Ao recordar 2025 no Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP), fazemos isso não apenas como observadores, mas como integrantes da equipe da Assessoria de Comunicação (AC), que acompanhou de perto a construção da ciência, sua discussão e, sobretudo, sua tradução para a sociedade.
O ano foi marcado por avanços científicos relevantes e por um esforço contínuo de transformar conhecimento altamente especializado em informação acessível, compreensível e socialmente útil. O trabalho da AC ao longo de 2025 consistiu em atuar como ponte: entre laboratórios e cidadãos, entre artigos científicos e notícias, entre pesquisadores e o público que, muitas vezes sem perceber, é diretamente impactado por essas descobertas. O IFSC/USP ofereceu terreno fértil para esse exercício diário de comunicação científica.
Um dos destaques do ano foi a consolidação de pesquisas em nanotecnologia aplicada à saúde. A AC acompanhou a criação de centros, o desenvolvimento de protótipos e a articulação entre físicos, médicos e empreendedores. Nosso desafio foi explicar como nanomateriais e estruturas invisíveis a olho nu podem resultar em diagnósticos mais precoces, terapias mais precisas e tratamentos menos invasivos. Ao traduzir esses avanços em reportagens, ficou claro o potencial real da ciência produzida no IFSC/USP para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Outro tema recorrente em 2025 foram os avanços em sensores de alta sensibilidade, baseados em metassuperfícies e novos materiais. As pesquisas não se restringem à física fundamental: tratam-se de tecnologias capazes de identificar patógenos, poluentes ambientais e biomarcadores de doenças em concentrações extremamente baixas. A cobertura jornalística buscou explicar, em linguagem clara, como a ciência pode antecipar riscos, economizar tempo e salvar vidas.
Também acompanhamos pesquisas em fotônica e eletrônica avançada, que apontam para dispositivos mais eficientes, sensores mais precisos e aplicações industriais promissoras. Ao narrar essas histórias, a AC destacou o impacto social: fortalecimento da indústria nacional, geração de empregos qualificados e inovação tecnológica produzida no Brasil, dentro de uma universidade pública.
A pauta de energia limpa ganhou espaço especial em 2025, com projetos voltados ao desenvolvimento de tecnologias para produção de hidrogênio verde, capazes de utilizar a luz solar de forma mais eficiente. Nosso papel foi contextualizar esses estudos frente aos desafios climáticos globais, mostrando que a pesquisa desenvolvida no IFSC/USP não se limita ao presente, mas aponta caminhos para um futuro energético mais sustentável.
O aspecto mais significativo do ano, porém, foi perceber que a ciência produzida no Instituto de Física de São Carlos não permanece restrita aos muros da universidade. Cobrimos prêmios, parcerias com micro e pequenas empresas, soluções inovadoras que chegaram ao mercado e iniciativas que aproximaram a pesquisa acadêmica do cotidiano das pessoas. Cada texto publicado reforçou uma convicção: ciência que não é comunicada corre o risco de não cumprir plenamente sua função social.
Como jornalistas institucionais, 2025 reafirmou a importância estratégica da comunicação científica. Não se trata apenas de divulgar resultados, mas de explicar processos, contextualizar descobertas, ouvir pesquisadores e considerar o olhar do cidadão comum. É nesse diálogo que a ciência ganha sentido público e se transforma em política, inovação, saúde e desenvolvimento.
Encerrando este balanço, 2025 foi um ano em que o IFSC/USP avançou significativamente na produção de conhecimento científico de impacto — e a AC teve o privilégio de registrar, narrar e dar voz a essas conquistas. Ao contar essas histórias, a equipe reforçou o compromisso da universidade pública de São Carlos com a sociedade que a sustenta. (Equipe AC-IFSC/USP – Rui Sintra / Ricardo Rehder / Adão Geraldo / Maria Zilda Lima)
