Victor Ohana/AE
As declarações ocorreram em sabatina da rádio CBN e dos jornais O Globo e Valor Econômico, nesta quarta-feira, 26. “Você tem o Senado Federal, por norma constitucional, a condição de chamar esse ministro, colocá-lo com tudo aquilo que é um conselho de ética, com todo o rito processual, e julgá-lo”, declarou.
Caiado continuou: “Eu, como presidente da República, saberei conversar com o presidente de cada poder, para não deixar deteriorar a democracia brasileira”.
Questionado se o impeachment de ministros do STF é um “remédio”, Caiado respondeu: “Lógico que é. É aquilo que se fala muito no interior: o pau que dá no Chico, dá no Francisco. Não tem impunidade para ninguém”.
Caiado, porém, ressaltou que a iniciativa deveria partir do próprio STF. “O Supremo é um colegiado. Por ser um colegiado, a primeira atitude tinha de partir de dentro do Supremo. O Conselho de Ética do Supremo tinha de se reunir e dizer: este comportamento não é compatível com quem tem autonomia de interpretar a Constituição”. Ele acrescentou: “Não fez. É um erro que não tem como explicá-lo”.
O ex-governador de Goiás também voltou a fazer um apelo de que o STF quebre o sigilo de processos relacionados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao banco Master e à Operação Carbono Oculto.








