Um homem de 25 anos, procurado internacionalmente pela Interpol e com uma condenação definitiva por crime sexual, foi localizado e preso pela Polícia Civil nesta quarta-feira, 19, em São Carlos.
A prisão foi realizada por investigadores da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) após a unidade receber informações de representantes da Interpol indicando que o procurado poderia estar residindo na cidade.
Em entrevista concedida ao repórter Pedro Maciel, durante o programa da Rádio São Carlos FM, na manhã desta quinta-feira, o delegado João Fernando Baptista confirmou a operação e explicou que as diligências começaram imediatamente após o recebimento das informações.
Segundo o delegado, os investigadores passaram a realizar buscas pela cidade durante a manhã e conseguiram localizar o homem em uma obra na região do Jardim De Cresci, onde ele trabalhava.
Após a abordagem, o procurado foi conduzido à sede da DIG e, posteriormente, encaminhado à cadeia pública local, permanecendo à disposição da Justiça.
Condenação
De acordo com as informações apresentadas pelo delegado na entrevista, o homem é natural do Maranhão e teria passado por Minas Gerais antes de se estabelecer em São Carlos.
A ordem de prisão está relacionada a uma condenação definitiva por crime sexual, com pena de 13 anos e quatro meses de reclusão, em regime fechado.
O caso teve origem em Frutal (MG), onde ocorreu o crime pelo qual ele foi condenado. Após a identificação e o andamento do processo judicial, foi expedido mandado de prisão decorrente da condenação.
Como o condenado não havia sido localizado, as informações sobre seu paradeiro chegaram à Interpol, que posteriormente identificou a possibilidade de ele estar em São Carlos.
Próximos passos
O delegado João Fernando explicou a Pedro Maciel que o homem deverá passar por audiência de custódia, procedimento destinado a verificar a legalidade da prisão e assegurar seus direitos constitucionais.
Como se trata de uma prisão decorrente de condenação definitiva, após os trâmites legais ele deverá ser encaminhado ao sistema penitenciário para o cumprimento da pena.
A ação contou com a troca de informações entre a Interpol e a Polícia Civil, permitindo que os investigadores da DIG localizassem o condenado que estava sendo procurado.








