disso, segundo a investigação, diversos objetos foram roubados do imóvel antes da fuga.
O adolescente relatou ainda que, no momento em que os envolvidos deixaram a propriedade, Wagner ainda estaria consciente e conversando com os autores. Segundo o depoimento, teria sido Lulinha quem realizou as amarras da vítima e comandado o planejamento da ação.
Causa da morte ainda será esclarecida
Apesar das novas informações obtidas pela investigação, a Polícia Civil ainda aguarda os laudos periciais do Instituto Médico Legal (IML) para determinar com precisão a causa da morte de Wagner.
O corpo foi localizado em avançado estado de decomposição, o que dificultou a identificação imediata da causa do óbito. Dessa forma, ainda não é possível afirmar se a vítima morreu em decorrência das agressões ou por outra causa.
A Polícia Civil continua investigando o caso e deverá confrontar os depoimentos e demais elementos reunidos durante a apuração.
Terceiro envolvido preso
Lulinha foi localizado por equipes do 1º Pelotão de Força Tática após a PM receber informações de que ele estaria escondido em uma chácara de familiares, no Recanto dos Jequitibás.
Os policiais foram até o endereço e encontraram o suspeito nos fundos do imóvel. Ele foi detido sem resistência e levado à Central de Polícia Judiciária. Posteriormente, sua captura foi formalizada.
Segundo a Polícia Militar, o homem possui cinco passagens por furto e era procurado pela Justiça.
Antes da prisão de Lulinha, um adolescente e outro homem maior de idade já haviam sido detidos durante as investigações. Com a captura do terceiro envolvido apontado pela investigação, a DIG avança na elucidação das circunstâncias do crime.
A investigação continua e os envolvidos serão responsabilizados de acordo com a participação que for comprovada no decorrer do inquérito.








