Uma servidora pública municipal registrou, na tarde de segunda-feira (15), uma denúncia de assédio sexual na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Carlos. O relato foi formalizado por volta das 12h50 e envolve um servidor público que é marido de uma diretora da UPA, à qual a denunciante é hierarquicamente subordinada.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher afirma que há cerca de dez anos é alvo de investidas e constrangimentos por parte do acusado, que insistiria para que ela participasse de uma relação sexual com ele e sua esposa. De acordo com o registro, a servidora nunca aceitou as propostas.
O episódio mais recente teria ocorrido no último sábado, dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Prado. Conforme o relato, a servidora enviou uma mensagem ao acusado perguntando sobre seu estado de saúde, já que ele havia sofrido um infarto cerca de dois meses antes. Na troca de mensagens, o homem teria respondido que estava bem e mencionou ter retomado atividades sexuais. Após uma resposta em tom de brincadeira da denunciante, ele teria enviado áudios com conteúdo sexual explícito e imagens íntimas, além de sugerir um encontro para manter relações.
Ainda segundo a denúncia, as mensagens teriam sido enviadas a partir da sala ocupada pela diretora da unidade, esposa do acusado, durante o horário de funcionamento da UPA. Temendo represálias no ambiente de trabalho e alegando constrangimento, a servidora decidiu procurar a polícia.
Procurado pelo departamento de jornalismo, o advogado Dr. Luís Luppi afirmou que, diante da gravidade da denúncia, a prefeitura deveria adotar medidas administrativas imediatas, como o afastamento das partes envolvidas e a abertura de um procedimento de sindicância para apuração interna dos fatos. “A gestão pública, a exemplo da Mulher de Cesar, não basta ser honesta, tem que parecer honesta. O Município deve agir de forma rápida, eficaz, pois a apuração dos fatos, com a necessária perícia em ambos os celulares, livrará o Município de eventual ação indenizatória” afirmou. Ainda segundo o advogado, no âmbito criminal, a Polícia Civil deverá realizar perícia nos aparelhos celulares da denunciante e do acusado, a fim de preservar provas e esclarecer o conteúdo das mensagens enviadas.
O caso foi registrado e segue sob investigação das autoridades competentes. Nossa reportagem conversou com um delegado de polícia, que informou que o caso seguirá sob segredo de Justiça durante o andamento das investigações.
