Leonardo Siqueira/AE
A bebê Isadora dos Santos Braga, de sete meses, morreu na última terça-feira, 11, após ser levada à UPA Tito Lopes, em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo. A família alegou nas redes sociais que a causa da morte foi negligência médica. O Estadão tentou contato com a família e aguarda retorno.
“Queremos justiça, resposta e que os responsáveis sejam responsabilizados. Que esse hospital seja investigado e, se comprovadas as irregularidades, que seja fechado para que nenhuma outra família passe por uma dor como essa. Justiça por Isadora!”, postou a mãe da bebê nas redes sociais.
Ela também republicou um post de um familiar. “Uma vida foi perdida sem sequer receber as respostas e o cuidado que merecia. E este não é o primeiro caso a acontecer na UPA Tito Lopez (…) não queremos que a negligência seja tratada como normal”.
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que a paciente Isadora recebeu atendimento na UPA Tito Lopes e, posteriormente, foi transferida para o Hospital Tide Setúbal, com vaga regulada pelo Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo (Siresp). A plataforma digital organiza e gerencia o fluxo de pacientes.
“Apesar dos esforços empregados, infelizmente a paciente evoluiu a óbito e o corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO), responsável pela investigação das circunstâncias da morte”, disse a SMS, que aguarda o resultado do laudo para confirmação da causa. A pasta lamentou a perda, manifestou solidariedade aos familiares e afirmou que a direção da unidade permanece à disposição da família.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) disse que o caso foi registrado como morte natural e a autoridade policial do 64° DP (Cidade AE Carvalho) aguarda o laudo pericial requisitado para análise e providências cabíveis.








