Atlântico Sul

Reino Unido diz manter forças militares para defender Malvinas de ameaças

Pedro Lima/AE

O governo do Reino Unido afirmou que mantém forças militares no Atlântico Sul em nível considerado adequado para defender as Ilhas Malvinas de qualquer “ameaça potencial”, após parlamentares questionarem nesta última semana a capacidade britânica de dissuadir uma eventual ação militar argentina contra o arquipélago.

Em sessão na Câmara dos Comuns, a ministra para o Desenvolvimento Internacional, Kirsty McNeill, disse que Londres envia uma mensagem “inequívoca” de que as ilhas permanecerão britânicas enquanto essa for a vontade dos habitantes.

“Nossas forças no Atlântico Sul são mantidas no nível apropriado para garantir a defesa das Ilhas Malvinas contra qualquer ameaça potencial”, afirmou. A declaração ocorreu após um deputado perguntar se o governo possuía meios navais e aéreos suficientes para “dissuadir e, se necessário, defender” as ilhas diante da possibilidade de uma ação militar.

Outro parlamentar citou o aumento dos gastos de defesa da Argentina sob o presidente Javier Milei e planos de expansão da base naval na Terra do Fogo. Questionada sobre uma eventual revisão da avaliação de ameaças, McNeill afirmou que o governo está “confiante” de que a capacidade defensiva atualmente disponível é adequada ao cenário de riscos.

Em discurso na semana passada, Milei anunciou medidas mais rígidas para impedir a exploração unilateral de petróleo nas Malvinas e reafirmou a soberania argentina sobre o território, atualmente controlado pelo Reino Unido.

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