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Putin manda navios de guerra e submarino nuclear a Cuba para exercícios militares

A fragata principal, adornada com as bandeiras russa e cubana, foi recebida com uma salva de 21 canhões em Havana

13/06/2024 15h36 - Atualizado há 1 mês Publicado por: Redação
Putin manda navios de guerra e submarino nuclear a Cuba para exercícios militares Foto – Arte – JornalPP

Reportagem – Estadão Conteúdo

Uma frota de navios de guerra da Rússia chegou a Cuba na quarta-feira, 12, paras exercícios militares no Mar do Caribe. O comboio é formado por uma fragata, um submarino nuclear, um navio petroleiro e um rebocador de resgate. Analistas avaliam o ensaio, a pouco mais de 100 quilômetros da costa americana, uma projeção de força à medida que crescem as tensões sobre o apoio ocidental à Ucrânia.

A fragata principal, adornada com as bandeiras russa e cubana, foi recebida com uma salva de 21 canhões em Havana. Os marinheiros russos a bordo do navio se posicionaram em formação militar ao se aproximarem da ilha. Alguns residentes cubanos pararam para tirar fotos dos navios que chegavam.

Autoridades americanas dizem que os navios russos devem permanecer na região até setembro e, possivelmente, também devem parar na Venezuela.

Aliança de longa data

A Rússia é uma aliada de longa data da Venezuela e de Cuba. Desde os tempos de Fidel Castro e Hugo Chávez, seus navios de guerra e aeronaves têm feito incursões periódicas no Caribe. O exercício atual, no entanto, ocorre depois de o presidente Joe Biden autorizar a Ucrânia a usar armas americanas para atacar alvos dentro da Rússia. Isso fez com que o líder russo Vladimir Putin sugerisse que seus militares poderiam responder com “medidas assimétricas” em outras partes do mundo.

“Acima de tudo, os navios de guerra são um lembrete para Washington de que é desagradável quando um adversário se intromete em seu país vizinho”, disse Benjamin Gedan, diretor do Programa para a América Latina do Wilson Center, um think tank com sede em Washington. “Isso também lembra aos amigos da Rússia na região, incluindo os antagonistas dos EUA, Cuba e Venezuela, que Moscou está do lado deles.”

Embora a frota inclua um submarino de propulsão nuclear, uma autoridade sênior do governo Biden disse que a comunidade de inteligência determinou que nenhuma embarcação está transportando armas nucleares. A autoridade, que falou sob condição de anonimato para fornecer detalhes que não haviam sido anunciados publicamente, disse que os destacamentos da Rússia “não representam uma ameaça direta aos Estados Unidos”.

Os navios russos ocasionalmente atracam em Havana desde 2008. Em 2015, um navio de reconhecimento e comunicações chegou sem aviso prévio a Havana um dia antes do início das discussões entre autoridades americanas e cubanas sobre a reabertura das relações diplomáticas.

Sem risco imediato

Um porta-voz do Departamento de Estado disse que as escalas da Rússia em Cuba são visitas navais de rotina, embora reconheça que seus exercícios militares aumentaram em virtude do apoio dos EUA à Ucrânia e à atividade de exercícios em apoio a aliados da Otan.

Na quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, recebeu seu colega cubano, Bruno Rodríguez, em Moscou. Na ocasião, Lavrov agradeceu às autoridades cubanas por sua posição sobre a Ucrânia.

“Desde o início, Havana fez uma avaliação do que estava acontecendo, delineando as razões absolutamente corretas e verdadeiras para o que estava acontecendo (na Ucrânia), e o que estava sendo preparado pelo Ocidente por muitos anos”, disse Lavrov.

“A doutrina militar e de defesa russa mantém a América Latina e o Caribe em uma posição importante, com a esfera vista como sob influência dos EUA, atuando como um contrapeso às atividades de Washington na Europa”, disse Ryan Berg, diretor do Programa das Américas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, com sede em Washington.

“Embora isso provavelmente seja pouco mais do que uma provocação de Moscou, envia uma mensagem sobre a capacidade da Rússia de projetar poder no Hemisfério Ocidental com a ajuda de seus aliados e certamente manterá os militares dos EUA em alerta máximo enquanto estiverem no teatro de operações”, concluiu Berg.

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