Casal é apontado como responsável pelo crime que chocou São Carlos
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos esclareceu as principais circunstâncias da morte de Edith Bonfim, de 50 anos, encontrada morta na região de Água Vermelha. Segundo o delegado João Fernando Batista, responsável pela investigação, um casal foi detido em Itirapina e confessou participação no crime durante os interrogatórios realizados pela Polícia Civil.
Em entrevista concedida na tarde desta sexta-feira, 18, na sede da DIG, o delegado explicou que as investigações começaram após a localização do corpo da vítima, ainda sem identificação e sem informações sobre a autoria ou as circunstâncias da morte.
A partir das primeiras diligências, os investigadores chegaram à possível identidade de Edith, natural de Torrinha e moradora de São Carlos, onde trabalhava como motorista de aplicativo.
Na mesma noite, a Polícia Civil recebeu informações sobre um Ford KA abandonado no Jardim Ipanema. O veículo pertencia a Edith. Durante a perícia, foram encontrados vestígios no interior do carro compatíveis com a violência sofrida pela vítima, incluindo manchas de sangue.
De acordo com João Fernando Batista, as investigações avançaram na manhã desta sexta-feira, quando a Polícia Militar de Itirapina recebeu informações sobre um casal suspeito de envolvimento no crime. Os dois foram localizados em uma residência onde estariam escondidos e, segundo o delegado, tinham roupas preparadas para uma possível fuga.
Ainda conforme a DIG, inicialmente os dois suspeitos teriam confessado o crime aos policiais militares. Posteriormente, já na delegacia de Itirapina, prestaram novos depoimentos e formalizaram a confissão.
Segundo o que foi relatado pelos investigados, o crime teria começado após os dois decidirem obter dinheiro ou objetos para trocar por drogas. Edith teria aceitado uma corrida solicitada pelo casal com destino à região da UFSCar.
De acordo com a versão apresentada à Polícia Civil, já no local os suspeitos teriam anunciado o roubo e tomado o controle do veículo. A investigação aponta que Edith foi morta durante a ação e posteriormente abandonada em uma estrada de terra na região de Água Vermelha.
Após o crime, ainda segundo a DIG, os suspeitos teriam tentado vender o veículo e utilizado um cartão da vítima para abastecer o carro. Em Araraquara, não conseguiram negociar o automóvel, mas teriam trocado o celular de Edith por porções de cocaína.
Na sequência, retornaram para São Carlos, trocaram de roupas e abandonaram o Ford Ka no Jardim Ipanema. Depois, seguiram para Itirapina, onde permaneceram escondidos até serem localizados pela Polícia Militar.
O delegado informou que, segundo as investigações, a mulher não teria praticado diretamente os atos de violência contra Edith, mas teria acompanhado o companheiro durante toda a ação.
Os dois são primos e, conforme informado pelo delegado, mantinham um relacionamento havia cerca de dois meses. A Polícia Civil também informou que ela possui antecedente relacionado a drogas, enquanto ele já cumpriu pena por roubo e havia deixado o sistema prisional em março deste ano.
Investigação continua
Questionado sobre a possibilidade de participação de uma terceira pessoa, o delegado João Fernando Batista afirmou que, quanto à autoria, a DIG tem convicção de que o crime foi cometido pelos dois indivíduos detidos.
“Quanto à autoria, temos plena convicção, fundamentada nas diligências realizadas por nosso setor de investigação, de que o crime foi cometido exclusivamente pelos dois indivíduos que se encontram detidos”, afirmou.
O delegado ressaltou, porém, que outras circunstâncias ainda serão apuradas e que novas diligências serão realizadas para fortalecer o conjunto de provas reunido no inquérito.
A Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos dois suspeitos. Até o momento da entrevista, o pedido ainda estava sob análise do Poder Judiciário.
Com a identificação dos suspeitos e a reconstrução da sequência dos acontecimentos, a DIG considera esclarecida a autoria do crime, mas a investigação continua para consolidar todos os elementos que serão encaminhados à Justiça.








