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Polícia Civil confirma prisão preventiva contra Carlinhos Lima em investigação por estupro de vulnerável

DA REDAÇÃO

A Polícia Civil de São Carlos confirmou que foi expedido mandado de prisão preventiva contra o comunicador Carlinhos Lima, investigado por suspeita de estupro de vulnerável. A informação foi confirmada ao Jornal Primeira Página pelo delegado Miguel Carlos Capobianco Júnior, responsável pela assessoria de imprensa da Seccional de Polícia Civil de São Carlos. O radialista não foi localizado para o cumprimento da ordem judicial e, segundo a polícia, é considerado foragido.

O caso é acompanhado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Carlos, sob responsabilidade da delegada Denise Szakal. A reportagem ouviu Capobianco que apresentou novas informações sobre a investigação. Segundo o delegado, equipes da Polícia Civil realizaram diligências para localizar o investigado e seguem em trabalho para o cumprimento do mandado.

De acordo com o delegado, a prisão preventiva foi decretada em razão da gravidade do crime investigado e para garantir a aplicação da lei penal. Um vídeo atribuído ao próprio investigado também foi considerado no caso. Na gravação, conforme informado pela Polícia Civil, ele teria afirmado que deixaria a cidade para evitar eventual responsabilização criminal.

A investigação apura suspeitas de crimes contra a dignidade sexual de vulneráveis envolvendo duas sobrinhas do comunicador. Segundo informações reunidas no inquérito, as vítimas, atualmente com 21 e 12 anos, relataram episódios que teriam começado ainda na infância. O caso foi registrado na DDM e passou a ser investigado pela Polícia Civil, com análise de depoimentos, documentos e demais elementos apresentados pelas famílias.

Capobianco explicou que o mandado expedido é de prisão preventiva, considerada uma das medidas mais gravosas previstas na legislação. Segundo ele, até o momento, não houve comunicação à Polícia Civil sobre eventual apresentação espontânea do investigado.

O delegado informou ainda que o inquérito policial já foi finalizado, relatado e encaminhado ao Ministério Público. Por envolver a natureza do crime e vítimas em situação de vulnerabilidade, o procedimento segue sob sigilo. Caso surjam novos elementos, como documentos, laudos, aparelhos apreendidos ou depoimentos complementares, eles poderão ser juntados posteriormente, antes de eventual denúncia.

Além da denúncia principal, a apuração também passou a avaliar possíveis crimes de coação no curso do processo e injúria preconceituosa. A ampliação ocorreu após a apresentação de áudios e vídeos atribuídos ao investigado, divulgados recentemente. Em um dos registros, segundo relato feito à polícia, haveria ameaças dirigidas a familiares das vítimas, o que levou ao pedido de medidas protetivas de urgência para resguardar a integridade física e psicológica dos envolvidos.

Segundo a Seccional, neste momento, o mandado de prisão preventiva está vinculado ao crime de estupro de vulnerável. Outras condutas mencionadas em vídeos ou áudios atribuídos ao investigado, como possíveis falas ofensivas, homofóbicas ou misóginas, poderão ser analisadas posteriormente em procedimento próprio, caso haja elementos jurídicos para isso.

O caso ganhou forte repercussão em São Carlos pela trajetória pública de Carlinhos Lima, conhecido na cidade por sua atuação no rádio e por posicionamentos de cobrança moral em relação a diferentes temas. A divulgação de manifestações públicas atribuídas ao comunicador também passou a ser observada pelas autoridades diante da suspeita de falas ofensivas e preconceituosas contra familiares das vítimas.

Ao comentar a importância da comunicação desses casos às autoridades, Capobianco reforçou que denúncias envolvendo crimes graves devem ser feitas com rapidez, já que provas podem se perder com o passar do tempo. Segundo ele, a população pode procurar a Delegacia de Defesa da Mulher, a delegacia da área ou utilizar o Disque Denúncia 181. Em cidades onde não há DDM, a orientação é procurar a delegacia local.

A Polícia Civil mantém diligências para localizar o investigado. O caso segue agora sob análise do Ministério Público, etapa considerada decisiva para a continuidade da responsabilização criminal e para a proteção das vítimas e familiares envolvidos.

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