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Em meio a protestos, Câmara de São Carlos aprova reajuste salarial para servidores

Apesar do voto da maioria dos vereadores, o projeto gerou insatisfação entre parte dos servidores municipais

01/04/2025 18h50 - Atualizado há 2 dias Publicado por: Redação
Em meio a protestos, Câmara de São Carlos aprova reajuste salarial para servidores Ivan Lucas

Na tarde desta terça-feira, 1º de abril, a Câmara Municipal de São Carlos aprovou, com 15 votos a favor e 5 contrários, o projeto de reajuste salarial proposto pela Prefeitura, que beneficia os servidores municipais concursados, ativos e inativos. O aumento, de 6,56%, foi apresentado pela prefeitura ao Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos Municipais (SINDSPAM), em uma reunião no Paço Municipal, sendo rejeitado pelos servidores em duas assembleias.

A proposta do prefeito Netto Donato foi composta por dois principais elementos: um reajuste de 5,06%, correspondente ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e um acréscimo de 1,5% de aumento real. O pacote também inclui uma alteração no valor do ticket refeição, que passará de R$ 1.005,00 para R$ 1.200,00, e uma redução nas contribuições dos servidores para a cesta básica. A redução nas faixas de contribuição varia de 5% a 60%, dependendo da faixa salarial.

Apesar do voto da maioria dos vereadores, o projeto gerou insatisfação entre parte dos servidores municipais, que se manifestaram em protesto na frente da Câmara. Eles contestaram o percentual do reajuste, considerando-o insuficiente frente ao aumento do custo de vida. Mesmo assim, o projeto foi aprovado, com o impacto financeiro estimado de R$ 2,8 milhões mensais na folha de pagamento, elevando os custos totais de R$ 43,2 milhões para R$ 46 milhões mensais. Esse aumento está dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, com a folha alcançando 48,55% do total permitido, que é de 51,3%.

O vice-presidente do Sindspam, Lucinei Custódio, se manifestou após a votação dos vereadores. “Viemos aqui hoje para pedir que a Câmara não votasse e nos desse a oportunidade de reabrir as negociações, buscando um aumento real para os servidores. Infelizmente, a fala do vereador Leandro Guerreiro (PL) gerou agitação, mas a verdadeira ameaça veio de dentro da Câmara. Ficamos chateados por não atenderem nosso pedido de suspender a votação. Não foi o resultado esperado. Agora, vamos seguir com a Assembleia e votar sobre a greve”, relatou.

Os vereadores que se posicionaram contra o reajuste foram Lineu Navarro (PT), Raquel Auxiliadora (PT), Fernanda Castelano (PSOL), Djalma Nery (PSOL) e Larissa Camargo (PC do B), sendo os demais favoráveis ao reajuste.

Eles argumentaram que o projeto deveria ser mais discutido e que as negociações entre a Prefeitura e o sindicato precisavam ser retomadas antes da definição do índice de reajuste.

O prefeito negou que haja falta de diálogo com os servidores, citando pelo menos cinco reuniões realizadas para discutir o dissídio. “Reabrimos a negociação a pedido da própria comissão, explicamos os números, mas eles não aceitaram. Não posso penalizar mais de 5.000 servidores por causa de 400 que querem fazer política pensando nas eleições daqui a quatro anos”, declarou.

Com a aprovação, a Prefeitura garante o aumento salarial, mas o debate sobre o valor e as condições de trabalho dos servidores municipais devem seguir em pauta.

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