Casos registrados em Tupã, Neves Paulista e São José do Rio Preto provocaram comoção e mobilizaram autoridades
Três casos distintos e de grande impacto emocional repercutiram nos últimos dias em cidades do interior de São Paulo. As ocorrências envolvem a morte de uma criança, um caso de feminicídio e uma denúncia do Ministério Público relacionada à morte de uma bebê.
Em Tupã, um bebê de apenas sete meses, identificado como Brian, morreu na última segunda-feira, 10, após sofrer um engasgamento durante a alimentação. A criança recebeu os primeiros socorros e foi encaminhada inicialmente a uma unidade de saúde. Diante da gravidade do quadro, o resgate foi acionado e o bebê transferido para a Santa Casa de Tupã.
Apesar das tentativas de reanimação realizadas pela equipe médica, Brian não resistiu. O sepultamento ocorreu na manhã de terça-feira, 11, no Cemitério da Saudade. A morte precoce provocou comoção entre familiares e moradores da cidade.
Em Neves Paulista, um homem de 40 anos matou a esposa, de 56 anos, em um caso registrado pelas autoridades como feminicídio. Na sequência, o homem morreu. Segundo o boletim de ocorrência, o filho do casal encontrou a mãe já sem vida ao retornar para casa e acionou os serviços de emergência.
O homem possuía antecedentes criminais e havia deixado o sistema prisional cerca de duas semanas antes do crime. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), e a investigação busca esclarecer todas as circunstâncias do caso.
Já em São José do Rio Preto, o Ministério Público denunciou à Justiça os pais de uma bebê de 10 meses pela morte da filha, ocorrida em 19 de abril de 2024. A denúncia foi apresentada no dia 7 de agosto deste ano.
De acordo com o Ministério Público, a criança morreu após sofrer um traumatismo cranioencefálico decorrente de uma queda e ter contato com substância entorpecente. Para a acusação, os pais teriam sido omissos ao permitir que a bebê tivesse acesso à residência sem os cuidados necessários e ao não procurar atendimento médico imediatamente após a queda.
O laudo pericial apontou a queda e a ingestão da substância como fatores determinantes para a morte. O caso, inicialmente tratado como maus-tratos, posteriormente passou a tramitar na Vara do Júri, após o entendimento de que poderia ter ocorrido omissão com dolo eventual.
A defesa dos pais afirmou pesar diante da conclusão do Ministério Público e sustentou que, durante as investigações, não teria sido demonstrada indiferença dos acusados em relação à vida da filha.
Os três casos, embora distintos, causaram forte repercussão e chamaram a atenção para situações envolvendo crianças, violência familiar e mortes que deixaram famílias e comunidades profundamente abaladas.








