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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 14, a segunda fase da Operação Compliance Zero, que mira suspeitas envolvendo o banco Master. Um dos alvos de busca e apreensão, pela segunda vez, é o banqueiro Daniel Vorcaro. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.
A PF cumpre 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Além de Vorcaro, a operação também realiza buscas contra a irmã dele, seu cunhado e um primo, todos suspeitos de envolvimento em operações financeiras fraudulentas do banco.
Essa ação busca aprofundar as suspeitas de irregularidades colhidas na Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro, que havia resultado na prisão do banqueiro.
O foco dessa nova fase é aprofundar as suspeitas de gestão fraudulenta do banco Master.
A operação tem como base as provas colhidas na primeira fase, que apurou suspeitas de irregularidades na operação de venda do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB). A partir dessas provas colhidas e de novas informações recebidas pelos investigadores, a PF deflagrou essa segunda fase.
CUNHADO
A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quarta-feira, 14, o empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, durante a deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero. A defesa dele ainda não havia se manifestado até a publicação desta nota.
Zettel foi preso de forma temporária porque tentava embarcar em um voo para os Emirados Árabes Unidos. A prisão foi realizada para impedir que ele saísse do país e deve ter duração de apenas um dia, com o objetivo de adotar outras medidas para evitar a fuga.
TANURE
A segunda fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal cumpre busca e apreensão também contra o empresário Nelson Tanure por causa da realização de operações financeiras usando fundos e corretoras ligadas ao Banco Master. A defesa de Tanure não foi localizada para se manifestar até o fechamento deste texto.
Essa nova fase se aprofunda em suspeitas de gestão fraudulenta do banco de Daniel Vorcaro, com base em informações fornecidas pelo Banco Central.
A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.
Para os investigadores, Vorcaro teria usado uma cadeia de diversos fundos de investimento para realizar operações financeiras fraudulentas, cujo objetivo final seria desviar recursos para si próprio e aliados.
Em nota, a defesa de Vorcaro comunicou que o banqueiro “tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes”.
A investigação aponta que Tanure também teria usado essa mesma estrutura financeira para realizar outras operações suspeitas.
O empresário havia sido denunciado pelo Ministério Público Federal no final do ano passado sob acusação do uso de informações privilegiadas no mercado financeiro.
Na ocasião, sua defesa até mesmo pediu que o caso fosse enviado ao STF por envolver uma corretora ligada ao Master.
COM A PALAVRA, A DEFESA DE DANIEL VORCARO
A defesa de Daniel Vorcaro informa que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que o Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência.
O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito. A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais.
