Quarta-feira, 24 Janeiro 2018  05:39:38

“A música é meu ar e minha vida. Meu combustível”, diz Antonio Lavacca, músico de São Carlos

  • Escrito por  Siméia Casati

O Primeira Página conversou com o artista local Antonio Belforte Lavacca, que é licenciado em Música pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), mestrando em Rede Sociais e Vulnerabilidade na mesma instituição e também professor em escolas infantis. Além disso, Antonio Lavacca tem um projeto para crianças onde mescla contação de histórias, musicalização e percussão corporal, criando um ambiente lúdico, divertido e extremamente agradável.

Confira a seguir o bate-papo com o músico.

 1- Há quanto tempo você trabalha com música?

R: Trabalho profissionalmente com música há 17 anos.

 

3- Qual seu estilo musical?

R: Todos. Há poesia em qualquer gênero ou estilo.

 

2- No próximo dia 14/01 você se apresentará no São Carlos Clube para o público infantil. Seu público é somente público infantil ou você abrange outros públicos também?

 

R: Tento abranger a todos os públicos. Leciono aulas de violão para jovens e adultos. Trabalho em escolas, com alunos entre 2 aos 18 anos. Desde o ensino infantil até o ensino médio. Toco MPB noite adentro. Levo a música para onde eu posso (Risos).

 

5- Porque optou por focar nesse público nesse show?

R: As crianças sempre me trouxeram grande alegria e sinceridade. Todas elas fazem do meu cotidiano, a verdade que procuro. Dizem o que querem, pedem o que querem (ainda que muitas não possam ter. Infelizmente) A criança não tem preconceitos, nem muitas manias...são inteligentes e amorosas...optei por esse público por acreditar na educação e no afeto entre os Humanos.

 

6- O que espera passar para seu público?

R: Primeiramente, respeito. Cultura, amor e reflexão através da arte e da música. Depois: muita alegria e diversão.

 

7- O que é a música para você e qual a importância?

R: A música é meu ar e minha vida. Meu combustível. A importância da educação musical se concatena nos âmbitos que contemplam a socialização e o pertencimento. Para além disso, a música se justifica por ela mesma. Me ancoro sempre na filosofia da vida que vale a pena ser vivida. (Risos). Durante os shows e as aulas, esqueço dos problemas.

 

8- Você leciona para crianças também, né? Você leciona na área musical? Se vale disso para o ensino?

R: Sim. Há exatos 15 anos. Quando eu ainda também era uma criança (risos). Me valho extremamente da relação com elas. O universo lúdico é o meu universo. A brincadeira é a minha satisfação. Estruturo nas crianças toda a minha experiência docente. Elas me ensinam muito.

 

9- Você tem um projeto que mescla contação de história, musicalização e percussão corporal. Fale um pouco do projeto.

 

R: O projeto mescla elementos imaginários, com os quais chegamos até o mundo infantil. Trabalho com os sentidos: visão, audição, percepção corporal e a linguagem . Para trazer, por exemplo, escalas e arpejos e acordes: conto histórias e me utilizo de fantoches. Sempre intercalando a não seriedade com os conteúdos programados para aquela aula/show. A representação através de imagens, concretiza elementos e conceitos abstratos para àquela faixa etária: uma cobra que rasteja representa sons graves. Um pássaro que voa, sons agudos. Um relógio grande se associa ao andamento lento. Um pequeno, ao rápido e assim por diante...

Trabalhar com criança é reconhecer-se tal qual uma delas.

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