COLUNA

TORPEDOS – 16/09/2026

CASAMENTO COM BOLO

Na São Carlos FM, Herica Ricci Donato contou que o Casamento Solidário realizou o sonho de 17 casais, com direito a dia de noiva, parceiros, kit festa, bolo, champanhe e presente. Bonito de ver: teve gente que esperou anos para colocar aliança e roupa especial. Quando o Fundo Social entra como padrinho, até o “sim” ganha reforço de solidariedade.

NATAL JÁ CHEGOU

Mesmo em setembro, o Fundo Social já começou a campanha de Natal em parceria com a Polícia Militar, com foco inicial na região do grande Aracy. A arrecadação será de brinquedos novos ou seminovos em bom estado, sem mexer com dinheiro. Papai Noel ainda nem esquentou o trenó, mas, em São Carlos, a caixa de doação já está trabalhando.

PARQUE PARA CRIANÇAS

Herica contou que conseguiu mais de 500 ingressos para levar crianças de entidades ao parque de diversões no mês das crianças. Para muita criança, é a chance de entrar onde antes só passava olhando. Tem brinquedo que gira, sobe e desce, mas a melhor volta mesmo é ver alegria onde antes havia só vontade.

CAMINHÃO DA AJUDA

O caminhão itinerante do Fundo Social voltou à ativa e leva roupas, calçados, cobertores e outros itens aos bairros mais distantes, como CDHU e Santa Eudóxia. Herica contou que a ideia é simples e certeira: se a pessoa não consegue chegar até a ajuda, a ajuda vai até ela. Solidariedade boa é assim: não fica parada esperando endereço bonito.

CURSO CONTRA O ASSISTENCIALISMO

Herica destacou que uma das maiores necessidades do Fundo Social é ampliar os cursos de capacitação, como costura e barbearia. A lógica é forte: ajudar é essencial, mas ensinar uma profissão muda o jogo. Cesta básica mata a fome do dia; curso bem-feito pode abrir a porta do emprego, da renda e da dignidade.

BICO DOCE EM DISPUTA

Conta a lenda que, no reino encantado dos corredores públicos, existia um antigo campeão do “bico doce”, famoso por conversa mansa e elogio com açúcar. Só que, pelo jeito, apareceu concorrência forte na avenida principal. O trono da lábia agora estaria em disputa, e o velho campeão já começa a sentir o gosto amargo da aposentadoria.

DO CASTELO PARA A AVENIDA

O posto que antes brilhava pelas bandas do Castelo teria perdido força para um novo endereço mais movimentado. Dizem que o novo “bico doce” trabalha com atendimento ampliado: conversa aqui, sorriso ali, academia no roteiro e agenda social sempre em dia. No mundo imaginário da política, tem gente que não faz campanha: faz charme institucional.

DOCE DEMAIS DESANDA

Nos bastidores desse conto de fadas administrativo, há quem diga que o novo campeão anda distribuindo simpatia como bala em porta de escola. O problema é que, quando o bico é doce demais, sempre aparece alguém conferindo a validade do produto. Afinal, na política e no amor, quem atira para todo lado corre o risco de acertar o próprio pé. Estamos de olho!

PROCESSO NA MESA

O vereador Paraná Filho (PP) solicitou cópia integral do processo administrativo nº 13.713/2026, referente ao Pregão Eletrônico nº 061/2026. É a licitação milionária da Secretaria de Educação, suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Vish! Quando vereador pede o processo inteiro, é sinal de que o edital saiu da gaveta e foi direto para a lupa.

PALACETE NO CADEADO

O vereador Edson Ferraz (MDB) pediu informações e providências sobre a situação do Palacete Conde do Pinhal, fechado há anos e necessitando de preservação, manutenção e possível restauração. Patrimônio histórico não combina com abandono elegante. Prédio bonito, no coração da cidade, não pode virar apenas cenário para poeira, cadeado e saudade.

CADEIRA COM FARDAMENTO

Capitão André (PL) tomou posse durante a licença de 31 dias de Júlio Cesar (PL). No discurso, lembrou os 1.279 votos recebidos e destacou sua formação em engenharia e a trajetória na Marinha. Entrou dizendo que não é político profissional; agora terá um mês para descobrir que, no plenário, navegar também exige saber desviar de tempestade.

161 ANOS DE HISTÓRIA

Lucão Fernandes (PP) aproveitou a tribuna para celebrar os 161 anos da Câmara e defender um Legislativo protagonista, próximo da população e capaz de fiscalizar e debater os grandes temas da cidade. São 161 anos de parlamento, tempo suficiente para provar que cadeira muda, vereador passa, mas requerimento nunca sai de moda.

TELHADO NÃO AGUENTA

Ronaldo Mota (PSOL) voltou a cobrar manutenção nas escolas municipais após os problemas provocados pelas chuvas. Citou infiltrações, telhados comprometidos e unidades onde a água chegou a interromper atividades. Segundo ele, chegou ao ponto de pedirem lona como solução emergencial. Em escola pública, a aula deveria ser de português e matemática — não de como posicionar balde na goteira.

UPAS PRECISAM CONVERSAR

Adriano Marinovic (PRD) pediu informações sobre o número de servidores das UPAs e do SAMU e defendeu a integração dos sistemas das três unidades de pronto atendimento. A ideia é permitir acesso seguro ao histórico do paciente entre as unidades. Afinal, em pleno 2026, prontuário não pode viajar pela cidade mais devagar que o próprio doente.

CARRINHO NO LIMITE

Edson Ferraz (MDB) cobrou a substituição do carrinho utilizado para transportar caixões no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, que estaria funcionando de forma precária. Segundo ele, os funcionários enfrentam longas distâncias durante os sepultamentos. É daqueles problemas que ninguém lembra até precisar: manutenção barata antes evita que trabalhador tenha de carregar nas costas o abandono administrativo.

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