A manhã desta segunda-feira, 1º, começou com um cenário de vandalismo na Câmara Municipal de São Carlos. As paredes externas do prédio histórico de 125 anos apareceram pichadas com as siglas “STF” e palavras como “Bolsonaro” e “livre”, em uma provável manifestação de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso na sede da Polícia Federal em Brasília/DF.
Segundo informações, as pichações teriam sido feitas na parede voltada para a Praça Coronel Salles, possivelmente durante a noite de domingo, 30, ou na madrugada desta segunda-feira. Entre os dizeres registrados estavam: “STF ditadura”, “Bolsonaro” e “livre”.
O episódio provocou reações imediatas de autoridades locais e movimentos políticos, que emitiram notas de repúdio ao ato de vandalismo.
Em nota oficial, a Câmara Municipal de São Carlos afirmou: “Manifestamos nosso veemente repúdio ao ato de pichação praticado contra o prédio histórico, símbolo da trajetória política, democrática e institucional de São Carlos. Atos de vandalismo como este não se confundem com liberdade de expressão; ao contrário, representam desrespeito ao bem público, à memória coletiva e à cidadania.
Defendemos o diálogo democrático e formas legítimas de manifestação, sempre dentro da legalidade e com respeito aos espaços e bens que pertencem a toda a população. Exigimos que o episódio seja devidamente apurado pelas autoridades competentes, com identificação dos responsáveis e aplicação das medidas legais cabíveis.”
O Secretário do PL em São Carlos, José Fernando Aiello, também se pronunciou: “Venho, de forma pública e enfática, manifestar total repúdio ao ato de pichação realizado na Câmara Municipal. Esse tipo de conduta afronta o patrimônio público, desrespeita a cidade e não contribui em nada para o debate democrático.
Circulou a informação de que seriam apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro os responsáveis pelo ato. Rejeito essa narrativa. Nenhum verdadeiro apoiador de Bolsonaro na cidade compactua com vandalismo ou ataques ao patrimônio público. Seguimos firmes defendendo o diálogo, o respeito às instituições e à ordem.”
O episódio reacende a importância de preservar o patrimônio histórico e respeitar os espaços públicos, reforçando que o debate político deve sempre ocorrer dentro da legalidade e do respeito às instituições.
