FATEC NO MICROFONE
A entrevista na São Carlos FM recebeu Abner Macedo, docente da FATEC, e Fernanda Guerra, auxiliar docente. A dupla foi explicar vestibular, isenção e cursos gratuitos. Em ano eleitoral, como a FATEC não pode abusar das redes sociais, o rádio virou quase cursinho de utilidade pública.
R$ 90 QUE PESAM
Abner lembrou que a taxa do vestibular é de R$ 90, mas os candidatos podem pedir isenção total ou redução de 50%. Parece pouco para alguns, mas, para muita família, esse valor vira mercado, remédio ou conta de luz. A FATEC abriu a porta; agora, o candidato só não pode deixar o prazo vencer sentado no sofá.
NOME COMPLETO, POR FAVOR
Fernanda Guerra contou que até o preenchimento do nome costuma gerar erro na inscrição, especialmente quando o candidato abrevia ou muda informações do cadastro. Ou seja: antes de sonhar com diploma, estágio e salário melhor, o primeiro vestibular é vencer o próprio formulário. CPF não aceita apelido, criatividade nem preguiça de digitar.
ETEC NÃO É FATEC
Abner explicou a diferença que muita gente ainda confunde: ETEC é ensino técnico; FATEC é graduação superior. Em São Carlos, a FATEC oferece cursos como Gestão Empresarial, Gestão de Recursos Humanos, Big Data e Gestão da Produção. Em bom português: uma abre porta técnica; a outra coloca o aluno no caminho do diploma superior — e as duas podem mudar currículo e salário.
VESTIBULAR COM SUPORTE
A FATEC terá inscrições para o vestibular de 14 de setembro a 6 de novembro, com prova marcada para 13 de dezembro. Quem tiver dúvida pode procurar a unidade do Arlindo Bittencourt, onde Fernanda ajuda no processo. É quase atendimento “anti-pânico”: computador, orientação e alguém para impedir que o candidato perca a vaga por causa de um clique atravessado.
CANABIDIOL NA PAUTA
O vereador Adriano Marinovic (PRD) pediu estudo de viabilidade para políticas públicas municipais sobre orientação, encaminhamento e eventual disponibilização de medicamentos e produtos à base de canabidiol na rede pública de saúde. Tema sensível, técnico e cada vez mais presente. Agora é ver se a discussão será tratada com ciência, responsabilidade e menos preconceito de balcão.
CARAVANA NA PAULISTA
Bolsonaristas de todo o Estado devem se mobilizar para o ato de 7 de Setembro, na Avenida Paulista, com críticas ao presidente Lula e ao ministro Alexandre de Moraes. Em São Carlos, a dúvida já circula nos bastidores: vai ter caravana numerosa ou só grupo animado no WhatsApp? A política adora ônibus cheio, mas a contagem real sempre aparece na hora da saída.
DEFESA NO VOTO
O TSE e a Defensoria Pública da União firmaram acordo para ampliar a assistência jurídica gratuita em matéria eleitoral no país. A ideia é garantir mais acesso a quem precisa de orientação e defesa nessa área. Em ano eleitoral, até o eleitor mais perdido ganha chance de encontrar advogado antes de se perder também no labirinto da legislação.
BOM-DIA AO CAVALO
Em uma cidade não tão distante, havia um personagem que gostava de falar alto, escrever forte e soltar opinião como quem abre porteira em dia de rodeio. Um dia, exagerou no tom, deixou a língua correr mais do que devia e a conversa acabou tomando um caminho mais sério. Foi aí que veio à memória aquela frase antiga da vovó: quem muito fala dá bom-dia a cavalo. Na política, palavra lançada sem freio às vezes volta com protocolo, juiz e pedido de desculpas.
A VOLTA DO BOM SENSO
Depois que a poeira baixou, o personagem da história apareceu novamente, desta vez em tom bem diferente. Reconheceu que passou do ponto, pediu desculpas e garantiu que a cena não se repetiria. Moral da história: rede social parece conversa de esquina, mas tem eco, print e consequência. Antes de exagerar nas palavras, é melhor respirar fundo — porque nem toda fala termina só em comentário.
PALANQUE NO MERCADÃO
São Carlos entra na rota do evento “O Brasil Vai Vencer”, que deve reunir Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, e Tarcísio de Freitas, que mira novo mandato no Governo de São Paulo. O encontro será no Mercado Municipal, com a presença de Netto Donato, Maurício Neves, lideranças partidárias e apoiadores. Em política, quando o palanque monta no Mercadão, até o pastel ganha discurso, santinho e cálculo eleitoral.
GUARDA-CHUVA CHEIO
A visita de Flávio e Tarcísio também deve abrir aquele famoso guarda-chuva eleitoral, onde aparecem deputados, pré-candidatos e lideranças que talvez nunca tenham pisado direito em São Carlos, mas agora descobrem até o caminho da Praça do Mercado. É a temporada do “sempre estive com a cidade”. O eleitor só precisa conferir se esteve mesmo ou se acabou de colocar o endereço no GPS.
ONOVOLAB NA AGENDA
Além do ato político, a visita ao Onovolab e o formulário “Coração Produtivo de São Paulo” mostram que a campanha quer colar sua imagem à inovação, ao empreendedorismo e à força produtiva do interior. São Carlos tem ciência, tecnologia, universidades e empresas para isso. Agora, resta saber se a agenda vem para ouvir a cidade de verdade ou apenas para tirar foto bonita onde a inovação já existe faz tempo.
REGIMENTO OU RECADO?
O caso do corte no subsídio do professor Hícaro Costa (PT) colocou a Câmara de Ibaté diante de uma pergunta que não dá para varrer para debaixo do tapete: qual artigo, norma ou decisão autorizou a penalidade? Se existe regra clara, que seja mostrada. Se não existe, o desconto deixa de parecer disciplina e começa a ganhar cheiro de recado político com desconto em folha.
HOLERITE NA TRIBUNA
Quando um vereador leva o próprio holerite para o centro do debate, é sinal de que a crise passou do discurso para o contracheque. Hícaro diz que foi punido de forma pessoal; agora, cabe à Câmara explicar com transparência. Porque, em política, até desconto pode virar manchete, principalmente quando a conta chega antes da justificativa.








