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Justiça suspende derrubada das casas

As habitações seriam demolidas com ordem judicial a partir de segunda-feira, 1 de julho

27/06/2024 19h48 - Atualizado há 4 semanas Publicado por: Redação
Justiça suspende derrubada das casas Na tarde de ontem os moradores protestaram contra a decisão judicial de reintegração de posse - FOTO: Marco Rogerio

Marco Rogério 

No final da tarde de hoje foi concedida uma liminar pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que suspende a demolição das casas no bairro rural Recanto das Oliveiras, onde residem cerca de 40 famílias.

As habitações seriam demolidas com ordem judicial a partir de segunda-feira, 1 de julho. Existia a possiblidade de ser utilizada a tropa de choque da Polícia Militar, especializada em desocupações de áreas invadidas e até mesmo o helicóptero Águia da PM de Ribeirão Preto.

O processo é de 2007, a sentença saiu em 2010 e um acordão confirmando todas as decisões foi publicado em 2013. Todos os moradores do local foram notificados da situação e comunicados de que devem deixar o local.

No início da tarde de hoje, quinta-feira, 27 de junho, um grupo de moradores do bairro rural esteve realizando um protesto em frente ao Fórum Cível de São Carlos para protestar contra a decisão judicial e a possível destruição das habitações.

Um dos moradores criticou a Justiça e também a Promotoria. Ele afirmo que não houve invasão e que todos os moradores do local pagaram pela terra onde moram. Além disso, disse que mesmo se forem morar em algum núcleo habitacional, terão prejuízos, pois não poderão continuar criando animais como galinhas e cavalos.

“Estamos protestando porque estamos sofrendo uma grande injustiça por parte do promotor e do juiz. Queríamos deles um tempo de 12 meses para que possamos nos mudar para outros lugares. Queremos ficar lá, se não for possível queremos um prazo compatível para deixarmos o local. A Justiça já convocou tropa de choque e etc. como se fôssemos bandidos e não moradores que pagaram pela sua terra. Eu pergunto ao promotor: se ele defende mesmo o meio ambiente porque se preocupa com uma área com 20 famílias e não faz nada com relação a uma fazenda de 500 alqueires e que está tomada de eucapliptos”, afirmou Silvani Ferreira Gomes, morador do local há 20 anos.

O promotor de Justiça Flávio Okamoto confirma esta informação e garante que ninguém está sendo pego de surpresa. Ele ressalta que os moradores do local sabem há pelo menos sete anos que terão deixar o local. O “bairro rural” que se formou no local faz parte da Fazenda Tupy, de propriedade do empresário e atual prefeito de São Carlos, Airton Garcia Ferreira.

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