Um símbolo que resistiu ao tempo, mas não sobreviveu às mudanças. A árvore centenária localizada às margens da rodovia Professor Luís Augusto de Oliveira (SP-215), em Dourado, morreu e deixou um vazio que vai muito além da paisagem: atingiu a memória e o sentimento de toda uma cidade.
Durante décadas, ela foi mais do que uma árvore. Era ponto de referência, testemunha silenciosa de gerações e parte viva da identidade do município. Quem passava pela rodovia sabia: ali estava um pedaço da história de Dourado.
Nos últimos dias, a morte da árvore ganhou repercussão nas redes sociais e gerou questionamentos entre moradores. Muitos associam o declínio a uma poda realizada anteriormente, sob a justificativa de risco à pista. Desde então, segundo relatos, a árvore nunca mais foi a mesma.
O que se viu foi um processo lento e doloroso: ano após ano, a perda de força, o ressecamento, até chegar ao cenário atual — a morte definitiva.
As dúvidas permanecem no ar: houve estudo técnico? A intervenção teve aval de órgãos ambientais? Houve transparência em uma decisão que envolvia um patrimônio natural da cidade?
Mais do que respostas, fica a comoção. Porque não se trata apenas de uma árvore que morreu, mas de um símbolo que se foi.
“Hoje não perdemos apenas uma árvore. Perdemos um símbolo que jamais poderá ser substituído”, escreveu um morador.
Agora, o tronco seco que ainda resiste no local é um lembrete silencioso — de que quando a natureza perde, a história também perde junto.








