A eleição de 2026 marcou o retorno de Luiza Erundina à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e também colocou em evidência um contraste de gerações que estará presente no plenário a partir de 2027.
Aos 91 anos, Erundina (PSOL) foi eleita deputada estadual com 169.567 votos, segundo o resultado consolidado da eleição realizada no dia 4 de outubro. Com o novo mandato, ela passa a ser o nome mais velho a ocupar uma cadeira na história da Assembleia Legislativa paulista, superando o registro anteriormente atribuído a Eduardo Suplicy (PT).
A nova passagem pela Alesp acontece quase quatro décadas depois de seu primeiro mandato como deputada estadual. Erundina exerceu a função entre 1987 e 1988, antes de construir uma longa trajetória na política nacional.
A partir da próxima legislatura, a deputada terá entre os colegas uma representante de uma geração completamente diferente. Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, também foi eleita em 2026 e chega à Assembleia como a deputada mais jovem da Casa.
A diferença de idade entre as duas é de 68 anos, um dos contrastes que chamam atenção na composição da Alesp que tomará posse em 2027.
Uma trajetória de décadas na política
Antes de retornar à disputa estadual, Erundina vinha exercendo seu sétimo mandato consecutivo como deputada federal.
Nascida na Paraíba, ela também entrou para a história política de São Paulo ao ser eleita, em 1988, a primeira mulher a ocupar o cargo de prefeita da capital paulista.
Com a eleição de 2026, Erundina amplia uma trajetória política iniciada há décadas e volta ao Legislativo estadual em uma composição que também terá uma das parlamentares mais jovens da história recente da Alesp.a








