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Sala São Paulo comemora 25 anos com concerto histórico

Público poderá assistir a Sinfonia nº 2 – Ressurreição, de Mahler, peça que marcou a inauguração do prédio, em 9 de julho de 1999

11/07/2024 05h44 - Atualizado há 1 semana Publicado por: Redação
Sala São Paulo comemora 25 anos com concerto histórico Foto: Governo de SP

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo apresentou concertos nos dias 4, 5, 6 e 9 de julho em comemoração aos 25 anos da Sala São Paulo. A sala, que foi o primeiro espaço de concertos do Brasil, foi inaugurada em 9 de julho de 1999 com a execução da Sinfonia nº 2 – Ressurreição, de Mahler. Essa mesma obra retorna agora ao palco. O prédio é, hoje, casa da Osesp, e uma importante instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

A regência ficou a cargo de Thierry Fischer, acompanhado pela soprano Camila Provenzale e a mezzo Luisa Francesconi. Também participam o Coro da Osesp  – que completa 30 anos em 2024 –, o Coral Paulistano e o Coro Acadêmico da Osesp.

“A Sala conta a história de São Paulo. Ele guarda informações valiosas sobre arquitetura e as transformações políticas, econômicas e culturais do nosso estado. Localizada no Complexo Cultural Júlio Prestes, ela é a mais moderna sala de concertos da América Latina e uma das melhores do mundo, com uma acústica excepcional. Além disso, é casa da Osesp, uma das mais valorosas instituições culturais do país, recebendo artistas e grupos nacionais e internacionais com um forte compromisso com a educação musical, oferecendo programas educativos e concertos didáticos que alcançam milhares de jovens e adultos. Além de promover e democratizar o acesso à música clássica, a Sala também contribui para a valorização cultural e turística da região, atraindo visitantes e fomentando a economia local”, salientou a secretária da pasta, Marília Marton.

O público assistirá a peça composta entre 1888 e 1894, mas a Sinfonia nº 2 – Ressurreição, de Mahler, ganhou sua versão final em 1910. Grandiosa, com cerca de 80 minutos de duração e cinco movimentos, explora o tema da morte e da ressurreição e, como as demais sinfonias do compositor, é um elo entre a tradição romântica e as novas linguagens do século XX. É nela que Mahler, pela primeira vez, utiliza a voz humana numa sinfonia, clímax da peça.

Mais acessibilidade

Também foi inaugurada no Hall Principal da Sala São Paulo uma maquete tátil da Sala de Concertos. O projeto busca criar um sistema de orientação e identificação de espaços para pessoas com deficiência visual e com baixa visão. Será possível entender melhor as dimensões do prédio e sua arquitetura única — aspectos que hoje são explicados apenas com palavras.

A história da Sala

Cartão postal da cidade, a Sala São Paulo tem uma história rica e fascinante. Inaugurada no dia 9 de julho de 1999, mesma data em que foi tombada como patrimônio histórico pelo Conselho Estadual de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), originalmente, o edifício era a Estação Júlio Prestes, construída entre 1926 e 1938 para ser a sede da Estrada de Ferro Sorocabana, que transportava café pelos trens até o Porto de Santos. A estação foi um símbolo da riqueza gerada pelo café para o Brasil na época.

O prédio possuía características ideais para abrigar a sala de concertos e ser a nova sede da Sinfônica do Estado. Além do foyer da entrada, dois halls auxiliares e um grande salão central, a sala tem 10 mil metros quadrados por andar e pé-direito de 24 metros, criando o ambiente perfeito para a acústica necessária em concertos. Além disso, os ornamentos formam reentrâncias na superfície das paredes, que contribuem muito para a melhor distribuição do som.

Parte do projeto de revitalização do centro da cidade, o antigo jardim de inverno francês deu, então, lugar a um dos melhores espaços de concerto do mundo. Além das apresentações, a sala oferece visitas monitoradas acessíveis, permitindo que os visitantes conheçam mais sobre a história e a arquitetura do local.

Já se apresentaram na sala grandes artistas de renome, da própria Orquestra, e da música erudita, como Yo-Yo Ma, Martha Argerich, Joshua Bell, Lang Lang, Philippe Jaroussky, entre outros; mas também da Música Popular Brasileira, como Paulinho da Viola, Gal Costa, Arnaldo Antunes, Lenine, Erasmo Carlos, Alcione, Gilberto Gil, Vanessa da Mata e muitos mais.

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