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Ativistas protestam contra mudança

A vereadora Raquel Auxiliadora liderou o movimento contra o Projeto de Lei (PL) 1.904/24, que equipara o aborto de gestação acima de 22 sema

21/06/2024 00h20 - Atualizado há 4 semanas Publicado por: Redação
Ativistas protestam contra mudança Foto: O grupo de manifestantes durante o protesto: contra mudanças na lei Foto: Fabio Piloto

Marco Rogério 

Um grupo de estudantes e ativistas de esquerda, principalmente mulheres, lideradas pela vereadora Raquel Auxiliadora (PT) realizaram uma manifestação na Praça do Mercado Municipal no final da tarde de ontem, 20, contra o Projeto de Lei (PL) 1.904/24, que equipara o aborto de gestação acima de 22 semanas ao homicídio.

OUTROS PROTESTOS – Na tarde do último sábado (15), a Avenida Paulista foi palco de mais um ato contra o Projeto de Lei (PL) 1.904/24, que equipara o aborto de gestação acima de 22 semanas ao homicídio. Foi o segundo ato de protesto realizado nesta semana na capital paulista contra o projeto que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados.

Por lei, o aborto, ou interrupção de gravidez, é permitido e garantido no Brasil nos casos em que a gestação decorreu de estupro da mulher, representa risco de vida para a mãe e também em situações de bebês anencefálicos, sem estabelecer um tempo máximo de gestação para o aborto.

“A gente mobilizou novamente este ato. Achamos que era essencial voltarmos no sábado aqui na Avenida Paulista para mostrar que o projeto é um absurdo. Enquanto esse projeto não for arquivado, as feministas não sairão das ruas”, disse Ana Luiza Trancoso, que faz parte do Coletivo Juntas e da Frente Estadual pela Legalização do Aborto.

Para as manifestantes, se aprovado, o projeto de lei afetará principalmente as crianças que são vítimas de estupros, cujos casos de abuso e gestações demoram a ser identificados, resultando em busca tardia aos serviços de aborto legal. Segundo o Fórum de Segurança Pública, 74.930 pessoas foram estupradas no Brasil em 2022. Desse total, 61,4% eram crianças que tinham até 13 anos. (com informações da Agência Brasil)

 

 

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