Sergio Neto/AE
A crise no São Paulo parece não ter fim. Depois de uma temporada melancólica, em que não colheu títulos e colecionou jogadores no departamento médico, o ano de 2025 ainda reservou seus últimos dias para expor uma crise política sem precedentes no clube. Um novo ano se iniciou em 2026 e parece que os problemas só aumentaram. Neste domingo (11), após a derrota para o Mirassol na estreia do Paulistão, o técnico Hernán Crespo admitiu a situação delicada, mas trabalha para que os problemas externos não atrapalhem dentro de campo.
“Jogar um jogo oficial e não ter lesionados, é uma coisa positiva”, avaliou o treinador argentino após a partida. “Eles mereceram. Acho que o resultado é maior do que o jogo apresentou Mas eles mereceram a vitória”, completou.
Depois, Crespo foi perguntado em coletiva de imprensa sobre os problemas políticos do clube. Especialmente na figura do presidente Júlio Casares, que está sendo o centro de uma série de polêmicas e passará por votação de impeachment na próxima sexta-feira (16).
“No aspecto político, é um momento muito sensível. Tenho a obrigação de cuidar e proteger o time, que é o São Paulo. No final do dia, o São Paulo é maior que todos nós juntos. Meu trabalho é tentar proteger o time, tentar proteger o São Paulo, sabendo perfeitamente, porque falo com a diretoria que precisamos de reforços. Foram embora muitos jogadores”, analisou Crespo, em movimento de proteger seus comandados.
Sobre a chegada de reforços, Crespo disse que estabelece contato com a direção para uma movimentação no mercado da bola. “A diretoria sabe, está trabalhando nisso. Temos de analisar as possibilidade de reforços para conseguir ajudar o time. Mas é uma situação difícil, e todo mundo sabe.”
O São Paulo foi o único time considerado grande no Estado que não venceu sua partida de estreia no Paulistão 2026. O time tricolor volta a entrar em campo na próxima quinta-feira (15) contra o São Bernardo, no MorumBis.
