BIRA NÃO É A BASE — O PARTIDO É
Acenir Magalhães deixou claro, na São Carlos FM, que o afastamento do vereador Bira Texeira (Podemos) não desmonta o compromisso do Podemos com o prefeito Netto Donato (PP). Na fala dele, ficou subentendido: quem tem acordo com o Executivo é o partido, não o humor do parlamentar.
PIVÔ DO ATRITO?
O presidente do Podemos revelou que já sondou Bira sobre seus planos — e os planos são grandes. O vereador quer ser candidato a deputado estadual em 2026, vaga que ficou livre após Marquinho Amaral desistir. Para alguns, o “desconforto” recente pode ter mais a ver com ambições eleitorais do que com fidelidade de governo.
CADEIRA DO PARTIDO, MANDATO DO VEREADOR
Acenir fez uma aula-relâmpago de fidelidade partidária: “O mandato é do Bira, mas a cadeira é do Podemos”. Na prática? Expulsar é difícil, pegar o cargo de volta é mais difícil ainda — e ainda tem que passar pela matemática ingrata do quociente eleitoral. Em resumo: ninguém sai chutando ninguém.
PROHAB: TESTE DE FOGO PASSADO
O presidente citou a Prohab como prova de que o Podemos entrega gestão, não discurso. Disse que lá “não tem maquiagem” — um recado indireto de que o partido não aceita ser tratado como coadjuvante. Se for para dividir o ônus, exige dividir o bônus também.
JUVENTUDE, FAMÍLIA E UMA FALTA
Acenir disse que o partido recebe jovens inspirados por Nikolas Ferreira (PL-MG), aposta em renovação e vê em Bira e na família Amaral potenciais protagonistas para 2026 e 2028. Mas reconheceu uma lacuna incômoda: faltam mulheres no Podemos Mulher. Não é incapacidade, segundo ele — é falta de interesse em disputar. A sinceridade do presidente, pelo menos, não falta.
PRAZO É PRAZO
O secretário de Relações Legislativas, Dr. Waldomiro Bueno, procurou a coluna para corrigir o vereador Bira, que acusou a Prefeitura de perder o prazo para responder requerimentos. Segundo o secretário, Bira errou no ponto mais básico: o prazo não conta a partir do protocolo na Câmara, mas sim do momento em que o documento chega à Prefeitura. Regra simples, mas ignorada no discurso inflamado.
DIAS ÚTEIS, BIRA. NÃO DIAS DE FOLGA.
E teve mais: Waldomiro explicou que o prazo legal é de 15 dias úteis, não corridos. Enquanto isso, o requerimento ficou seis dias parado na Câmara (de 15 a 21) antes mesmo de ser enviado para o Executivo — ou seja, o cronômetro nem tinha começado. Na conta certa, quando Bira reclamou, a Prefeitura ainda tinha três dias úteis de sobra para responder. E respondeu dentro do prazo.
A FALA QUE CHATEOU
O secretário não disfarçou o incômodo: a crítica pública do vereador, baseada em datas mal calculadas, gerou desgaste desnecessário. Fica o registro… e o lembrete: antes de falar, é bom conferir o calendário.
A NOVELA DO 13º — CAPÍTULO FINAL
Depois de semanas de expectativa, debates, palpites, teorias da conspiração e muita ansiedade no grupo do zap dos servidores… acabou a novela! O SINDSPAM confirmou: a primeira parcela do 13º cai no dia 26 de novembro. Pode avisar o pessoal que já dá pra guardar o lenço — desta vez, o drama terminou com final feliz.
AGORA PODE SONHAR (E GASTAR)
Com a data definida, já tem servidor planejando renovar o guarda-roupa, pagar o IPVA adiantado ou — mais realista — quitar o cartão de crédito que venceu semana passada. Brincadeiras à parte, o reforço no orçamento chega em boa hora. Só não vale gastar tudo no mesmo dia, hein? Ou vale… cada um com sua emoção.
THIAGUINHO: O DISCURSO VEIO
Na sessão solene de sexta-feira (14), Thiaguinho de Jesus (MDB) surpreendeu: fez um discurso bonito, redondinho, daqueles que fazem até assessor levantar a sobrancelha e pensar “opa, agora vai!”. Se ele resolver discursar assim sempre, pode muito bem se tornar um dos grandes nomes da Câmara. Talento para falar ele tem — e não é pouco.
CORTA O CORDÃO QUE O BRILHO VEM
A única pendência é emocional: Thiaguinho precisa cortar o cordão umbilical e se equilibrar elogios com independência, vira um vereador de respeito — daquelas figuras que dão trabalho… mas do bom. É só ajustar a intensidade dos discursos e deixar o talento aparecer.
VEM AÍ A TUSCA!
Nos bastidores da TUSCA, enquanto atléticas afinam bateria e repassam o check-list, os comerciantes estão preocupados mesmo é com outra coisa: “quais escolas vão receber os participantes?”. A pergunta ecoa mais que hino universitário. Afinal, saber o alojamento é questão de sobrevivência econômica: quem vende água estoca água, quem vende salgado estoca salgado, e as rotisserias… ah, essas já parecem prontas para abastecer um batalhão. Sem falar nas tradicionais lojas de capa de chuva e galocha, que já colocaram o aviso na porta: “chuva? A gente previa.”
TUSCA NO PONTO E O COMÉRCIO AGRADECE
A semana começou com pré-vistoria — bombeiros, polícia, fiscalização — um combo completo. A organização garante que tudo está praticamente finalizado, e nesta terça sai a vistoria definitiva. Resultado? TUSCA a todo vapor. E, sinceramente, o comerciante respira aliviado. Com o movimento meio parado e o caixa mais vazio que alojamento no domingo de manhã, o evento chega como uma bênção para empurrar o comércio até a Black Friday e, finalmente, o Natal.
