Frente fria chega a São Carlos na chegada da Primavera
No mesmo dia em que a primavera começa oficialmente, às 21h05, São Carlos recebe a chegada de uma nova frente fria que deve manter a instabilidade do tempo na região ao longo da semana, segundo boletim divulgado nesta terça-feira (22/09) pela Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana.
De acordo com a Defesa Civil, a combinação entre o calor e a umidade já presentes na região com a chegada da frente fria deve intensificar as chuvas, principalmente durante as tardes, quando há maior possibilidade de temporais mais intensos, acompanhados de descargas elétricas e rajadas isoladas de vento. O órgão alerta que acumulados de chuva em curto período podem provocar alagamentos, além de queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia.
Os pluviômetros já registraram 26 mm acumulados nas últimas 72 horas, e a previsão é de mais 66 mm de chuva para os próximos três dias na cidade. Para esta terça-feira (22/09), a previsão é de chuva, com 23 mm esperados para a região e temperatura entre 18,1°C e 25,7°C. Amanhã (23/09), o tempo segue nublado com pancadas, e a expectativa é de 32 mm, com mínima de 14,2°C.
Na quinta-feira (24/09), o avanço da alta pós-frontal começa a estabilizar as condições, mas a umidade remanescente ainda favorece chuva fraca, sobretudo pela manhã, com 12 mm previstos e máxima de 28,1°C. Já entre sexta (25/09) e sábado (26/09), com o deslocamento total da alta pressão sobre a região, os dias devem ser predominantemente de sol entre poucas nuvens, com temperaturas em elevação gradual, chegando a 34,4°C no sábado. A previsão para os dias seguintes aponta continuidade do tempo firme, com temperaturas ainda mais altas, podendo atingir 36,7°C na segunda-feira (28/09).
O diretor da Defesa Civil de São Carlos, Pedro Caballero, afirmou que o início da primavera deste ano deve ser marcado por um cenário climático de chuvas irregulares, com alternância entre períodos de instabilidade e trechos de tempo seco. Segundo ele, essa instabilidade tende a trazer chuvas acima da média sempre após episódios de calor, podendo gerar temporais localizados, que atingem um bairro e poupam outro, e eventos de alto índice pluviométrico, por vezes acompanhados de granizo e raios, um padrão que o diretor atribuiu ao efeito climático do El Niño.
Diante desse cenário, Caballero afirmou que a Prefeitura montou uma estrutura emergencial integrada entre as secretarias de Segurança Pública, Meio Ambiente e Infraestrutura, voltada ao atendimento de emergências de diferentes tipos. Segundo ele, o foco está em garantir o máximo de escoamento da água pluvial, com manutenção das bocas de lobo, além de manter o abastecimento de água potável, responsabilidade do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) nos dois casos.
O diretor citou ainda medidas preventivas tomadas meses atrás em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e o SAAE, por meio do projeto Águas Vivas, Rios Vivos, que promoveu o desassoreamento, retirada de sedimentos acumulados, em córregos como o Monjolinho, com o objetivo de reduzir o risco de enchentes. “Com chuvas de 80, 90 milímetros, não estamos tendo os problemas que tínhamos em anos anteriores”, afirmou Caballero, ao avaliar os efeitos das intervenções. O diretor também chamou atenção para os desdobramentos do tempo quente e chuvoso na área da saúde pública, citando o aumento na proliferação de mosquitos como um dos pontos que exigem atenção reforçada das equipes municipais. A Defesa Civil informou que a equipe segue monitorando as condições do tempo e os dados observados.








