O Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar) reforça, durante o Agosto Branco, mês dedicado à conscientização, prevenção e combate ao câncer de pulmão, a importância do diagnóstico precoce da doença. Vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), por meio da Rede HU Brasil, o hospital realiza **diagnósticos radiológicos e biópsias para a detecção do câncer de pulmão pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A campanha também marca o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Pulmão, celebrado em 1º de agosto. A doença é o terceiro tipo de câncer mais frequente entre os homens e o quarto entre as mulheres no Brasil, desconsiderando o câncer de pele não melanoma, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
De acordo com o médico cirurgião torácico do HU-UFSCar/HU Brasil, Getúlio Pinheiro Lopes Ferraz, um dos principais desafios está no fato de que os sintomas geralmente aparecem quando a doença já está em estágio mais avançado.
Entre os sinais mais frequentes estão tosse persistente, eventualmente acompanhada de sangue, perda de peso sem causa aparente, falta de apetite e falta de ar progressiva. Por isso, o especialista destaca a importância do rastreamento para identificar a doença em fases iniciais.
A recomendação atual da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (SBCT), da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) é que pessoas entre 50 e 80 anos, fumantes ou ex-fumantes que tenham deixado o hábito há até 15 anos e com carga tabágica de pelo menos 20 anos-maço sejam avaliadas para rastreamento por meio de tomografia computadorizada de baixa dose do tórax.
A carga tabágica é calculada considerando a quantidade de maços consumidos por dia e o número de anos em que a pessoa fumou. O diagnóstico precoce pode ampliar as possibilidades de tratamento e, em determinados casos, aumentar as chances de cura, inclusive com procedimentos como cirurgia ou radioterapia.
Tratamento individualizado
Após a confirmação do câncer, é necessário realizar o diagnóstico histológico e o estadiamento da doença, para verificar se o tumor está restrito ao pulmão ou se existem focos em outros órgãos.
Segundo Ferraz, quando a doença está localizada, entre as possibilidades de tratamento estão a ressecção cirúrgica e a radioterapia estereotáxica corporal (SBR). A escolha depende das condições clínicas de cada paciente, incluindo a existência de outras doenças e a capacidade pulmonar.
O especialista ressalta que os tratamentos oncológicos são atualmente definidos de maneira individualizada, levando em consideração as características da doença e as condições de saúde do paciente.
Tabagismo é o principal fator de risco
O tabagismo continua sendo o principal fator de risco para o câncer de pulmão. Segundo o INCA, cerca de 85% dos casos diagnosticados estão associados ao consumo de derivados do tabaco.
Por isso, evitar o cigarro ou interromper o consumo é uma das principais medidas de prevenção. Outros fatores também podem estar relacionados à doença, como histórico familiar, situação que merece acompanhamento médico, especialmente com pneumologista.
Além da prevenção específica, hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física, contribuem para melhores condições gerais de saúde e podem ajudar o paciente a enfrentar o tratamento caso a doença seja diagnosticada.
Neste Agosto Branco, o HU-UFSCar reforça, portanto, a importância da prevenção, do acompanhamento médico e do diagnóstico precoce, além de oferecer pelo SUS exames que auxiliam na identificação do câncer de pulmão.








