Os amantes do cinema brasileiro têm um encontro marcado neste sábado, 22, em São Carlos. O Cineclube CDCC realiza, às 20h, uma sessão gratuita de “A Mulher de Todos”, filme dirigido por Rogério Sganzerla e lançado em 1969, considerado uma das obras marcantes do chamado cinema marginal brasileiro.
A exibição acontece no Auditório do Centro de Divulgação Científica e Cultural da USP São Carlos (CDCC-USP), na Rua Nove de Julho, 1.227. A entrada é gratuita e não é necessário retirar ingressos antecipadamente: basta comparecer ao local.
Com 93 minutos de duração, A Mulher de Todosapresenta uma narrativa provocadora para sua época e explora, de maneira irreverente, o arquétipo da chamada *femme fatale*, confrontando padrões de comportamento e valores morais presentes na sociedade brasileira do final dos anos 1960.
Uma personagem que desafia convenções
O filme acompanha Ângela Carne e Osso, personagem interpretada por Helena Ignez, que viaja para a chamada Ilha dos Prazeres. No local, ela estabelece relações com diferentes homens, enquanto seu marido, Doktor Plirtz, contrata um detetive para investigar sua infidelidade.
A protagonista é construída como uma personagem que rompe com expectativas tradicionais e conduz a narrativa por meio de relações marcadas pela sedução, pelo humor e pela provocação.
Além de Helena Ignez, o elenco reúne nomes como Jô Soares, Stênio Garcia e Paulo Villaça.
Dirigido por Rogério Sganzerla, o longa integra um período de intensa experimentação estética e narrativa do cinema brasileiro. A obra utiliza o humor e a provocação para questionar comportamentos e convenções, características que ajudaram a marcar o cinema marginal.








