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Médico é condenado a mais de 24 anos de prisão por abusos contra pacientes em consultório

Divulgação/Governo de São Paulo

A Justiça de Marília condenou o médico psiquiatra R.P.S. a 24 anos e 16 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual cometidos contra pacientes durante atendimentos em consultório.

O caso reúne 32 acusações envolvendo ocorrências nas cidades de Marília, Garça e Lins. O médico está preso desde outubro do ano passado, após uma série de denúncias feitas por pacientes.

De acordo com os relatos, os abusos ocorriam durante consultas médicas. Uma das vítimas afirmou que o comportamento inadequado começou com comentários de cunho pessoal e evoluiu para atos mais graves no mesmo atendimento.

A condenação refere-se à primeira de duas denúncias apresentadas pelo Ministério Público, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Marília. Em outro caso, a punibilidade foi extinta por prescrição.

Mesmo com a possibilidade de recurso, a Justiça determinou que o réu permaneça preso, destacando a gravidade dos crimes, a necessidade de garantia da ordem pública e a aplicação da lei penal.

O médico ainda responde a processos relacionados a casos em Garça e Lins. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo já suspendeu seu registro profissional, impedindo-o de exercer a medicina.

O caso tramita em segredo de Justiça.

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