No Dia Internacional da Educação, celebrado neste sábado, 24 de janeiro, o professor Azuaite Martins de França, 1º.vice presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP) utilizou suas redes sociais para chamar a atenção para os desafios da educação brasileira e a urgência de avanços concretos no setor.
Instituída pela Assembleia Geral da ONU em 3 de dezembro de 2018 e comemorada pela primeira vez em 2019, a data reforça a importância da educação no desenvolvimento humano e na geração de oportunidades.
Segundo Azuaite, para que o Brasil alcance os objetivos definidos pelas Nações Unidas, “é imprescindível, antes de tudo, reconhecer a centralidade da educação de qualidade no desenvolvimento de crianças e adolescentes e no combate às desigualdades sociais e de gênero”.
O professor destacou ainda que o segundo passo é “implantar políticas públicas consistentes, com ações efetivas, capazes de enfrentar o abandono histórico da educação, que há tempos aflige alunos, pais, professores e toda a comunidade escolar”.
Em suas declarações, Azuaite ressaltou que as desigualdades regionais e sociais ainda dificultam o acesso e a permanência de estudantes na escola, especialmente em áreas periféricas e mais vulneráveis, onde faltam transporte adequado e infraestrutura básica.
Ele também chamou a atenção para a precariedade de muitas escolas públicas, que ainda carecem de saneamento, água potável, acesso à tecnologia e materiais didáticos adequados.
Outro ponto destacado foi a qualidade do ensino, marcada por defasagens de aprendizagem e pelo alto índice de analfabetismo funcional, realidade que compromete o pleno desenvolvimento dos estudantes.
O professor lembrou ainda a desvalorização dos docentes, os baixos salários, a necessidade de formação continuada e os episódios de violência e pressão sobre o trabalho pedagógico.
Para Azuaite, a evasão escolar, o financiamento insuficiente, os desafios do Novo Ensino Médio e as questões de saúde mental de alunos e educadores exigem respostas urgentes e articuladas.
Inspirado em Paulo Freire, ele concluiu que a educação deve promover a liberdade, formar cidadãos críticos e contribuir para a transformação social, garantindo um aprendizado de qualidade para todos.
