Na manhã deste sábado (7), um drone cortou o céu da região de Itirapina e revelou uma cena digna de cinema: uma extensa plantação de girassóis em plena floração, na Fazenda Paraíso, transformando o campo em um verdadeiro tapete dourado voltado para o sol.
Lá embaixo, o espetáculo não passou despercebido. Moradores da cidade e visitantes de municípios vizinhos foram atraídos pela imensidão das flores, que parecem dançar juntas ao ritmo da luz. Entre sorrisos, selfies e olhares admirados, o local virou ponto de encontro espontâneo — um turismo simples, gratuito e cheio de significado.
O Girassol
Cada girassol, ereto e luminoso, parece contar uma história antiga. Nativa da América do Norte, essa flor acompanha a humanidade há milhares de anos. Povos indígenas já a cultivavam muito antes da chegada dos europeus, utilizando suas sementes como alimento, remédio e até em rituais sagrados. Seu nome científico, Helianthus annuus, vem do grego e significa literalmente “flor do sol” — definição que combina perfeitamente com seu comportamento mais famoso: o heliotropismo, o movimento das flores jovens que acompanham o sol ao longo do dia.
Não é por acaso que o girassol carrega tantos simbolismos. Na mitologia grega, a ninfa Clítia foi transformada em flor após um amor impossível pelo deus-sol, passando a segui-lo eternamente pelo céu. Séculos depois, a planta cruzou oceanos, encantou a Europa, ganhou força na Rússia com a produção de óleo e, no fim do século XIX, chegou ao Brasil pelas mãos de imigrantes europeus.
Agora, em Itirapina, o girassol cumpre mais um de seus papéis: o de despertar emoção. A plantação não é apenas uma lavoura — é um convite à contemplação. Um lembrete silencioso de que a beleza também brota da terra, cresce com paciência e floresce quando encontra luz.
Por alguns instantes, quem passa por ali esquece a pressa, levanta o olhar e entende: às vezes, tudo o que a gente precisa é seguir o sol.
