ARTIGO

Trabalho e renda: São Paulo em ritmo acelerado

Jorge Lima*

Em um país que tenta equilibrar ritmo econômico e inclusão social, São Paulo reafirma, em 2026, seu papel de protagonista nacional na geração de emprego e renda. O Estado não apenas concentra grande parte das vagas abertas no Brasil, como também tem investido em políticas públicas que aproximam trabalhadores das demandas reais do mercado. O reflexo desse movimento aparece nos números consistentes de empregabilidade e na expansão de oportunidades em setores estratégicos.

O levantamento anual Empregos em Alta, divulgado pelo LinkedIn, confirma a direção tomada pela economia paulista: inovação, qualificação técnica e ampliação de serviços essenciais. Entre os cargos que mais cresceram nos últimos três anos estão engenheiro(a) de Inteligência Artificial, auxiliar de enfermagem e planejador(a) financeiro, profissões diretamente conectadas às transformações tecnológicas e às novas exigências de produtividade. Também integram a lista ocupações ligadas a dados, energia, agronegócio, logística e infraestrutura, áreas nas quais São Paulo tradicionalmente exerce forte protagonismo.

Nesse contexto, a diretriz do governador Tarcísio de Freitas à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) segue uma lógica clara: preparar trabalhadores para um mercado cada vez mais competitivo e conectar quem busca emprego a oportunidades reais. Ferramentas como o Portal Trampolim e a rede dos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs) mostram como políticas públicas ganham eficiência quando combinam tecnologia, capilaridade e foco em resultados. Desde o início da gestão, foram mais de 1,3 milhão de empregos formais gerados no estado, o que demonstra São Paulo na direção certa.

Para se ter uma ideia, atualmente, os PATs reúnem mais de 18 mil vagas abertas em todas as regiões do estado. Na construção civil, a demanda crescente por mão de obra qualificada segue pressionando o setor. Em logística e supermercados, o volume de vagas também se mantém elevado, reforçando a vitalidade dessas atividades no cotidiano paulista. No campo da tecnologia, a urgência é evidente: segundo a Brasscom, estima-se déficit anual de 106 mil profissionais de Tecnologia da Informação e Comunicação entre 2021 e 2025, um total de 530 mil postos não preenchidos no período. São dados que demonstram a necessidade de formação consistente para acompanhar esse ritmo.

É aqui que a qualificação profissional se torna peça central. O Trampolim (www.trampolim.sp.gov.br) tem se consolidado como referência ao oferecer cursos gratuitos, presenciais e remotos do programa Qualifica SP, para candidatos que ainda não possuem a capacitação técnica exigida pelas empresas nos mais variados setores no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, a plataforma reúne vagas de trabalho se tornando ponte entre candidatos e empresas, ou seja, aproximando quem quer trabalhar de quem precisa contratar. Ao ampliar o acesso às oportunidades, o Estado não apenas movimenta emprego e renda, mas sustenta um ambiente econômico mais competitivo, inclusivo e preparado para os desafios no setor produtivo.

 

 

*Jorge Lima, secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de SP.

 

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