Indignados

Morador cria abaixo-assinado e cobra mais segurança em passagens de trem em Itirapina

Motoristas, enfileirados, aguardam comboio passar pela linha férrea: horário de pico em Itirapina/Divulgação

Uma mobilização popular liderada por um morador de Itirapina busca chamar a atenção para um problema antigo que, segundo ele, vem se agravando com o passar dos anos: a falta de segurança nas passagens em nível das ferrovias que cortam a cidade.

O pedreiro Lázaro Tadeu Franco de Souza, de 56 anos, conhecido como *Lazinho*, nascido e criado no município, iniciou um abaixo-assinado para reivindicar medidas urgentes, como a instalação de cancelas e sistemas de monitoramento nos cruzamentos ferroviários.

Segundo Lazinho, a iniciativa surgiu após anos de transtornos enfrentados pela população e, principalmente, pelo aumento recente no número de acidentes. Ele cita, inclusive, um caso com vítima fatal ocorrido há cerca de dois meses.

Atualmente, Itirapina possui duas linhas férreas que cortam a cidade, ambas sem cancelas nas passagens em nível. De acordo com o morador, o crescimento populacional, o aumento da frota de veículos e a intensificação do transporte ferroviário agravaram ainda mais a situação, especialmente nos horários de pico.

“Hoje a gente vive um transtorno diário. Isso afeta todo mundo: trabalhadores, famílias, ambulâncias, viaturas policiais. Já passou do limite”, afirma.

Lazinho relata ainda situações de risco extremo, como a de um ônibus escolar que teria ficado parado sobre os trilhos com crianças dentro, devido ao trânsito travado.

A principal reivindicação do abaixo-assinado é que a empresa responsável pela ferrovia implemente medidas imediatas de segurança, como:

* instalação de cancelas automáticas nas passagens;

* implantação de câmeras de monitoramento;

* fiscalização para coibir imprudências, como motoristas que atravessam mesmo com a aproximação de trens.

Segundo ele, a solução ideal seria a construção de um viaduto — obra que, de acordo com o morador, chegou a ser cogitada no passado —, mas que não avançou. Diante disso, a cobrança atual é por alternativas mais rápidas e viáveis.

O documento com as assinaturas será entregue pessoalmente até o dia 10 de agosto à empresa RUMO responsável pela ferrovia. Caso não haja resposta concreta, Lazinho afirma que já articula uma manifestação pacífica.

“A gente não quer briga política. Quer segurança. Se não houver retorno, vamos organizar uma mobilização no dia 7 de setembro para mostrar a insatisfação da população”, destaca.

O morador reforça que a iniciativa é independente e não possui vínculo com grupos políticos, sendo motivada exclusivamente pela preocupação com a segurança e o direito de ir e vir da população.

A mobilização já começa a ganhar adesão entre moradores, que convivem diariamente com os riscos nas travessias e esperam por uma solução antes que novos acidentes voltem a acontecer.

A petição pode ser acessada pelo link: https://c.org/tHfgZg66fK.

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