Do sufoco ao milagre

Bebê salvo pela PM recebe presentes em reencontro emocionante; Veja os vídeos

Momento fraterno, de empatia: Cap. Fernando Escrivani frente a frente com Bryan, a avó Michele e a mamãe Mayra/Ivan Lucas

O choro que dias atrás representava desespero, hoje ecoa como símbolo de vida, gratidão e recomeço. Na tarde desta segunda-feira, 13, o pequeno Bryan — o bebê de apenas 18 dias que foi salvo por policiais militares após se engasgar — recebeu a visita da Polícia Militar em sua casa, no CDHU da Vila Isabel, em São Carlos, em um reencontro marcado pela emoção e pela entrega de vários presentes, doados por policiais militares.

A cena foi completamente diferente daquela vivida na noite de 29 de julho, quando o silêncio quase tomou o lugar da vida.

Na ocasião, policiais militares da Rocam do 38º BPM/I, soldados Albuquerque e Souza, estavam em patrulhamento pelo bairro quando foram surpreendidos pelo desespero da família. Bryan estava engasgado, sem conseguir respirar, já sem reação.

Sem hesitar, os policiais iniciaram imediatamente as manobras de desobstrução das vias aéreas. Foram segundos decisivos, em uma corrida contra o tempo.

Até que veio o som mais esperado: o choro.

Bryan voltou a respirar — e a viver.

Reencontro que emocionou

Dias depois, o retorno dos policiais ao local transformou tensão em alegria. Durante a visita, além do reencontro com a família, os agentes levaram presentes ao bebê, gesto que simbolizou não apenas o alívio pelo desfecho positivo, mas também o vínculo criado naquele momento tão delicado.

O comandante da Força Tática do 38º BPM/I, capitão Fernando Escrivani, destacou a emoção da equipe ao rever a criança com saúde.

“É uma sensação que não dá pra mensurar. No dia a dia, muitas vezes a gente não vê diretamente o resultado do nosso trabalho. Aqui, a gente vê. Ver o Bryan bem, estar com a família, trazer esse carinho… isso não tem preço.”

Ele também reforçou a importância do acionamento da Polícia Militar em situações de emergência: “A população pode ligar no 190. A gente vai fazer o que for necessário.”

Ele já estava roxinho”: o desespero que virou gratidão

A avó Michele, emocionada, relembrou os momentos de tensão e fez questão de agradecer.

“É uma honra. Primeiro a Deus, depois a eles. Se não fosse a Polícia Militar, eu não sei onde meu neto estaria hoje.”

A lembrança ainda dói — mas agora vem acompanhada de alívio.

“Ele já estava roxinho. A gente não tinha pra onde correr. Quando eles chegaram, foi tudo muito rápido. Só sei que salvaram meu neto. Hoje é só gratidão. De coração.”

A vida venceu

Nos braços da mãe, Mayra Marina de Oliveira, cercado pela família e pelos presentes recebidos, Bryan hoje representa o que há de mais valioso: a vida.

Uma história que começou com desespero, passou por coragem e terminou em esperança — deixando em São Carlos a certeza de que, às vezes, segundos fazem toda a diferença.

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