MICROFONE AMIGO
Edição especial do Primeira Página no Ar, ontem na São Carlos FM, virou praticamente prestação de contas ao vivo. Prefeito Netto Donato, deputado Maurício Neves e presidente do PP, Mariel Olmo, afinados — parecia mesa de sinuca: todo mundo jogando junto e sem bola fora.
NÚMEROS NA MESA
Quando a conversa entrou em milhões, ninguém gaguejou. Teve emenda citada, valor arredondado, complemento explicado e até projeção para 2026. Foi entrevista, mas com cara de auditoria — daquelas que dão orgulho.
ASFALTO COM VISÃO
Pavimentação no Embaré não foi vendida como tapa-buraco, mas como “vetor de crescimento”. Traduzindo: obra que vai sair do papel e o dinheiro já está na conta da prefeitura. Planejamento urbano e projeto pronto!
SAÚDE NÃO ESPERA
Na divisão do bolo, a saúde ficou com a fatia nobre. Cirurgia, exame e ortopedia entraram na lista antes de qualquer selfie em obra. Teve até frase de efeito: buraco incomoda, remédio não pode faltar. Difícil discordar do deputado Maurício Neves.
OBRA DE HISTÓRIA
Piscinão da Travessa 8 apareceu como promessa de peso pesado: R$ 150 milhões, reunião com governador e discurso de legado. Se sair do papel, vira obra; se não, vira lenda urbana. Por enquanto, está no campo da esperança com cronograma e cobrança política.
PEDAL DEMOCRÁTICO
Também passaram pela São Carlos FM, ontem, o secretário municipal de Esportes, Fernando Carvalho, o diretor de Esportes Comunitários, Marcos Amaro, e o ciclista e organizador do Bike Fest, Everson “Coxinha do Pedala”, que vem com selo “ninguém fica de fora”: vale bicicleta, patinete, patins, skate, caminhada e até pet no ritmo do dono. Se tiver roda — ou perna — tá valendo. Evento fitness sem frescura.
TRÊS EM UM
Eles contaram que o evento de domingo terá ciclofaixa pra família, passeio urbano pra quem quer aparecer na região central e MTB raiz pra quem gosta de poeira e subida. Um evento, três níveis de coragem. Cada um escolhe até onde aguenta sem postar desculpa depois.
KIT QUASE ESGOTADO
Oitocentos kits gratuitos e quase nenhum sobrando. Camiseta virou item disputado, mas a regra é clara: sem camisa, sem drama. O importante é pedalar — e doar. Solidariedade também entra no percurso.
RECESSO
Na primeira sessão do ano, o presidente Lucão Fernandes (PP) fez questão de esclarecer: o recesso foi só das sessões. Os gabinetes, segundo ele, estão abertos desde 5 de janeiro, com vereadores e assessores trabalhando firme e atendendo a população. Tradução: plenário em férias, campainha do gabinete tocando.
COMUNICAÇÃO
Lucão também elogiou o diretor de Comunicação da Câmara, José Augusto Santana, pelo trabalho à frente das redes sociais do Legislativo. E, convenhamos, o presidente tem razão: quando a comunicação funciona, até sessão vira conteúdo — e a Câmara fala com mais gente fora do plenário.
PONTO FACULTATIVO
O vereador Malabim (PRD) disparou: disse que boa parte da população não apoia os pontos facultativos e ainda jogou a conta alta do SAAE no colo deles. O alerta ficou dado — antes de decretar folga, é bom estudar bem o impacto. Porque ponto facultativo pra uns não pode virar serviço facultativo pra outros.
REUNIÃO
Promotor Flávio Okamoto, Prefeitura e representantes de órgãos públicos e privados se sentaram à mesa para a primeira reunião da Operação Corta-Fogo. Planejamento definido, calendário alinhado e aquela esperança clássica de que, desta vez, o fogo fique só na churrasqueira.
MOÇÃO
O vereador Bira Teixeira (PODEMOS) conseguiu aprovar uma moção de congratulações ao 38º BPM/I, na pessoa do Tenente-Coronel PM Cardeal, pela expressiva queda nos índices criminais. Quando o trabalho aparece nos números, até a oposição aplaude — nem que seja baixinho.
EXCLUSIVO
Informação exclusiva da coluna: o tradicional Cartório de Registro de Imóveis, que por décadas funcionou na rua Conde do Pinhal, deve mudar em breve para a região da Praça XV. Mudança de endereço, mas o carimbo continua firme.
ANIVERSÁRIO
Parabéns ao Vanderlei Criado de Jesus — ou, para os íntimos e para a cidade inteira, o famoso Delen. Saúde, paz, boas histórias pra contar e muitos anos de vida. Porque nome completo é documento; apelido é patrimônio popular.
