AE/O Estado de S. Paulo*
O Pentágono apresentou sua primeira estimativa pública do custo da guerra até o momento. O valor: US$ 25 bilhões (mais de R$ 125 bilhões). Os dados foram divulgados durante o depoimento do Secretário de Defesa Pete Hegseth e do General Dan Caine Congresso americano sobre a guerra no Oriente Médio.
A sabatina de Hegseth ocorreu em um momento em que as negociações de paz com Teerã chegaram a um impasse.
O secretário de Defesa, que é criticado pela oposição democrata devido à falta de informações fornecidas sobre o conflito, respondeu a perguntas de membros da Comissão de Serviços Armados da Câmara.
Os democratas pressionaram Hegseth sobre a guerra, questionando o que ela alcançou. O secretário atacou os críticos do governo Trump, dizendo que o “maior adversário” das forças armadas americanas são as “palavras ineficazes e derrotistas” dos democratas e de alguns republicanos no Congresso.
O pedido orçamentário do Pentágono, de US$ 1,45 trilhão – aumento de aproximadamente 40% em relação ao orçamento deste ano, é também tema da audiência. Hegseth insistiu que o gasto era necessário para colocar a base industrial do Pentágono em “estado de guerra”.
Em reunião com executivos da indústria petrolífera, presidente Donald Trump disse que considera manter o bloqueio naval aos portos iranianos por meses, se for necessário.
Durante um jantar de Estado na Casa Branca, Trump afirmou ao rei Charles III que Teerã havia sido “derrotada militarmente”. O porta-voz das Forças Armadas iranianas, Amir Akraminia, no entanto, declarou à televisão estatal momentos depois que a República Islâmica não considera “a guerra encerrada” e que Teerã “não confia nos Estados Unidos”.
A proposta mais recente de Teerã, transmitida pelo mediador Paquistão e discutida por Trump e seus assessores em uma reunião, estabelece pontos inegociáveis, as chamadas “linhas vermelhas’, que incluem o programa nuclear iraniano e o Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias Fars.
Informações indicam que o plano também exigiria que Teerã reduzisse o controle sobre o canal marítimo e que Washington suspendesse o bloqueio aos portos iranianos enquanto as negociações mais amplas continuam.
*Com informações de agências internacionais.








