A construção do novo bairro Santa Felícia II, na Avenida Bruno Ruggiero Filho, em São Carlos, vem gerando polêmica entre moradores da região. O empreendimento prevê 200 unidades habitacionais, fruto de uma iniciativa da Prefeitura Municipal em parceria com o Governo do Estado, com início das obras em 15 de novembro de 2025 e previsão de entrega para 15 de abril de 2027. O investimento total é de R$ 40.797.188,57.
O projeto ocupa a área onde anteriormente funcionava um parque no Jardim Santa Felícia, o que motivou questionamentos sobre a adequação da região para receber o novo bairro. Moradores argumentam que a área não possui infraestrutura suficiente, citando problemas recorrentes como falta de água, vagas insuficientes em creches e escolas, unidades de saúde sobrecarregadas, poucas áreas de lazer e falhas na segurança pública.
Apesar das controvérsias, a obra segue a todo vapor, com frentes de trabalho ativas e ritmo acelerado nas construções, mostrando o compromisso da Prefeitura em cumprir os prazos estabelecidos e entregar as unidades habitacionais no tempo previsto.
A repercussão levou moradores dos bairros Jardim Santa Felícia, Jardim Paraíso e de condomínios vizinhos a se manifestarem na sessão ordinária da Câmara Municipal de São Carlos, realizada em 20 de maio. Com cartazes exibindo frases como “Diga não ao CDHU” e “Resolva os problemas de infraestrutura do bairro”, eles pediram a revisão do projeto ou a implementação de melhorias antes da conclusão das obras.
Em resposta, a Prefeitura Municipal informou que a região receberá infraestrutura adequada, incluindo saneamento básico, educação, saúde e outras melhorias, para garantir que os futuros moradores não sejam prejudicados.
O assessor do prefeito Neto Donato (PP), João Batista Muller, em entrevista exclusiva ao Primeira Página, explicou, à época dos protestos, sobre uma possível mudança de local foram mal interpretadas. Segundo ele, “se conseguirmos outro local e houver viabilidade jurídica, pode haver mudança. Mas, se não houver autorização jurídica, a construção será mantida onde está previsto. Não há ninguém afirmando oficialmente que haverá mudança”.
O empreendimento faz parte do programa Minha Casa Minha Vida (Faixa 1), destinado a oferecer moradia própria a famílias de baixa renda, reforçando a intenção do governo municipal de ampliar o acesso à habitação social, mesmo diante das controvérsias levantadas pela população local.
