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Dia Mundial do Vitiligo: Dermatologista explica causa, sintomas e cuidados

Segundo a dermatologista, Cíntia Bimbato M Paiva, existe uma predisposição genética

17/06/2024 10h19 - Atualizado há 1 mês Publicado por: Redação
Dia Mundial do Vitiligo: Dermatologista explica causa, sintomas e cuidados

O Dia Mundial do Vitiligo, celebrado nesta terça-feira (25 de junho), promove a conscientização sobre o tema, destacando que o entendimento errôneo de que o vitiligo é contagioso contribui para a discriminação dos pacientes. O vitiligo é uma manifestação não contagiosa, autoimune e que pode ser causada por diversos fatores. Embora as causas não sejam totalmente esclarecidas pela comunidade científica, o surgimento pode estar relacionado a uma predisposição genética.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, fatores externos podem contribuir para o aparecimento ou agravamento das manchas que decorrem da perda gradativa da pigmentação devido à formação de linfócitos T que destroem os melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina no organismo.

Segundo a dermatologista, Cíntia Bimbato M Paiva, existe uma predisposição genética: cerca de 30 a 40% dos indivíduos com diagnóstico de vitiligo conseguem identificar um histórico familiar. “Como qualquer doença autoimune, não sabemos exatamente o fator que a desencadeia. Pode ser uma infecção ou estresse emocional, como a perda de um parente ou mudança de cidade”, explica.

“Os sinais costumam aparecer, em média, aos 24 anos. No Brasil, 0,5% da população manifesta a condição, enquanto na China esse percentual chega a 0,1% e na Índia a 5%”, afirma a dermatologista. Cíntia explica que em geral, os pacientes com vitiligo apresentam como sintoma apenas as manchas brancas na pele. Em alguns casos, pode haver sensibilidade e dor na área das lesões. O diagnóstico deve ser realizado por dermatologistas durante a consulta clínica.

“O diagnóstico clínico é feito, a princípio, a olho nu, apenas com o auxílio de uma lâmpada especial. Quando há dúvidas, é realizada biópsia das lesões, já que as manchas do vitiligo podem se confundir com as de outras doenças de pele, como a micose fungoide hipocromiante ou lúpus discoide”, diz a especialista.

A médica afirma que as manchas não apresentam sinais como irritação ou coceira. Além disso, a doença não provoca outros sintomas, como adoecimento ou perda de função. “Os lugares mais comuns são ao redor dos olhos, nas pálpebras, perto da boca e nos genitais. As manchas também podem aparecer nas extremidades, nas mãos e nos pés, embora possam acontecer em qualquer lugar”, explica Cíntia.

O vitiligo não tem cura, mas tem controle. Abordagens terapêuticas podem ser utilizadas a partir da avaliação do perfil do paciente pelo dermatologista.“Com a ajuda médica, fazendo uso de medicamento e terapias reconhecidos cientificamente, alguns pacientes podem repigmentar a áreas afetadas ou mesmo despigmentar o corpo por inteiro”, afirma Cíntia.

Além do tratamento, os pacientes devem seguir uma rotina de cuidados que envolve principalmente a prevenção à exposição das áreas afetadas ao sol. As orientações incluem o uso de protetor solar (com fator de proteção acima de 50), além de roupas e acessórios como chapéus e bonés que protejam a pele. “Os pacientes dessa condição têm uma maior tendência de envelhecimento na pele, em especial nas áreas despigmentadas, além de maior propensão a sentir os efeitos de ‘queimaduras’ no local por conta de exposição excessiva ao sol”, finaliza a dermatologista.

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